O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Crise, a razão dos Alemães e a dos outros!

Temos sido bombardeados com conceitos emocionais e por isso pouco rigorosos quanto á actual crise.

O que se pretende dizer é que a Alemanha e os países do Norte sabem governar-se e que os países do Sul são irresponsáveis.

Os alemães “sabem com quem estão a lidar “ e portanto “têm” o direito moral de não terem que pagar os desmandos dos outros que não se sabem governar.
Eles são os “trabalhadores”!

Como é sabido,em todas as mentiras há sempre um pouco de verdade.

Gostaria, no entanto, de rebater estas premissas que são falsas!

O que a maioria dos economistas defende como remédio para acabar com a crise dos mercados e o regabofe da especulação, é permitir ao BCE ser o último garante da dívida soberana da zona euro com carácter ilimitado.

A ser assim, o medo do incumprimento não mais teria razão de existir e os juros voltariam ao normal, resolvendo o problema e permitindo aos países utilizarem uma parte do dinheiro disponível para investir na economia e fazê-la crescer e, assim, criar condições para pagar as dívidas.

Parece fácil, mas então porque será que não se faz isso?

A razão apontada pelos alemães, únicos oponentes desta solução é a seguinte:

- Para pagar ilimitadamente a dívida, o BCE teria que criar dinheiro, o que é um facto.

- Tal situação geraria inflação e os alemães têm medo dessa situação face á história da inflação galopante da republica de Weimar (a que voltaremos) e á desvalorização do euro!

- Os países que têm dívidas altíssimas poderiam abrandar as medidas necessárias ao equilíbrio das contas públicas e da dívida.

Ora é um facto que o BCE ao criar dinheiro e fazê-lo circular, pode gerar inflação, no entanto, não se compreende como é que essa inflação tenha que entrar fora de controlo.

A Reserva Federal Americana, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão, têm utilizado este esquema para financiar a sua economia sem que a inflação tenha disparado e sem que as suas moedas tenham desvalorizado. O facto de existir a garantia de pagamento levou á normalização dos mercados e á redução dos juros da dívida para níveis normais.

Por outro lado, não se vê que mal possa ter uma pequena desvalorização do euro, o que apenas facilitará as exportações europeias.

É um facto que se deveriam tomar medidas paralelas para controlar as economias mais débeis e manter políticas de equilíbrio orçamental e de redução da dívida incluindo a perda de alguma soberania até restabelecer a situação.

Não obstante, a alternativa a esta situação é o fim do euro com consequências desastrosas para a própria Alemanha que exporta 2/3 do seu PIB.

De notar a verdade aritmética: se a Alemanha tem uma balança de pagamentos superavitária, haverá alguém que a terá deficitária.
Se nos lembrarmos do mercantilismo, verificamos que tal situação não pode prevalecer para sempre porque o deficitário morrerá e deixará de comprar ao superavitário.

Quanto á desvalorização do euro, dá vontade de rir! Numa situação em que a MOODY'S ameaça reduzir o rating de TODOS os países do euro incluindo os bem comportados Finlândia, Holanda, Áustria e mesmo a Alemanha, o euro mantém-se firme.

Por outro lado, EEUU, Inglaterra e o Japão que têm utilizado este sistema também não vêm inflação fora de controlo ou perca de valor das respectivas moedas.

A Alemanha foi o país que mais ganhou com o euro porque é o maior fornecedor do continente e o 3º maior do mundo. O fim do euro, valorizará automaticamente a nova moeda alemã, reduzindo automaticamente as suas exportações (2/3 do PIB) por um lado, e devido ao colapso das economias suas clientes, por outro.

Portanto, mesmo alguma inflação e desvalorização do euro parece uma alternativa menos gravosa para a Alemanha.

A outra questão que quero demonstrar é o conceito emocional dos alemães trabalhadores contra os preguiçosos do sul.
A Alemanha cria riqueza, os PIIGS destroem-na. Um conceito de boa moral calvinista!

Os alemães dizem que foram eles que financiaram os PIIGS com o seu trabalho e que não estão dispostos a continuar a fazê-lo!

Veremos então a verdade:

- Os alemães ao financiarem os novos países membros da UE, nada mais fizeram do que criar um mercado para o qual vendem a maior parte das exportações. Foi portanto um excelente negócio que permitiu o crescimento económico da Alemanha e não o contrário. Foi um investimento e não uma ajuda desinteressada. As encomendas de Portugal á Alemanha, 2ª maior fornecedora, cresceram 10 vezes em 25 anos!

- Em segundo lugar a Alemanha foi o país da Europa que nos últimos 100 anos recebeu mais ajuda financeira e aquele que provocou duas guerras destruindo a vida de dezenas de milhões de seres humanos e a destruição de riquezas milenares nos países vítimas destas guerras, a saber:

- Na 1ª Guerra mundial, a Alemanha derrotada foi obrigada a desmilitarizar-se e a pagar reparações de guerra aos países que agrediram.

Dizem muitos que estas reparações levaram á Segunda Grande Guerra porque criaram uma inflação generalizada e uma humilhação que gerou sentimentos de vingança.
Ou seja, os Aliados, de agredidos passaram a agressores!

Eis o que se passou:
A Alemanha pagou essas reparações de guerra com empréstimos dos EEUU e da França, sobretudo dos EEUU!

A Alemanha nunca pagou os empréstimos respectivos sendo assim os vencedores que se pagaram a si próprios!
A Alemanha teve assim um custo de humilhação, aquele que têm todos os vencidos, mas não um custo financeiro.

É aliás curioso e sintomático ouvir os gregos dizerem que queriam de volta as dívidas perdoadas á Alemanha que eram EM IGUAL VALOR á sua dívida soberana quando começou a recente crise mais aguda!!!

A crise de inflação na Alemanha veio como consequência da crise do dólar em 1929 com o Crash de Wall Street e não por outras razões, já que a Alemanha estava inundada de dólares pelos empréstimos.

Assim foi permitido a seguir a 1931, com o generoso perdão das dívidas pelas potências ocidentais, uma política de expansão económica que levou ao rearmamento e possibilitou que em menos de 7 anos a Alemanha se equiparasse á Grã Bretanha, maior potência militar da época, que tinha reduzido as suas despesas em defesa graças á gestão desastrosa dos governos pacifistas de Macdonald, Baldwin e Chamberlain!

Depois o tal povo” trabalhador” resolveu continuar pela política de agressão o que levou a uma guerra que matou mais de 40 milhões de seres humanos e a um genocídio e limpeza étnica dignas do pior da Idade Média!

Mais uma vez, as potências vencedoras acederam a financiar a Alemanha com a ilusão de preservarem a paz como fizeram no fim da 1ª guerra!

O Plano Marshall possibilitou á Alemanha a reconstrução e, mais uma vez, as dívidas foram perdoadas e pagas pelos agredidos (como a Grécia) que agora são vítimas de gozo e de desprezo!

Os tais trabalhadores incansáveis foram na verdade a nação mais subsidiada nos últimos 100 anos e foram-no pelas nações que perderam vidas e bens em nome do sonho da grande Alemanha.

Os tais” trabalhadores” foram extremamente eficazes na violência e destruição e tiveram como prémio o perdão e a generosidade dos outros povos!

Só para terminar, mais uma vez, quando se construiu o muro de Berlim e os soviéticos quiseram isolar os habitantes de Berlim ocidental, foram os aliados que montaram uma operação de ajuda aérea que permitiu que os seus agressores, os alemães ocidentais, conseguissem sobreviver.
Daí a comoção que os habitantes de Berlim tiveram com a famosa frase de J.F. Kennedy em Berlim: Ich bin ein berliner!

Mais tarde quando caiu o muro de Berlim, Helmut Khol financiou-se e pagou esse empréstimo em 10 anos!!!

A propósito, sabem qual foi o único país que pagou empréstimos do Plano Marshall?
Foram os preguiçosos e irresponsáveis dos Portugueses!

Quando se venceu a dívida, o Embaixador de Portugal em Washington foi pagar um cheque da dívida ao Departamento do Tesouro dos EEUU cujo representante ficou boquiaberto e não queria aceitar o cheque!

Portanto, quando os Alemães verberam os preguiçosos e irresponsáveis deveriam lembrar-se da generosidade do povos do mundo que souberam perdoar e ajudá-los apesar de reconhecerem que, afinal, ELES FORAM A NAÇÃO MAIS SUBSIDIADA NOS ÙLTIMOS 100 ANOS!
E, manifestamente não dão mostras de o ter merecido!

Dirão os cínicos que nada adianta a nossa opinião, pois ter razão não dá de comer!

Eu direi que talvez não, mas ter razão sabe muito bem e….não custa nada!!!

J.C.

sábado, 26 de novembro de 2011

CASINO: Na encruzilhada de um Orçamento devorador, vale tudo menos tirar olhos!

A despesa indómita subjuga o Orçamento municipal como lhe dá na real gana e permanece sem ninguém que lhe ponha rédeas

O senhor Vereador Fernando Serpa denunciou através do seu blog, no passado dia 24.11, um facto recente, aquele de ter tido conhecimento, directamente da Dra Isabel Soares, ser intenção da edil vir a propôr à respectiva Câmara, a venda do ANTIGO CASINO DE ARMAÇÃO DE PÊRA.

Mais tornou público que, quanto a si, reconhece que tal espaço é pertença dos Armacenenses!

Ainda manifestou a expectativa de que a Junta de Freguesia venha, oportunamente, a defender essa “propriedade” perante o município, antes que aquela senhora se encarregue de, sem mais, pôr em marcha aquela venda.


Tais afirmações constituem uma promessa pública de apoio à conservação do edifício no domínio público dado o seu relevante INTERESSE MUNICIPAL, e mais especificamente à consagração do seu destino à vontade dos armacenenses, valendo por isso dizer que, dada a integração, significado e simbolismo do imóvel, o seu empenho enquanto Vereador irá no sentido de conservar a vocação inicial, embora reorientada de acordo com uma consulta pública, para a utilidade pública.

Tomamos nota, com agrado e não esqueceremos!

Mas não só, é também um desafio sério à Junta de Freguesia para que “se mexa” se tem amor ao Casino e sobretudo que o comunique formal e urgentemente à Câmara!

Esperamos sinceramente que o Vereador Fernando Serpa não reduza a vontade dos armacenenses aquilo que a Junta de Freguesia expressa perante a Câmara. Se assim for padecerá de miopia grave uma vez que armação não se reduz a tão fraca representação e o que aqui se passa e releva excede largamente a capacidade de apreensão e, ou, atenção do senhor Presidente da referida Junta.


No entanto não esquecemos que a Junta e o seu Presidente existem e têm as suas atribuições e competências!

Daí que daqui apelemos ao primeiro subscritor da Petição para a classificação do imóvel como de INTERESSE MUNICIPAL, LUIS PATRICIO RICARDO, para que, enquanto membro da ASSEMBLEIA DE FREGUESIA, promova nessa instância, a análise e discussão desta matéria, em ordem a que a Junta tome uma posição quanto ao futuro do Casino e a comunique à Câmara com a maior brevidade.

Ainda apelamos ao mandato politico do Vereador Fernando Serpa, que com os votos de Armação de Pêra também foi eleito e que os tem justificado na atenção que à Vila tem dado, designadamente no que ao caso concreto diz respeito, no qual tem sido singular (com o pedido de desculpas a qualquer outro Vereador que o tenha feito sem que disso tenhamos registo), para se conservar atento e fiel à promessa pública que registámos e agradecemos.

Por nós, vamos coligir as listas de assinaturas recolhidas, sem que se dê conclusão ao processo de recolha em curso, porquanto, face aquela ameaça da Madame VALE TUDO, todos nunca seremos demais!

Nota: Clicando na Etiqueta: Casino, ficam à sua disposição todos os posts sobre o assunto, permitindo maior esclarecimento aos menos informados sobre a Petição e o Casino.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ESCÂNDALO em Armação de Pêra: Casino à Venda!

Silves: Tentativa de prostituição do interesse municipal...






Enquadramento histórico do edifício conhecido por Antigo Casino de Armação de Pêra


As décadas de 50 e 60 em Portugal foram um período de grande construção e do ordenamento do território.


Planos, projectos, modernismo, experimentalismo, abertura ao exterior, deram lugar à edificação dos novos pólos turísticos, equipamentos, como os casinos de segunda geração, os hotéis, grande hotéis, as piscinas, etc., foi a era dos equipamentos, das infra-estruturas, e do turismo de massas cujo desenvolvimento se acentuava na Europa do pós-guerra e do qual se anteviu poder o pais vir a beneficiar, justificando pesado investimento relativo no urbanismo balnear.


Armação de Pêra pelas extraordinárias condições naturais de que dispunha foi objecto de um, entre esse grande número de planos para a costa portuguesa então levados a cabo o que, tendo apetrechado a povoação com outros meios de sustentabilidade e desenvolvimento económico, fê-la suportar, a prazo, um pesado custo: o da completa descaracterização!


De pequena aldeia no inicio do seu desenvolvimento turístico, passou a ter dois pólos bem distintos: a aldeia propriamente dita, dos pescadores, e o bairro novo balnear.


Com eles, outros tantos pólos de sustentabilidade e fixação da população: a actividade piscatória e o turismo.


A massificação da procura que durante a década de 70 e as seguintes se foi progressivamente acentuando determinou a descaracterização definitiva quer do pólo primitivo, a aldeia dos pescadores, quer do pólo constituído pelo bairro novo balnear, por via da proliferação generalizada da construção em altura, implantada de forma desordenada.


Esta explosão de fogos para habitação poupou alguns, poucos, ex libris da Vila, dos quais merece destaque o Antigo Casino, o qual simboliza uma época, caracterizada pelo desenvolvimento e ordenamento do território, criação de infra estruturas, concepção e implementação do urbanismo balnear e concomitante abertura ao exterior, e o fim de um ciclo de vários séculos de existência da pacata e tranquila povoação de Armação de Pêra.


Uma referência integrante do ambiente cultural da Vila


Porém, em resultado do primeiro enxerto que recebeu esta primitiva povoação de pescadores, foi-lhe legado um edifício excêntrico na sua relação com os demais, ontem, como, por outras razões, hoje, de arquitectura revivalista, que foi implantado em localização que lhe atribuiu a vocação patente de cómodo e retém de um esplêndido desfrute da singular beleza natural da baía de Armação de Pêra.


E foi nessa vocação que a povoação primeiramente se reviu porquanto, nas demais que também caracterizaram a oferta do Casino, as diferenças sociais, culturais, os hábitos e os afazeres não permitiram, durante os primeiros anos da sua actividade, que delas, a grande generalidade dos autóctones, tivesse serventia, sem que tenha alguma vez renunciado à noção de pertença que a natureza pública da construção do implante no seio da sua Baía, que constituiu o pólo do desenvolvimento que se lhe seguiu, sempre justificou e legitimou.


O edifício constitui assim desde a data da sua inauguração, em 1958, para a população da Vila, uma autêntica referência.


Uma referência do reconhecimento público da beleza da sua paisagem natural e da modernidade, reportados à época da sua instalação.


Uma referencia enquanto bem cultural, gerador de valores de civilização e de cultura, numa povoação num estádio de desenvolvimento pouco mais que rural.


Uma referência de abertura e desenvolvimento que contribuiu para fixar os seus naturais no seu meio próprio, reduzindo as necessidades de recurso à emigração e generalizando a sustentabilidade da comunidade.


Uma referência de acolhimento e serviço que caracterizou a abertura da povoação ao turismo de massas, o qual se veio a constituir como a sua actividade económica por excelência.


Uma referência de desenvolvimento, harmonioso, proporcionado em coexistência pacífica com a caracterização original da povoação.


Uma referência de pausa e serenidade em alto contraste com os restantes elementos construídos da paisagem urbana da Vila, que lhe foram sendo adicionados posteriormente, e por isso,


Uma referência do ciclo que aí se concluiu, o qual se confinou ao longo de séculos à aldeia piscatória e à ruralidade envolvente.


Uma referência de recuperação intra-psíquica, prazer estético, conforto decorrente de um ambiente limpo e despoluído, de espaço público disponível, de visão do equipamento público disponível.


Referências estas que constituem claramente contornos definidores do facto de estarmos perante um imóvel que constitui elemento do chamado meio ambiente cultural, de Armação de Pêra, conceito já autonomizado há muito pelos especialistas, mas ainda um pouco arredado do conhecimento comum.


A “patrimonialização” devida, pela vontade do povo de Armação, em razão da relação estabelecida com o edifício, pela simbologia histórica do mesmo e pelos seus atributos arquitectónicos e paisagísticos.


As sociedades contemporâneas, em resultado da tendência de homogeneização cultural, carecem de uma ligação afectiva às referências do passado, uma vez que padecem do que alguns especialistas designam como “amnésia colectiva”, em virtude do seu distanciamento e alheamento relativamente ao passado.


Perante tal circunstancialismo, é tão comum quanto legitimo pretender-se que não só o passado seja recuperado, como também sejam sublimadas todas as actividades e expressões que se possam transformar num instrumento ao serviço do fortalecimento da identidade de uma comunidade.


As acções em que tais pretensões resultam, verdadeiros resgates do passado mediante a “patrimonialização” dos elementos culturais locais, assumem para além de uma vertente identitária, um carácter instrumental, pois permitem a oferta de bens e actividades culturais, as quais respondem aos anseios de uma população carente de vínculos de identificação, para com o território, com o passado e com a comunidade dos seus concidadãos.


Na verdade, a herança cultural contribuí para uma certa estabilidade, permanência e continuidade dos pertences culturais que, ao mesmo tempo que permitem estabelecer uma simbologia entre o passado, o presente e o futuro, promovem um sentimento de pertença por parte de todos nós.


É sabido que o Património não é só o legado que é herdado, mas o legado que, através de uma selecção consciente, um grupo significativo da população deseja legar ao futuro.


Como ensina Ballard, a noção de património surge “quando um indivíduo ou um grupo de indivíduos identifica como seus um objecto ou um conjunto de objectos” (Ballard, 1997:17). E falar de património pressupõe, por tudo o que preteritamente vem referido, falar de identidades, na medida em que pode ser definido como uma síntese simbólica de valores identitários (Santana, 1998:37-49), que contribuem para um sentimento de pertença e de identificação de um colectivo social.


Mas se é certo que o património, enquanto operação simbólica, não deve ser confundido com a cultura, constituída esta pela acumulação da experiência cultural humana em toda a sua profundidade e diversidade, não é menos certo que, enquanto síntese simbólica, o património fornece elementos de significação cultural, particularmente relevantes num contexto de globalização onde coexistem leituras diferenciadas, permitindo situar-nos em relação ao passado quando, muitas vezes, já nada resta dele.


Não esquecendo que, as acções de patrimonialização e a criação de produtos turístico-patrimoniais, permitem configurar as opções estratégicas em torno de uma politica de turismo, a qual integra, em Portugal, qualquer politica de desenvolvimento e afirmar o respectivo território simbólico, nas escalas de prestigio dos destinos turísticos, o que, de algum modo, conservará activamente o edifício ao serviço da sua vocação original depois da mesma lhe ter sido subtraída, em razão de indefinições a que importa pôr fim.

(Fundamentação da petição:

PETIÇÃO

CASINO DE ARMAÇÃO DE PÊRA BEM CULTURAL DE INTERESSE MUNICIPAL)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os saudáveis negócios da Saúde!

Chegou-nos a denúncia que transcrevemos abaixo,reportando-a a uma publicação que identificamos, mas cuja autenticidade não podemos garantir. Apesar de muitos dos factos relatados serem do domínio público nada no texto enviado nos permite concluir como o mesmo, acerca de práticas menos correctas por parte dos genericamente visados. Com estas ressalvas passamos a reproduzir o referido texto alegadamente publicado no jornal "O Médico" e também reproduzido no sitio:http://forum.pplware.com/showthread.php?tid=8948.


«O BURACÃO» (do jornal «O Médico»)

(alguém foi entrevistado por um jornalista e disse o seguinte:)



«- Há uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.

 -

Ai sim? Ora conte lá isso...



- O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?



- Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?



- É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o
problema... É aí que está a fraude.
Deixe-me explicar: como o senhor
sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem
dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico
lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar.

Ora, em
algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é
que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o
doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está.
O Estado paga!


- Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os
medicamentos? - Perguntei.



- Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então
não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova
receita...


- Continue, continue – Convidei...



- Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como
também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas
vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que
"não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais
barato".
Pois bem: o doente assina a receita em como leva o
 medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais
 baratinho.

Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas
 farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que
acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do 
medicamento prescrito.

É só passar o código de barras e já está. E o
Estado paga pelo mais caro...




Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a
denúncia como boa.
 Até porque a coisa me parecia simples de mais.
Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse
pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da
vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades.


Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...



- E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.



- É!... Sem funfuns nem gaitinhas! É só passar o código de 
barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.



- E ninguém confere? - Insisti.


- Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a
confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De
outro modo, não têm como descobrir a marosca.
E ó Miguel, no estado a
que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas
administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada
se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...




E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...

Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!»

___________________________________________________________

Outras questões, das inúmeras, que o mercado da saúde suscita:


Também recebemos de um visitante assíduo e atento observador das questões da saúde a seguinte reflexão:

A CONSISTE, link empresa de tecnologias de informação do universo empresarial da Associação Nacional das Farmácias (ANF), dirigida pelo engenheiro Costa Freire, adquiriu recentemente a CPCHS – Companhia Portuguesa de Computadores, Healthcare Solutions, S.A., link empresa responsável pela gestão do SGICM – Sistema de gestão Integrada do Circuito do Medicamento (gestão dos Serviços de Aprovisionamento e Farmácia dos Hospitais, integrada com a Prescrição Médica Hospitalar), na maioria dos hospitais do SNS.


Esta solução da CPCHS foi desenvolvida com a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).



A exploração do SGICM pela CONSISTE levanta um conjunto de questões que importa, a breve trecho, analisar. Limitar-me-ei, neste post, a enunciar alguns dos pontos mais importantes:



a)- A ANF através da CONSISTE passou a ter acesso ao conteúdo da Base de Dados (BD) sobre o consumo e prescrição de medicamentos hospitalares;



b)- A ANF organizou e explora a única BD fiável sobre os medicamentos dispensados pelas farmácias comunitárias, prescritos pelos médicos do SNS;



c)- Que consequências podemos prever da concentração destas bases de dados (prescrição e dispensa de medicamentos do SNS) na CONSISTE?



d)- A CPCHS mantinha com o HUC um acordo especial, relativamente à exploração do SGICM, uma vez que esta solução foi desenvolvida, ao longo de vários anos, com a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Será que este acordo vai ser mantido?



e)- A ANF, além do comércio retalhista, detém parte importante do sector armazenista e de distribuição de medicamentos.
Dentro em breve passará a ser responsável pela exploração das farmácias hospitalares em processo de concessão.
A ANF com a compra da CPCHS passou a dominar também um importante sector dos sistemas de informação da Saúde.
Esta concentração crescente de poderes na ANF, traduzir-se-á certamente em dificuldades crescentes na gestão do SNS.



f)- Há indícios que a nova empresa, responsável pelo SGICM, se prepara para rever em alta os encargos dos contratos de assistência técnica e de prestação de serviços, a suportar pelos HHs do SNS, relativos à exploração desta aplicação informática;

g) - Atendendo às circunstâncias especiais atrás referidas, a aquisição da CPCHS pela CONSISTE não devia ser objecto de apreciação por parte da AdC? (Autoridade da Concorrência)

Luis Barbosa

Armação de Pêra: Restaurante The Ocean ganha mais uma estrela Michelin



Segundo a edição de 2012 do Guia Michelin, o restaurante "Ocean", de Armação de Pêra, conquistou a sua segunda estrela.

O Chefe Hans Neuner está de parabéns assim como toda a sua equipa por terem, ganho a segunda estrela para o Restaurante “The Ocean”.

Trabalho árduo e esforço compensaram.

Volkwagem: A opinião da marca sobre as mulheres

sábado, 19 de novembro de 2011

PORTUGAL 2011/2012: ESTADOS DE ESPIRITO...(versão hard)

Expressão do entusiasmo popular em face das medidas de combate à crise!


Consumidor após o pagamento da factura energética


Onde se posicionar para cumprir com rigor a austeridade


Cidadã inconsciente tenta resistir ao apelo da austeridade.


Principal reivindicação nacional: Mamar é exclusivo dos nascituros!


Saída da crise: um caminho claro!



2013: um futuro risonho!

PORTUGAL 2011: CENAS DO QUOTIDIANO...(versão light)



Aspecto parcial
dos multiplos e certeiros caminhos que se apresentam à economia portuguesa, resultado de aturados estudos das elites nacionais.


Cidadão anónimo, natural de Massamá, mentor das políticas "do bom aluno" e "do aluno bem comportado", manequim na Rua dos Fanqueiros ao biscate, nas horas vagas.

Políticas empreendidas: um tiro certeiro na crise!


Cidadão nacional enleado na teia da crise, debate-se até à exaustão.

Cidadão contribuinte depois dumas marteladas da carga (da Brigada Ligeira) fiscal.

Cidadãos devidamente equipados para resistirem aos noticiários nacionais.

Cidadãos portugueses abandonando a sua zona de conforto, em fuga para o Brasil(com uma muda de roupa).

Uma bússola... procura-se! Ofereçe-se recompensa!


Passos - Tens alguma ideia sobre onde estamos e para onde vamos???????
Gaspar- Ahhhhhh! Deixa-me rir! Desculpa???????Pensava que eras tu quem conduzia a coisa!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O que se ensina na Universidade?

Artes não “é” comigo! Politica não é comigo! Cinema não é comigo! Informática não é comigo! Cultura geral não é comigo!

Brindes do Ministério das Finanças: o que temos e podemos esperar...

O Ministério das Finanças acaba de anunciar que em Novembro, na altura do corte do subsídio de Natal, vai enviar um brinde especial para todos os contribuintes que pagaram os seus impostos dentro do prazo (como tu).
O brinde, um exclusivo apara-lápis de design único, poderá ser colocado na mesa de trabalho para servir de lembrete constante dos serviços ao que os impostos que pagamos ao país nos dão direito.

A EDP UMA VEZ MAIS: APELO À RESISTÊNCIA DOS CIDADÃOS MILITANTES

Solicitaram-nos a publicação de um apelo de cidadãos com vista à multiplicação da sua difusão.

Não precisarão os seus promotores de solicitá-lo segunda vez porquanto desde já se encontra publicado e assinado por baixo por todos os colaboradores deste Sítio.




Passem a todos os vossos Contactos: Vamos exercer o nosso PODER de cidadãos consumidores! 


PROPOSTA:



Começar DIA 20 DE NOVEMBRO ÀS 15 HORAS e continuar todos os domingos… 
 
a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar TUDO durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma "anomalia" na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também);



- vamos repetir a acção até a EDP ter de nos PEDIR para parar com a coisa.

Na qualidade de bons cidadão, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajustados de forma a que os lucros da EDP se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto. 



A EDP já teme os prejuízos desta medida na escala dos vários milhões de portugueses, que estão conscientes do abuso a que estão sujeitos.

Já recebi este email 17 x nos últimos dias...CONTINUEM A PARTILHAR 
 


A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós.

A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros.

A EDP mantém um monopólio (não de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias. 


Espalhem a ideia ... veremos no que dá... Os cidadãos em geral que pouco ou nada tiveram que ver com a causa da situação económica que vivemos, poderão ter um papel fundamental na gestão das consequências da mesma e sobretudo na RESISTÊNCIA aos aproveitamentos de alguns, sobretudos daqueles que gozam de posição dominante no mercado de bens de primeira necessidade, a coberto da austeridade que a crise determina.

Foi e é à conta da omissão dos cidadãos exercerem o seu papel na comunidade que chegamos onde nos encontramos!

Nós hoje não temos tempo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Juizes, a constituição, os interesses gerais e os próprios!

Artigo de opinião


Desta vez o sindicato dos juízes teve uma acção meritória que eu saúdo, indicando a inconstitucionalidade da lei que “confisca” os subsídios.


A Constituição e a Lei não podem ser atropeladas por circunstâncias de problemas financeiros ou outros.
O que vemos na Europa hoje é a negação da democracia face à qual os políticos eleitos os quais parecem nada poder fazer, soçobrando perante o poder financeiro.


Demitem-se governos legítimos como na Itália e na Grécia e são substituídos por directórios tecnocráticos impostos pela Alemanha e a França.

Pena que os juízes não se tenham lembrado dos pensionistas da Previdência social que, como eu, irão também perder os seus subsídios, e tenham apenas falado na função pública, mas enfim! ...

É preciso não esquecer que numa casa de dois funcionários públicos se perdem 4 salários o que é violento mas o mesmo acontece numa casa de um pensionista do Estado e um pensionista da Previdência Social que perdem igualmente 4 salários (eu que o diga), apesar do Estado não gastar um tostão com as pensões da Previdência.

O que se chama a isto?

Por outro lado, as alterações propostas pela Ministra da Justiça no sentido de poupar dinheiro e apressar os processos, parecem-ma á primeira vista perigosos e violadores dos direitos e até verdadeira sonegação de justiça.

Aparentemente, os magistrados estão de acordo, já que não ouvi qualquer protesto.


O mesmo se diga da lei do enriquecimento ilícito que inverte o ónus da prova, que viola todos os princípios do Estado de direito. O único comentário negativo foi do PGR. Assim como nada se ouve sobre as custas judiciais que configuram uma negação de justiça aos cidadãos que não são suficientemente pobres para obter assistência, mas que não ganham o suficiente para sustentar um processo em tribunal.

Mas, voltando ao princípio, desta vez há que saudar a atitude, embora se critiquem outras omissões graves!

Na verdade o poder judicial só vem a terreiro em abono da constituição, de moto próprio, sem ser solicitado, quando se trata de zelar pelos seus interesses específicos, ainda que neles esteja acompanhado por centenas de milhares de outros funcionários públicos.

Bom seria que tomassem a sua condição de órgãos de soberania mais a sério e tivessem a mesma atitude quando outras inconstitucionalidades estão em curso.

Com a mesma legitimidade com que o fazem quando, a pretexto dos interesses de centenas de milhar de funcionários públicos, zelam pelos seus próprios interesses.


Jorge C.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Câmara de Silves: Presidente contrata "Bispo(Midas)" para pagar dívidas



A Câmara de Silves, como é patente nesta edição da DGAL, se houverem dúvidas, faz parte da lista dos Municípios que não cumpre a lei. Com efeito, paga aos seus fornecedores a (muito) mais de 90 dias.

Será que o aumento da taxa do IMI, que vai ser suportada essencialmente por quem têm património em Armação de Pêra, constitui a única medida daquele município com vista a alterar este estado de coisa?

Não sabemos, mas recordamos que mais de 1/3 dos apartamentos existentes no concelho de Silves localizam-se na freguesia de Armação de Pêra e aqui os coeficientes de avaliação são mais do dobro das restantes freguesias. Não sabemos porquê, mas certamente que se encontra implicíto na mente dos "nossos" representantes na Câmara o facto de esta "estância milionária de turismo internacional" justificar justa e equitativamente, pagar em dobro a miséria de serviço que presta ao concelho.

Ora, somando o não pagamento de dois salários aos funcionários da Câmara, em 2012, seria de esperar que a receita arrecadada chegasse para pôr as contas em dia!

Mas, pelos vistos não será assim, já que a nossa fonte, que quer conservar o anonimato, nos informou que a solução, heterodoxa, encontrada pela Dr.ª Isabel Soares e restante vereação passa pela contratação de um “Bispo(Midas)”, que ao que consta tem feito verdadeiros “milagres” por onde tem passado, importando portanto contratá-lo antes que o Dr. Passos Coelho saiba da sua existência, antevendo-se que, nesse caso, o "Bispo Midas", deixaria de chegar para as encomendas e, se assim fosse, lá se ia outra vez, o equilíbrio orçamental de Silves para o "galheiro".

Diz quem viu, que durante a noite alguns funcionários do Município permanecem junto às portas dos Bancos, vamos lá saber porquê?

Prova da existência do Bispo Midas e de um dos seus miraculosos saneamentos financeiros:

Dívida pública: Taxa de crescimento acumulada

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lá como cá os mesmos problemas...





Despesa pública indecente...

Tivemos conhecimento muito recente do blog: madespesapublica@gmail.com!

Trata-se de um trabalho de recolha de informação de mérito invejável que urge divulgar.

Soubemos por seu intermédio que a Câmara de Almada, em Junho de 2011, em plena crise, se dá ao luxo de despender cerca de 80.000,00€ em... relógios de ouro!



Apesar de tudo o que temos dito acerca da despesa pública, esta noticia tem o supremo mérito de ainda conseguir surpreender-nos. Tal poder é capaz de não constituir um tão grande poder quanto o acabamos de avaliar. Mas se assim for, o tamanho da nossa ingenuidade é incomensurável.

Como é possível, em pleno ano de 2011, existirem alimárias carnívoras à solta com mão (tão ligeira) na despesa pública?

Portugal e outros países do sul, mas também do norte da Europa, em face da desregulação financeira (e económica) está a contribuir para uma nova etapa da união económica: a transferência de maior poder central para Bruxelas. Trocado por miúdos...revelando não dispor de capacidade para gerirmos as nossas finanças, teremos de adoptar a tutoria daqueles que “tapam os buracos” e com ela perdermos parte importante da nossa independência.

Se o fizéssemos por decisão politica devidamente sufragada, nada teríamos a opor conscientes das consequências da globalização e da necessidade premente de integrarmos um bloco económico com o peso do continente onde geograficamente nos encontramos.
Conformados a fazê-lo por incapacidade para sermos independentes económica e financeiramente é, no mínimo, lamentável.

A menoridade que tais circunstâncias revelam é autentica e mede-se em números astronómicos. Mas também se pode medir pelos verdadeiros crimes sociais de autoria politica institucional de esbanjamento dos dinheiros públicos e, ou luxúria perpetrados pelo Poder Local, conquista tão cara à liberdade, à democracia e ao 25 de Abril.

Este Poder Local não pode permanecer nas mãos de gente incapaz para segurar as rédeas que o conduzem.

Infelizmente, também em Armação de Pêra, sabemos bem da verdade que esta conclusão comporta.

Muito cuidado na condução...

domingo, 13 de novembro de 2011

Põe-te a pau: Dois pesos e duas medidas...continuam como regra!

Enquanto uns tem que pagar a crise outros passam ao lado...

Troca de galhardetes entre um Alemão e um Grego! Coisas de família...

Chegou-nos, vial email, esta troca de correspondência entre um cidadão alemão e um cidadão grego, publicadas, alegadamente, na revista Stern.

Não pudemos confirmar a sua autenticidade, nem sequer a sua existência. No entanto sabemos bem que, se esta correspondência não tiver realmente existido, poderia perfeitamente, ter acontecido, uma vez que corresponde ao que muitos parentes europeus pensam e alguns dizem...


Há algum tempo, foi publicada, na revista Stern, uma “carta aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a “caros gregos”, com um título e sub-título:

"Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia"

"Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves"

Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.

Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!



Na semana seguinte, a Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:


Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,

Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

E EXIJO QUE O FAÇAM JÁ!!Uma vez que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás

sábado, 12 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O "fenómeno" da ribeira de Alcantarilha

Terá sido por causa da poluição(???)...



que agora, na ribeira de Alcantarilha, se vê disto?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

POBRES DOS NOSSOS RICOS (Mia Couto)

A maior desgraça de uma nação pobre

é que em vez de produzir

riqueza, produz ricos.


Mas ricos sem riqueza.


Na realidade, melhor seria

chamá-los não de ricos mas de

endinheirados.


Rico é quem possui meios de

produção.


Rico é quem gera dinheiro e dá

emprego.


Endinheirado é

quem simplesmente tem

dinheiro, ou que pensa que

tem. Porque, na realidade, o

dinheiro é que o tem a ele.


A verdade é esta: são demasiados

pobres os nossos "ricos".


Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem

como seu, é propriedade de

outros.


É produto de roubo e

de negociatas.


Não podem, porém, estes nossos

endinheirados usufruir em

tranquilidade de tudo quanto

roubaram.


Vivem na obsessão de poderem

ser roubados.


Necessitavam de forças policiais

à altura.


Mas forças policiais à

altura acabariam por lançá-los a

eles próprios na cadeia.


Necessitavam de uma

ordem social em que houvesse

poucas razões para a

criminalidade.


Mas se eles enriqueceram foi

graças a essa mesma desordem ...

Armação de Pêra em Revista

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