O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

sábado, 21 de julho de 2007

ARMAÇÃO DE PÊRA

O Lixo é o nosso ambiente….
Naturalmente que os Portugueses não poderão tomar o turismo como a solução para todos os males! No entanto acreditamos que, tal como a construção civil constituiu o sector alavanca da nossa economia durante tantos anos (independentemente das aberrações que criou), um projecto de desenvolvimento do turismo à dimensão de uma ambição tamanha, poderia alavancar parte substancial desta economia. Sem prejuízo, obviamente, da dinamização de outros sectores, através dos ditos “choques” ou de quaisquer outros modelos de intervenção, conscientes, no entanto de que, as opções de fundo não se tomam como se se gerisse uma oportunidade ou uma moda.
Por um lado, consideramos tal receita absolutamente legitima atendendo ao facto de sermos um Estado-membro da UE que reúne à proximidade do centro da Europa (a origem dos nossos principais clientes) a natureza e características do clima, a qualidade/intensidade da luz, a diversidade das paisagens e a sua invariável beleza bem como a hospitalidade do povo, os bom níveis de segurança, algum património histórico - monumental e a riqueza do seu “património” gastronómico.
Mesmo apesar de a este elenco ser, no entanto, absolutamente necessário juntar a qualidade dos serviços.

Por outro lado, consideramos tal projecto absolutamente realizável. Na verdade os “activos” que referi constituem a nossa matéria-prima, o nosso petróleo, sendo que o que resta para cumprir tal projecto, não sendo pouco, depende de factores que, em princípio, se encontram disponíveis no mercado interno, bastando para tanto: inventariá-los, localizá-los, adquiri-los ou contratá-los, motivá-los a conceber um projecto, aprová-lo, criar condições óptimas de execução e implementá-lo.

Criadas as condições político-administrativas de estabilidade e previsibilidade da execução deveriam formar-se as equipas técnicas que pensariam o projecto, competentes, desapaixonadas, desarticuladas de pequenos ou grandes interesses económicos, preocupadas em conceber o planeamento e o desenvolvimento de um projecto de devolver ao país o conceito de “jardim à beira-mar plantado” que o poeta nos legou. Agora com motivações não só artísticas (mas também) mas sobretudo de estruturação económica de um sector estratégico da nossa economia.

Projectarmos ser a “Califórnia” da Europa implicaria, em primeiro lugar, olharmos (termos a ambição de…) a União Europeia como um mercado à mercê da nossa oferta turística, o que não constituindo uma atitude transcendental, não deixa de constituir uma atitude de “corte” com o tradicional miserabilismo das nossas ambições (ou meios…) neste domínio, embora mais evidentemente noutros domínios da oferta nacional!

Em segundo lugar, ser a “Califórnia” ou a “Florida” de Europa, no sentido em que estão a ser usados estes termos, são conceitos estratégicos de desenvolvimento testados nos estados que lhes dão o nome, com sucesso evidente.
O clima temperado e ameno define desde logo o modelo de oferta turística, como naqueles casos: a especialização no turismo de valor acrescentado, o entretenimento, actividade desportiva, os congressos. Por outro lado ainda a dinamização do sector das segundas habitações para seniores, o qual é já hoje uma realidade de relevante importância económica em Espanaha, por exemplo.

Entretanto, tardando esta visão de elementar evidência e muito mais a implementação de um projecto desta ambição e competência, poderiamos, pelo menos não sujar a àgua que podemos vir a beber, melhor, que os nossos netos poderão vir a beber, uma vez que nós já perdemos essa oportunidade.

No entanto não é assim que a Câmara de Silves pensa!

Não própriamente no que diz respeito a Silves. Mas sem dúvida no que respeita à sua galinha dos Ovos de Ouro. Armação de Pêra! A praia dourada!

Temos relatado através de várias postagens neste sitío, a importância relativa das contribuições fiscais de Armação de Pêra para a receita do municipio de Silves.

No gráfico que se apresenta podemos observar que a freguesia de Armação de Pêra é a que mais contribuí para o sistema de recolha e tratamento dos resíduos sólidos do Município.

Anualmente a Câmara de SILVES ARRECADA, na freguesia de Armação de Pêra, 31% DO VALOR DA RECEITA que DEVIA utilizar para pagar o serviço de recolha e tratamento dos resíduos sólidos.
Isto porque Armação de Pêra, nesta como em todas as outras áreas é tida por uma instância turistica, quase de luxo.

Com todos os custos que tal classificação determina e nenhuma das vantagens, mesmo as mais elementares, de assim ser tida.

NOS MESES DE VERÃO, sobretudo em Julho e Agosto, verifica-se um grande afluxo de pessoas e a população aumenta exponencialmente. Com ela, naturalmente, a quantidade de lixo produzido.
O espectáculo que os locais do lixo exibem é aterrador!

NOS RESTANTES DEZ MESES a população é muito reduzida, a quantidade de lixo é proporcionalmente baixa, mas, ainda assim, em fins de semana prolongados, é habitual assistirmos ao espectáculo degradante que os locais dos recipientes de lixo, e os seus excessos, invariávelmente apresentam.
O que é certo e seguro é que a Câmara de Silves cobra – e bem - por este serviço como se o prestasse todo o ano na medida da intensidade que aqueles meses de Julho e Agosto revelam.

Quando é certo e sabido que aquela intensidade é exclusiva daqueles meses, sendo os restantes, absolutamente insipientes se comparados com aqueles.

E MAIS CERTO E SEGURO AINDA É O FACTO DE O SERVIÇO QUE PRESTA SER EVIDENTEMENTE INSUFICIENTE E DEPLORÁVEL em qualquer altura do ano.

A incapacidade, do Município para gerir o sistema de forma eficaz é tristemente patente.
Pensamos que uma inteligência pouco mais que rudimentar alcançaria que: ou se aumenta o número de recipientes ou a sua capacidade ou se fazem recolhas mais frequentes. A solução é simples, os meios para a pôr em prática são poucos e baratos.

Resta-nos concluir por uma de duas:
Ou os responsáveis são atrasados mentais, não reunindo indices minimos de inteligência, o que, atentas outras aptidões reveladas, não nos parece ser o caso, ou
Os limites da sua ignorância e irresponsabilidade são incomensuráveis!

Parece não ser novidade para ninguém que Armação de Pêra vive essencialmente do turismo e o investimento que atrai, gera boa parte da receita do municipio.

Neste enfoque abstemo-nos de comentar o efeito aberrante que este modelo de desenvolvimento promoveu.

Mas, mesmo assim, não podemos deixar de comentar, a aberração que constitui, mesmo na esteira do modelo de (sub) desenvolvimento escolhido e promovido pela Autarquia, o abandono a que votam o seu projecto.
Melhor, a verdadeira consideração em que o têm é o esterco a que o votam!

Não que o seu projecto mereça muito mais que tal epiteto, mas a receita de que a Autarquia daqui usufrui deveria ter a protecção de quem dela beneficia.
Mas, nem isso!

Por outro lado, os turistas são clientes de Armação de Pêra, logo de Silves, mas também do Algarve e até do nosso país e, todos sabemos, que não procuram uma lixeira para vir a banhos.

Num projecto de sustentação da economia do Pais através do turismo, a gente que gere esta Autarquia, não tem lugar!

Nem para gerir o lixo!

terça-feira, 3 de julho de 2007

DIREITO À INDIGNAÇÃO/ PETIÇÃO

PAGAR O SERVIÇO MULTIBANCO
BANCA INGRATA


As taxas de Multibanco que se anunciam são verdadeiramente escandalosas.

Apesar dos lucros exorbitantes que a Banca continua a ter- cerca de 40% no ano passado -, beneficiando de uma taxa reduzidíssima de IRC, a consideração pelos seus clientes é nula.

Sucede que o legislador (os cidadãos em geral e na generalidade seus clientes) concede-lhe uma taxa de IRC de 15% sobre os lucros quando as outras empresas pagam 25%, sobrecarregando a carga fiscal a todos os outros contribuintes. Mesmo assim a consideração pelos seus clientes (os cidadãos, logo, o legislador) é nula.

Despudoradamente, pretendem ainda os Bancos passar a cobrar 1,50 € (um euro e cinquenta, cerca de 300 escudos na moeda antiga), por cada levantamento.

Recorde-se que o investimento nas máquinas multibanco destinou-se a reduzir custos fixos com pessoal, libertando assim a actividade muito mais lucros.

Se assim for, deveremos:
a) Pressionar o Governo e a opinião pública no sentido de passar a Banca a pagar o IRC à mesma taxa que as outras empresas.
b) Passar a utilizar mais os cheques (apesar do seu custo igualmente exorbitante), obrigando os bancos a contratarem mais pessoal para os seus balcões (dando mais emprego, prestações sociais) e entregar os nossos cartões.

É uma questão de cidadania, por um lado e por outro uma questão de hábito.
A nossa vida económica já existia antes do multibanco.
Para além disso, hoje em dia existem payshops em toda a parte, para as ditas despesas que ainda pagamos através de Multibanco.

É, por conseguinte, um dever de cidadania, assinar a petição contra as taxas de Multibanco.
Passar a informação para os seus contactos também.


http://www.PetitionOnline.com/bancatms/


Exerce o teu direito à INDIGNAÇÂO

Sendo um assunto que interessa a quase todos nós, participa assinando também!

Armação de Pêra em Revista

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