O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Árvores e Esplanadas não são incompatíveis. Um Município, as regras e a harmonia também não!

Uma espécie degenerada de esplanadas é absolutamente letal para as árvores.

Basta aproximar-se de uma árvore e o seu destino fica logo traçado!

A fiscalização do município faz vista grossa às esplanadas pois teme que, afrontadas com a disciplina legal, elas possam vir a transmutar-se, passando a ser letais para a tranquilidade do seu emprego.

É inqualificável o desplante de quem "conquista" a via pública, derrubando árvores, se necessário.

Mais difícil ainda é realizar que tal conduta não é reprimida por quem de direito.

A árvore que se encontrava no canteiro referenciado na foto, teve um custo, suportado pelos contribuintes e constituía um activo que visava dar os seus frutos durante muitos e bons anos.

Que é feito dela? Alguém deu (dos que são pagos para isso) pela sua falta?

As esplanadas são equipamentos bem vindos à Vila e ao turista que a procura. Diriamos mesmo que estão no ADN da Vila.

São também um factor de produção dos estabelecimentos, que intensificam a sua performance e até o emprego, no entanto, como vivemos num mundo com regras, aqueles interesses têm limites, designadamente impostos pela harmonia urbana e pela vida vegetal, ambas ao serviço dos mesmos fins que aquelas, publicamente, prosseguem.

Desconheçemos o que sucede em matéria de licenciamento das esplanadas neste concelho, receita pública, a qual deve ser equilibrada e razoável, ao serviço da sustentabilidade das empresas titulares dos estabelecimentos.

Como também desconhecemos o projecto que este estabelecimento certamente apresentou para licenciar esta esplanada.

Sucede no entanto que, das duas, uma: ou o comerciante exorbitou o espaço que se encontra licenciado, pois não acreditamos que, nesse projecto putativo, alguma autoridade permitisse a ocupação do espaço da árvore que inevitavelmente estará representada no respectivo processo, ou a licença e o respectivo projecto contemplam a esplanada tal como se encontra, mas com o respeito devido ao espaço da árvore e o canteiro.

Em qualquer caso, para além de se registar a insensibilidade do estabelecimento face ao canteiro e à árvore, o que hoje em dia é muito pouco abonatório para o comerciante, sobre o que não resta qualquer dúvida, seria dever de uma fiscalização municipal eficiente, já ter tomado conta da ocorrência, repondo a esplanada em conformidade com o que consta da respectiva licença.

A realidade a que se assiste é que certamente não está licenciada!
Uma vez que, se assim não fôr, é a fiscalização e o município que, uma vez mais, não cumprem as suas atribuições e competências, constituindo-se como primeiros detractores das regras municipais.

Ainda pode suceder que o município de Silves possa viver sem estas regras, engrossando o grupo de autarquias que, a administrar o seu território desta forma, melhor seria que não existissem, devendo realmente fundir-se com outras que melhor zelem pelo interesse público.

Se assim fôr, estamos perante mais uma evidência!


6 comentários:

Anónimo disse...

O Sr. Vice-presidente que todas as noites passa à porta não vê estas coisas.
Será por falta de vista, ou por não gostar do projecto e da localização das árvores?
Porque é que foram efectuadas alterações relativamente às espécies de árvores previstas no projecto?
Alguém ganhou com isso?

Anónimo disse...

O senhor Vice_Presidente está mais preocupado em organizar eventos como a "Semana da Juventude" que quase ninguem conhecia... Ora vejamos... o P.A. (material de som utilizado na fortaleza), é alugado ao seu filho mais novo, noutro dia o mesmo vai cantar hip-hop com os amigos de silves, noutro vai a namorada deste dançar hip-hop com as amigas! Será que o pouco dinheiro a gastar em eventos, é para ficar "em casa"???

Anónimo disse...

A inveja é um pecado!

Corre Costas disse...

Ao sr. Vice-presidente, mais conhecido pelo: "cobrador de dízimos", convêm deixar as coisas assim; em meio-ilegais, para justificar o pagamento do "favor". Dá jeito não haver regulamentos nem leis. E são estes abutres e espertalhões que povoam esta triste Armação de Pêra, que alguns chico-espertos, "apanhadores de migalhas" nos dizem para deixar trabalhar! Não será antes roubar?

Anónimo disse...

O à vontade com que o Cliper absorve o canteiro e anula a existência de uma árvore e nada acontece, só pode ter a conivência de quem decide e tem responsabilidades sobre a matéria.
Parece convidar a que outros façam o mesmo. Fala-se do betão, mas quando chega o "verde", não quero à minha porta. Talvez seja melhor arrancar as restantes, algumas já secas, poupando o dinheiro de as substituir.

Anónimo disse...

CAMBADA DE NAO FAZ NADA É O QUE SAO ESTE CORRE COSTAS E OUTROS RANHOSOS ANTES LIGADOS ÁS DROGAS E NAO SO VENHAM TRABALHAR SEUS MERDAS.........

Armação de Pêra em Revista

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