O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entrevista (Parte III): não é mais possível repetir os modelos de gestão antigos e invocar inocência



BC – Ser-se rigoroso nas contas e realizar um trabalho que se veja, não é bem a receita habitual?
X – Está a tocar num outro ponto quente da vida politica nacional. Na verdade a incompetência e, ou, a negligência passaram a ser branqueadas com mais um chafariz, uma piscina, um estrada ou um ginásio! As famosas inaugurações...
No presente contexto encontramo-nos mais próximos de concluir que as soluções antigas estão estafadas e que não é mais possível repeti-las e invocar inocência.
Os meios são escassos e milagres...só em Fátima. Não consta que por Silves eles alguma vez tenham ocorrido.

BC – Então a que tipo de gestão se propõe na freguesia?
X – Perdoe-me, mas eu diria de outro modo, sem qualquer pretensiosismo, a que tipo de politica me proponho!

BC – Pois seja, que politica pretende implementar, a ser eleito?
X – Uma politica de realismo, implementada com muita determinação, potenciando os meios disponíveis ao limite, seguindo um “caderno de encargos” predeterminado por uma análise sustentada e participada dos problemas.
Encontrado o naipe dos problemas, e depois de devidamente hierarquizados, a única opção será atacar a fundo as soluções através de um trabalho empenhado e sério.

BC – Certamente que terá algum exemplo para concretizar melhor?
X – Concerteza! Posso dar-lhe já um exemplo paradigmático. O lixo. Não é possível assentarmos a economia de Armação no turismo e mantermos a Vila nesta lixeira.
Qualquer que seja o futuro, caso me candidate e seja eleito, durante o meu mandato acabo com o lixo, nem que seja comigo a ajudar!
Não cremos que o problema seja de tal forma complexo que não tenha uma solução razoável com os meios disponíveis e pelos vistos, muita determinação. É um problema antigo mas se o resolver, como considero ser possível e desejável, constituirá um beneficio novo para a nossa comunidade e para a sustentabilidade económica da Vila.

BC – E que tipo de relações pretende estabelecer com o Município?
X – Boas. Na medida do possível! Terá a minha cooperação empenhada quando a sua acção se destinar a resolver, ou a ajudar a resolver problemas essenciais da Vila.
Terá a minha reivindicação intransigente quando puder resolver ou ajudar a resolver um problema essencial da Vila e não o faça por negligência, despeito, indiferença, irresponsabilidade, “partidarite” ou qualquer outro desvalor semelhante.
Terá a minha colaboração quando a sua intervenção puder concorrer para resolver ou ajudar a resolver e não disponha de todos os meios, mas seja patente a sua vontade de o fazer.
Armação de Pêra encontra-se no concelho de Silves e só por isso não deve nada a ninguém! Concorre para as receitas do concelho em medida significativa e não deve reivindicar , como será compreensível, o retorno integral do que aqui é arrecadado, uma vez que o concelho é composto de várias localidades que não recolhem receitas semelhantes embora tenham custos públicos elevados.
O que Armação não vai tolerar, e eu com ela, será continuar a ser descriminada nos impostos, como é o caso do IMI, como localidade de luxo em virtude de ter infraestruturas que afinal não tem!

2 comentários:

Anónimo disse...

Hotéis algarvios com 78,5% de ocupação

A taxa de ocupação dos hotéis do Algarve em Julho foi de 78,5%, praticamente o mesmo valor verificado em Julho de 2011 (78,7%), anunciou esta segunda-feira a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Por nacionalidades, as principais subidas registaram-se no mercado britânico (9,4%) e no holandês (14,6%). A descida mais importante verificou-se no mercado espanhol (menos 24,5%).

As zonas de Carvoeiro / Armação de Pêra (menos 4,4%) e Albufeira (menos 3,3%) apresentaram as maiores descidas.

As principais subidas ocorreram em Vilamoura / Quarteira / Quinta do Lago (5,4%), Portimão / Praia da Rocha (4,8%) e Monte Gordo / Vila Real de Santo António (4,7%). A zona de Monte Gordo / Vila Real de Santo António registou a taxa de ocupação média mais elevada (82,7%), enquanto Faro / Olhão registou a mais baixa, com 62,0%.

Por categorias, as maiores descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (menos 2,6%) e nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas (menos 0,6%).

Os aldeamentos e apartamentos turísticos de 3 estrelas (4,2%) e os hotéis e aparthotéis de 5 estrelas (2,8%) foram as categorias que apresentaram as maiores subidas nas ocupações.

Os hotéis e aparthotéis de 2 estrelas foram os que apresentaram a ocupação mais baixa (64,6%). Os aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas tiveram as ocupações mais elevadas (83,4%).

O volume de negócios da hotelaria algarvia apresentou uma descida de 7,3% face ao período homólogo do ano passado.

Anónimo disse...

a relação com o munícipe é de anonimato....... e de meter ao bolso se lá chegasse

Armação de Pêra em Revista

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