O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

domingo, 31 de julho de 2011

Estado deplorável das passadeiras põe banhistas em risco!








O estado deplorável das passadeiras de praia põe a segurança dos banhistas em sério risco. A incúria dos responsáveis sejam eles públicos ou privados é patente. Mais patente fica a falta de fiscalização das concessões atribuidas a concessionários do vale tudo!

No ano em que se comemora o centenário do turismo, aquela que é a principal indústria exportadora portuguesa, constata-se que as preocupações com esta indústria, em muitos casos, estão ao nivel das que se terão tido em 1911, senão a um nivel inferior!

Continuando assim, iremos cantando e rindo... para a grandeza economica do inicio do século passado!

sábado, 30 de julho de 2011

Centenário do Turismo: Para Silves recordar!

Em 1911, no âmbito do IV Congresso Internacional de Turismo que decorreu entre 12 e 19 de Maio na Sociedade de Geografia de Lisboa, foi institucionalizado pela primeira vez o Turismo em Portugal com a criação da Repartição de Turismo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Paulo Silva e os momentos de desânimo de um resistente!

O cidadão Paulo Silva, ao longo do seu último post, coloca o dedo na ferida!

Silves não tem projecto, nem lideres que o possam conceber ou sequer estimular a sua concepção.

E, neste deserto, a responsabilidade de Isabel Soares não é exclusiva! Lamentavelmente!

O deserto a que nos referimos também não é exclusivo de Silves: estende-se ao resto do Pais e é o mesmo que tem derrotado muitos expoentes da cultura, da cidadania e da história de Portugal. Alexandre Herculano que o diga, para citarmos só um deles, sem prejuízo da grandeza da resistência de muitos outros.

Os senhores Passos Coelho e António José Seguro que nos perdoem, mas não nos conseguem estimular, muito menos entusiasmar e ainda menos acreditar que serão portadores, finalmente, de um projecto para Portugal, de um conceito estratégico para este Pais que, por acaso, é o nosso!

E cansa, acreditem que cansa vermos esta “sucessão, sucessiva de sucessos (eleitorais) que se sucedem sem cessar: um naipe de lideres que de lideres só têm a chefia de uma corja activa de medíocres [com excepções ( que confirmam a regra) daqueles que não o sendo, se deixam inebriar pelos perfumes da mediocridade de que o poder politico é fértil] cuja principal motivação é a de se alaparem a qualquer estrutura de poder institucional que lhes permita tratar da sua vidinha!

O que torna o caso do deserto silvense menos dramático ou só relativamente dramático.

Resistir por isso é antes de mais um acto de determinação contra o cansaço pessoal, o alheamento e a alienação, caro Paulo Silva. É, depois, uma rebelião contra a letargia que a frustração gerada pela sistemática acção politica inconsequente e intestina, gera em qualquer cidadão bem intencionado, desmobilizando-o. É, também, a reacção serena e firme ao sentimento de não pertença que esta gentinha incrustada por camadas – quais recifes naturais – que, objectivamente, se organizam como fortalezas do inacessível : a sociedade aberta de cujas ameaças, tão bem fala Karl Popper.

“No passarán!” diria Dolores Ibárruri, La Passionaria, um bom exemplo que constitui um tónico para o cansaço que não param de tentar infligir ao cidadão-contribuinte-eleitor-consumidor-utente.



Dizemos nós que, afinal, resistir é tão antigo como abusar de uma posição dominante. A nós cabe escolher qual o papel que queremos desempenhar nesta tão antiga luta contra o obscurantismo e os poderes que, apesar da sua frequente legitimidade formal, se encontram inumeras vezes ao serviço daquele!

Por tudo isto: ânimo Paulo Silva! Na realidade, nada do que elenca e conclui no seu post constitui verdadeiramente uma surpresa! Não acha?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

3 ª Prova de mar de Armação de Pêra

Integradas no 19.º Circuito de Mar do Algarve 2011 realiza-se no próximo dia 21 de Agosto a 3.ª Prova de Mar e 2.ª Prova de Divulgação de Armação de Pêra
As provas, com 1200 metros de distância e uma duração limite de 45 minutos, terá início às 12h00 na zona do antigo Mini-Golfe, em Armação de Pêra, também conhecida por "Gato", e termina entre a Fortaleza e o edifício da Lota.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Querer ou não querer a Moody’s eis a questão…

Alguém nos explica?


O Estado Português vai desfazer-se de um dos seus mais impotantes activos
estratégicos, a EDP. O Governo português pretende vender a posição do
Estado, de 20,9% - a maioritária na empresa - como um único bloco aos
alemães da RWE, que deste modo passarão a deter o controlo desta Companhia.

Curiosamente, o Governo Português vai entregar o domínio da Companhia de
Electricidade Portuguesa ao Estado da Renânia Vestfália e ao Tesouro Federal
Alemão, entidades que no seu conjunto detêm, com 21%, o domínio da tal RWE.
Ou seja, em Portugal, o Estado Português não pode deter o domínio (nem
sequer acções) da EDP, mas o Estado Federal Alemão pode!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fuzileiros “desembarcam” em Armação de Pêra



No próximo sábado, dia 30 de Julho os Fuzileiros da Escola 1980 reúnem-se num almoço-convívio, uma grande jornada de confraternização, no Camping Canelas, em Armação de Pêra
Os interessados em participar devem contactar com António Palma (tel. 969299921).

Pescadores de Armação de Pêra

Assunção Cristas explica alternativas para o fecho da lota

domingo, 24 de julho de 2011

Turismo balnear. Não mudou assim tanto...

Lisboa, Crónica Anedótica de 1930 (Leitão de Barros) from Goncalo Ramos Ferreira on Vimeo.

Nos primórdios do Turismo

Portugal na década de 1960 (TWA) from Goncalo Ramos Ferreira on Vimeo.

O Cortejo Histórico de Lisboa em 1947 (CML) from Goncalo Ramos Ferreira on Vimeo.


Na comemoração do aniversário do primeiro desvio de um avião comercial para fins politicos em 1961,(um superconstelation da TAP durante uma viagem de Casablanca para Lisboa, com vista ao lançamento de mais de 100.000 panfletos de cariz politico e contra o regime salarazista, perpetrado, entre outros pelo algarvio Herminio da Palma Inácio) torna-se interessante recordar o establishman que aqueles revolucionários afrontaram.

1947- ESTAVAMOS NO RESCALDO DA VITÓRIA DOS ALIADOS E NA DERROTA DOS NAZIS-FASCISTAS.
SALAZAR, EM DIFICULDES, RESPONDE À SUA MANEIRA.

LOPES RIBEIRO E LEITÃO DE BARROS, INTELECTUAIS DO REGIME, DESENHARAM, COM RIGOR, O SENTIDO ÚLTIMO DO REGIME.

O Cortejo Histórico de Lisboa, 1947 - 1º Filme a cores da Câmara Municipal de Lisboa


Na tribuna, além de Carmona (PR) e Salazar(PM) encontrava-se EVA PERON

sábado, 23 de julho de 2011

VINHOS: 10 VERDADES PARA NÃO ESQUECER!


- *01 - O vinho, quanto mais velho melhor!*
Uma das frases feitas preferidas de portugueses e não portugueses. Quase todos estão convencidos da razoabilidade da afirmação! Infelizmente, são poucos os vinhos que sabem envelhecer bem e ainda mais raros os que conseguem envelhecer com saúde. A quase totalidade dos vinhos mundiais, espumantes, brancos, rosés e tintos, é feita para ser consumida num curto prazo de tempo. A maioria dos rosados tem um período de vida útil de um ano, os brancos de dois anos, enquanto que nos tintos esse prazo se alarga para um máximo de quatro ou cinco anos. Por outro lado, sabendo que as condições de guarda dos vinhos são raramente razoáveis, não espere demasiado tempo para abrir as suas garrafas. Os poucos vinhos pensados para durar anos, décadas, são vinhos excepcionais... e geralmente muito caros. Mas, claro, nada se compara ao prazer de poder desfrutar de um vinho velho em plena saúde. Se tiver disponibilidade de capital e de espaço de guarda, atreva-se neste desiderato.

- *02 - Um vinho "Reserva" será sempre melhor do que um vinho "normal".
As palavras "Reserva", "Colheita Seleccionada" ou "Garrafeira" são uma garantia de qualidade!*
Infelizmente, a realidade não confirma esta presunção. Na verdade, este tipo de adjectivação não tem qualquer relacionamento directo com a qualidade de um vinho. Os designativos "Reserva" e "Garrafeira" são normativos legais que em cada região determinam o período mínimo de estágio em barricas e, posteriormente, em garrafa. Não caracterizam mais nada e não existe qualquer
correlação com a qualidade real. Indicações como "Colheita dos Sócios", "Colheita Seleccionada", "Selecção Especial", "Reserva Pessoal", ou outras referências, são opções de "marketing" sem qualquer conexão com a qualidade do vinho. Muitos vinhos triviais e de fraca qualidade ostentam estas palavras nos rótulos, da mesma forma que alguns dos melhores vinhos nacionais não lhe fazem referência. Por si só, estas palavras nada lhe dizem sobre o vinho.

- *03 - Um vinho "DOC" será sempre melhor do que um vinho "Regional".*
Mais uma vez, a realidade encarrega-se de não confirmar esta suposição.
Para que um vinho tenha o direito de ostentar o nome de uma denominação de origem controlada terá de obedecer a regras claras, nomeadamente quanto ao uso das castas autorizadas e recomendadas para essa mesma DOC. Se, por exemplo, um produtor recorrer a castas não contempladas para essa mesma região, mesmo que melhores, ficará impedido de usar o nome da DOC. Algumas denominações de origem mais jovens, com menos historial, por vezes criadas apressadamente, nem sempre fizeram apostas racionais na escolha das castas recomendadas. Como tal, muitos produtores sentem-se constrangidos a recorrer a castas não recomendadas, castas que consideram ser mais adequadas às suas necessidades. É isso que explica por que alguns dos melhores vinhos
portugueses são vinhos regionais. Este fenómeno é igualmente válido para outros países europeus, sobretudo Itália.

- *04 - O vinho de mesa não presta.*
Por regra, o vinho de mesa é efectivamente de fraca qualidade e não merece demasiadas considerações. Existem, no entanto, raras excepções, e por vezes o vinho de mesa é a única solução para alguns produtores. Por exemplo, a legislação portuguesa não permite a mistura de vinhos provenientes de duas regiões diferentes. Imagine que existia (e existe) um vinho que emparceirava uvas do Dão e do Douro. Isto seria ilegal face à lei actual, excepto se vendido debaixo do chapéu-de-chuva de vinho de mesa. É esse o caso de um ou outro vinho português de topo. Ou imagine que um vinho não seria capaz de atingir a graduação mínima para poder ser considerado DOC ou Regional. Os vinhos de mesa seriam seguramente um refúgio comum entre os produtores portugueses, não fora a grave limitação de os vinhos de mesa não poderem estampar o nome de castas, e sobretudo, a data de colheita no rótulo.

- *05 - Os vinhos mais caros são sempre melhores.*
Seguramente que não e os exemplos a provar o contrário abundam. Num mercado livre, o preço dos vinhos é determinado não só pelos custos de produção mas também pela sua escassez, pelo factor moda, pelo eventual empolamento feito pela comunicação social, por boas campanhas de promoção, etc. No entanto é verdade que os melhores vinhos são usualmente mais dispendiosos na elaboração. Melhores barricas, menores produções, mais mimos, melhores rolhas e melhores equipamentos implicam custos acrescidos. Mas mesmo estes custos acrescidos não garantem, de forma alguma, que o produto final seja melhor ou sequer bom...

- *06 - O vinho branco não consegue envelhecer e tem de ser bebido o mais depressa possível.*
Embora a afirmação não seja universal, existem razões mais do que suficientes para o depoimento. São poucos os vinhos feitos para envelhecer e ainda menos os vinhos brancos que têm capacidade para envelhecer. Por outro lado, existem exemplos vivos de vinhos brancos que envelhecem de forma admirável. Os vinhos da casta Alvarinho, de Monção e Melgaço, e os vinhos da casta Encruzado, no Dão, são os melhores exemplos portugueses. Fora de Portugal, a capacidade de guarda dos Riesling alemães é afamada, podendo viver em perfeita saúde por mais de 40 ou 50 anos.

- *07 - O vinho rosé é uma mistura de vinho branco com vinho tinto.*
Não, não é, mesmo se a convicção se encontra firmemente enraizada no nosso imaginário. O vinho rosado é feito a partir de uvas tintas. A polpa da quase totalidade das uvas tintas é incolor, incapaz de acrescentar pigmentação ao mosto. São as peles, ou melhor, os corantes existentes nas películas das uvas tintas que acrescentam coloração ao vinho tinto. Quanto maior for o contacto com as peles, quanto maior for a extracção, mais intensa será a cor resultante. Os vinhos rosados passam pouco tempo de maceração em contacto com as películas e, como tal, não têm tempo suficiente para extrair muita matéria corante. O vinho resultante frui assim de uma cor mais aberta e rosada.

- *08 - O vinho branco tem de ser produzido com uvas brancas.*
Na verdade... não! O vinho branco pode ser elaborado a partir de uvas tintas. Como acabámos de ver, a polpa das uvas tintas não tem matéria corante e, portanto, o sumo resultante é incolor. Se as uvas forem prensadas em bica aberta, ou seja, sem contacto com as peles, o vinho resultante é branco, esbranquiçado ou muito levemente salmonado. Como tal, é possível, e por vezes comum, que os vinhos brancos sejam elaborados recorrendo a uvas tintas. O caso mais paradigmático ocorre em Champagne, onde as castas Pinot Noir e Pinot Meunier, ambas tintas, são por regra vinificadas em branco. Quando assim é, o champanhe é categorizado como "blanc de noirs". Em abono da verdade, convém referir que se exceptuarmos o caso particular dos vinhos espumantes, raramente vemos esta técnica aplicada.

- *09 - O Vinho Verde é feito com uvas vindimadas ainda verdes, em oposição ao vinho maduro, que é elaborado com uvas completamente maduras. *
A imagem é comum, mesmo entre alguns apreciadores informados, mas não tem qualquer fundamento. Vinho Verde é o nome de uma região portuguesa, tal como as regiões do Douro, Ribatejo ou Bairrada. A região ganhou o nome de Vinho Verde por ser a região mais verde e húmida de Portugal, o Minho. Pela mesma razão, a região de turismo chama-se Costa Verde. Como seria de esperar, os vinhos provenientes da região do Vinho Verde são elaborados com uvas maduras, tal como nas restantes regiões portuguesas.

- *10 - Os verdadeiros grandes vinhos não sabem bem enquanto são jovens e só melhoram com a idade.*
Não acredite nisso! Os bons vinhos são sublimes desde a nascença e não é por um milagre tardio que se transfiguram de bestas em bestiais. Claro que os vinhos que envelhecem bem poderão ser duros e severos enquanto jovens, mas a qualidade tem de se mostrar desde o primeiro instante. A história do patinho feio não tem cabimento no mundo do vinho. Um mau vinho nunca se transformará num bom vinho!

*Texto: Revista Wine*

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Se deves 100, o problema é teu! Se deves 1000 o problema é daquele a quem tu deves!

O percurso da União Europeia é complexo e tem sido caracterizado por avanços determinados bem como por hesitações paralisantes. Tem-se falado de uma Europa a duas velocidades, mas, bem vistas as coisas, temos tido é uma marcha a várias velocidades.

Se ontem assistimos a uma reacção politica a 27, face à crise financeira, que não demovendo os eurocépticos, gera esperança fundada nos que acreditam no projecto europeu, até antes de ontem, o impasse politico que impediu uma resposta à altura, em uníssono, a esta crise de laboratório, sustentou o eurocepticismo e desesperou todos os que se sentem europeus.

A resposta em sintonia tardou e com o seu atraso a situação grave em que se encontravam todos os países em situação periclitante, piorou...ameaçando o bem que se pretende salvaguardar com tanta prudência e masturbação das pequenas politicas nacionais.

As hesitações dos responsáveis, são típicas dos financeiros e a lógica da sua prudência é bancária. As mesmas que, de resto, colocaram a economias no estado de crise em que se encontram.

Há quem diga que urge que o poder “económico” volte a balizar-se pelo domínio “politico”. Ou por outras palavras, que o poder politico tem de voltar a sobrepor-se ao económico.
Se há conclusão racional a retirar desta crise e da resposta à mesma, esta é uma das evidentes e certeiras.

Outro dia um comentarista recordava que quando o Chanceler Kohl se empenhou na reunião das Alemanhas, ou pela criação do euro, esteve contra largas correntes de opinião, internas e externas, e, sem curar de saber das consequências eleitorais das suas opções, não deixou de levar por diante as politicas em que acreditava piamente.

A história recente demonstra que homens políticos daquele quilate, são raros em qualquer parte e também na Europa!

Tem-se falado ultimamente com frequência dos abusos do Estado social na Grécia. Abusos de natureza idêntica, em maior ou menor grau, poder-se-iam apontar na realidade portuguesa, irlandesa, italiana ou espanhola. Fala-se também em contraponto do rigor dos alemães na gestão da sua riqueza e sobretudo na contenção da sua distribuição social, designadamente em sede do direito à reforma e da idade para atingí-lo por parte dos seus cidadãos-trabalhadores.

Daí que, as opiniões públicas dos países mais ricos não estarão dispostas a pagar as diatribes dos mal comportados.

Daqui se tem partido igualmente, de forma leviana e superficial, para a conclusão de que os países em maiores dificuldades deveriam sair do euro. Ou, da nuance mais recente, que a Alemanha, eventualmente na companhia de outros países realmente ricos do norte, deveria sair do euro, o que redundaria, mais ou menos na mesma coisa para os outros.

Dizem uns que essa situação permitiria a esses países desvalorizar a moeda e resolver a crise em 2 ou 3 anos.

Ora, se Portugal e outros países saíssem do euro, teriam que criar uma nova moeda, retomando o escudo, que teria automaticamente um valor muito mais baixo que o euro, ou o seu actual contravalor em escudos. Por exemplo, um dia depois de nos creditarem na conta bancária 200 escudos por cada euro, teríamos de pagar 500 escudos para obter um euro.

Tendo estes países uma balança de pagamentos deficitária, importando mais do que exportam, os custos de produção dos produtos a exportar seria realmente mais baixo o que ajudava a competitividade. No entanto as importações de matérias-primas e produtos semi acabados seriam adquiridas em euros e, ou dólares, anulando significativamente essa aparente vantagem.

Quanto aos produtos no mercado interno manter-se-iam, se se mantivessem, no mesmo nível de preço mas como o dinheiro disponível das famílias se reduziria em resultado da “desvalorização “ da nova moeda o custo de vida aumentararia exponencialmente o que conduziria ao agravamento das condições determinantes do desemprego e da pobreza das populações.

Finalmente como a dívida externa se manteria em euros, diminuiriam as hipóteses da economia ser capaz de gerar riqueza para pagá-la.

Um verdadeiro desastre!

Mas, quanto á questão da indisponibilidade das opiniões públicas dos países ricos para pagar as dívidas dos outros, é um facto e é por essa razão que a UE tem agido de forma errática e vacilante agravando a situação em lugar de resolvê-la.

No entanto a questão é sobretudo emocional e não económica. Tem a ver com a necessidade da eleição de Sarkozy e Merkel e não com as realidades económicas. Senão vejamos:
É certo que a globalização em geral e a UE com a sua moeda única, criaram interdependências que têm que ser consideradas.

Mas, imaginemos que os países alvos dos mercados sairiam da moeda única: Portugal, Espanha, Grécia Irlanda, Bélgica e Itália...

O conjunto destes países soma quase 1/3 da UE, em termos de habitantes e um pouco mais em termos de PIB, uma vez que a Itália é a 3ª economia da zona euro e uma das 7 mais ricas do mundo, apesar de ter uma dívida externa das maiores do mundo.

Se estes países entrassem em incumprimento e saíssem do euro o que aconteceria, por exemplo á Alemanha?
- A Alemanha é a maior credora destes países e os seus bancos possuem no seu Balanço uma exposição enorme às dívidas destes países. Se considerarmos apenas as ajudas já efectuadas a Portugal, Grécia e Irlanda, já temos uma pequena fortuna de 80 mil milhões em Portugal, 230 mil milhões na Grécia e Irlanda 70 mil milhões.

É portanto de admitir que os bancos alemães deixassem de cumprir os rácios Tier 1 o que conduziria á inevitável intervenção do Orçamento de Estado alemão injectando capital nos bancos para manter a sua solvabilidade.

Esta operação aumentaria o défice público e o endividamento externo do país!

- A Alemanha é um dos maiores exportadores mundiais (cremos que o 3º mundial).
Mais de 60% do PIB alemão é gerado pelas exportações, sendo a maior percentagem realizada para os países da UE e para os EEUU.

O colapso financeiro destes países conduziria a uma descida brusca do consumo das populações, mesmo sem as previsíveis barreiras alfandegárias, e, deste modo a uma redução drástica das exportações da Alemanha afectando seriamente o crescimento económico.

- Finalmente, a saída destes países levaria a uma nova média do valor do euro com imediata e inevitável valorização do euro e, por esta via, á deterioração da competitividade do país e na sua capacidade de exportação, criando mais uma redução acelerada do seu crescimento económico, dada a dependência no PIB das exportações.

Claro que isto é verdade, não só para a Alemanha, mas também para todos os outros países que se mantivessem na zona euro.

E o que aconteceria ao BCE?

Como sabemos, o BCE actuou no mercado comprando a dívida pública destes países tendo uma enorme exposição no seu balanço já que em muitos casos, como Portugal, foi durante meses a única fonte de financiamento para as bancas dos países em dificuldades, sendo esses empréstimos garantidos pelos títulos da dívida pública que após o incumprimento deixariam de ter valor e causariam um rombo enorme no Balanço e nos activos do BCE, conduzindo á necessidade dos países ricos recapitalizarem o banco com as consequências negativas nos seus défices orçamentais e no aumento do endividamento externo.

Hoje mais que nunca, encontramo-nos perante a evidência de um antigo ditado judaico:
Se deves 100, o problema é teu! Se deves 1000 o problema é daquele a quem tu deves!

O orçamento alemão e o bancos alemães estão expostos da forma que estão porque financiaram indirectamente (através dos países importadores) a sua indústria, fazendo-a ainda mais poderosa e com ela um pais ainda mais rico. Mas curiosamente, mais dependente da saúde financeira dos seus clientes.

Será que ainda ninguém traduziu para o alemão esta lógica elementar de sua autoria?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Armação de Pêra: Quem quer tramar a pesca artesanal?





Quem quer acabar com a pesca artesanal em Armação de Pêra?

O fecho da lota e a proibição da venda do pescado directamente ao consumidor, inviabiliza a continuação da pesca artesanal na vila de Armação de Pêra.

É sustentável em termos sociais, ambientais e económicos fazer o transporte do peixe para as lotas de Portimão ou Albufeira?

As autoridades locais e nacionais além de uma lei cega que estão a aplicar, têm algum estudo que justifique a sua actuação?

O pagamento de algum imposto se for devido não pode ser cobrado de outra forma?

O nosso presidente Cavaco Silva tem vindo a afirmar que a nossa viabilidade como país está na exploração dos recursos do mar, mas em Armação de Pêra os pescadores vão ter que arrumar as suas artes Vamos lá perceber porquê!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Armação de Pêra: Pescadores manifestam-se para reivindicar venda directa ao consumidor



Os pescadores de Armação de Pêra manifestam-se amanhã quinta-feira em frente ao edifício da lota que se encontra encerrada há um mês.

Os pescadores reivindicam a possibilidade de vender directamente o pescado ao consumidor.

O protesto inclui a paragem das cerca de 30 embarcações de pesca e actividades marítimo-turísticas que operam na zona.

Os pescadores reivindicam a venda directa de peixe a turistas, às unidades de hotelaria ou ao comércio local para rentabilizar a actividade já que, mesmo com um valor comercial quase nulo, é difícil escoar o pescado.

Armação de Pêra: inimigos do FUTURO continuam activos!


O Vereador Fernando Serpa denunciou no seu blog, a concessão de uma licença especial de ruído, para a construção de um edifício junto à praia dos Pescadores.

Esta licença, expressando a vontade da Câmara através dos votos do PSD e CDU, é reveladora sobre o entendimento que Silves tem acerca de Armação de Pêra.

Revela ainda outras coisas a que também aludiremos.

Pode ser um lugar comum dizer-se que Armação é a “árvore das patacas” de Silves, a “vaca leiteira” ou a “galinha dos ovos de ouro” da edilidade, no entanto as razões que assistem a tais epítetos, continuam lamentavelmente a justificar-se.

Todos sabemos, especialmente os proprietários, que o IMI pago pelas habitações de Armação, é taxado como se a terra fosse uma zona de luxo!

Todos sabemos também que o luxo de que Armação beneficia só pode assentar na sua beleza natural, para a qual a Câmara em nada contribuiu, muito pelo contrário, já que a aberração urbanística e as pobres infraestruturas de que dispõe não podem ser consideradas luxo em nenhum meridiano do mundo turístico.

De resto LUXO em Armação de Pêra escreve-se com I e não com U, uma vez que o que aqui há mais é LIXO, o que, todos sabemos ser radicalmente incompatível com LUXO. Sobre isto não restarão dúvidas a qualquer mortal!

Mas, regra geral, não são os construtores e a sua ânsia pelo lucro possível e legitimo que estão aqui em causa (com o curioso paralelo dos investidores dos mercados financeiros), mas sim aqueles que, detendo os poderes de regulação que lhes assistem por inerência os exercem sem uma ideia consubstanciada e madura do que se pretende para a Vila ou para o mercado.

Aqueles que, por ignorância não sabem o que querem para Armação ou dos seus interesses e projecto adequado não fazem a mínima ideia, ou por interesses ilegítimos, descuram, maltratam, ofendem, numa palavra: prejudicam o futuro harmonioso e sustentável da Vila, são todos da mesma ninhada e consciente ou inconscientemente, inimigos de Armação, do pais e da comunidade dos cidadãos, assim como do FUTURO de todos eles.

Inimigos do futuro: Um gladiador não é suficiente, só um Terminator!

Estes inimigos do desenvolvimento harmonioso e sustentável bem podem alegar que o número de licenças de construção diminuiu substancialmente por virtude da crise que vivemos, resultando para o erário municipal uma redução dramática da receita que urge.

Mas também urgem os cortes na despesa e nem por isso os vemos implementados!

Também em matéria de gestão financeira a Câmara de Silves continua igual a si própria e as politicas desastrosas que a conduziram ao estado em que se encontra e com elas Armação de Pêra ao estado aberrante que a caracteriza actualmente, não evidencia melhoras, por mais imperiosas e urgentes que sejam. Como patentemente são!

Por este caminho, em decorrência lógica, não tardará que todas as arribas de Armação estejam construídas e as torres aumentadas. Tudo a bem da receita e nada contra a receita!

É neste contexto que as licenças de ruído, para haver coerência, deviam ser concedidas indiscriminadamente, por exemplo, a todas as discotecas e bares durante as 24 horas do dia. Porque não? Estes sempre dão emprego na terra e sempre arranjariam mais uns dinheiritos para a licença!

Se afinal é tudo uma questão de receita, por que não?

Alterações Climáticas

Partilha de ideias para um futuro de baixas emissões

terça-feira, 19 de julho de 2011

Parabéns padre Sezinando Rosa



Monsenhor Sezinando Rosa faz amanhã cem anos.
Desde algum tempo a viver com familiares em Alcantarilha.
Recordamos que entre muitas outras coisas que fez ao longo da sua vida, foi pároco de Alcantarilha e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alcantarilha e desde que nasceu, foi contemporâneo de nove Papas.

Bem haja padre Sezinando

domingo, 17 de julho de 2011

Reciclar, reciclamos, a ALGAR é que não nos liga…

O que explicará que, por exemplo, um concelho como o de Lagos, no qual, segundo o censo de 2011, residem 30 755 pessoas e onde existem 27 195 alojamentos, ou o de Lagoa com 23 030 residentes e 20 135 alojamentos, se consiga reciclar, por exemplo, mais embalagens do que o concelho de Silves, onde residem 37 087 pessoas e existem 32 403 alojamentos?
Explicar, nunca os responsáveis explicarão...pois se o fizessem expor-se-iam ao ridículo porquanto não existe razão aceitável que o explique!



O desprezo que a Algar tem por Armação de Pêra é bem patente quando não promove a recolha dos residuos com a periodicidade necessária!
Patente é igualmente a incúria ao não colocar mais ecopontos na nossa freguesia!
Como resulta da reportagem fotográfica e todos testemunhamos diariamente é comum os ecopontos estarem a deitar por fora.





O regulador (ERSAR) também deveria estar mais atento, como avaliaram a qualidade do serviço prestado pela Algar?

sábado, 16 de julho de 2011

O alentejo até nas festas nos ganha…



Comparem a actividade da Freguesia de Porto Covo para animar os turistas que os visitam com a “festa” que decorreu ontem em Armação de Pêra.

Porto Covo uma pequena freguesia com 1116 habitantes, mas que deve ser gerida por um presidente que pensa a sua terra. E sabe que a animação é fundamental para atrair turistas permitindo assim a sua sobrevivência económica.



Aos autarcas cá da terra não falta de dinheiro, mas tem falta de muitas outras coisas?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para a Câmara de Silves o rating de Armação de Pêra é de lixo

Armação de Pêra 15 horas


Armação de Pêra 21 horas

terça-feira, 12 de julho de 2011

Humor negro

A imaginação dos portugueses não tem limite! E o sentido de humor que os faz rir de si próprios e das situações, muitas vezes, embaraçosas em que se colocam, também...

Esta charada de carimbar as notas com o aviso que vemos porém, pode ter uma vantagem adicional ao humor que encerra: um lembrete assíduo para que os Euros, hoje em dia, sejam utilizados, por todos a começar pelo Estado, com muito mais juízo!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A praia e o resto


Armação de Pêra também é uma roda viva, mesmo com uma praga de ratos nas falésias, que não há maneira de eliminar. Mas perde em qualidade para os vizinhos Salgados, para s. Rafael ou para a Galé...

Un Souvenir de toi?

Os figos são da Turquia. As amêndoas são americanas. Desconhece-se a origem do cesto, a qual terá sido, muito provavelmente a Indonésia. O processo de embalamento ocorreu em Portugal.

A produção e secagem do figo e amêndoa, que têm tão profundas raízes na nossa economia agrícola de base mediterrânica encontram-se pelas "ruas da amargura". A tradição do seu consumo continua a mesma e a identificação de tais produtos com o Algarve é de tal ordem que justifica perpectuá-la a qualquer custo, pois, aparentemente, são produtos com procura e geradores de lucro.

A exemplo do azeite, que os nossos parcos agricultores foram deixando de produzir, mas que os espanhois não descuraram, encontra-se demonstrado que é possivel criar riqueza cultivando produtos tradicionais, gerar emprego e mais valias, em terra portuguesa.

É certo que, nada mudando, teremos dificuldade em competir com os salários turcos e a capacidade industrial americana; mas isso, é uma certeza para tudo na vida.
Nuestros hermanos provaram que, pelo menos quanto à oliveira, mudando alguma coisa, pode vir a ser-se competitivo e até o mais competitivo.

Não estará na altura de mudar alguma coisa no figo e na amêndoa?
A nossa economia agradeceria!

domingo, 10 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

O Newton da EDP e a cultura da opacidade e do logro!

O arco-íris é um fenómeno óptico e meteorológico que separa a LUZ do SOL nas suas várias cores componentes quando o mesmo brilha sobre gotas da chuva. É um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta no seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta.

No entanto, a grande maioria das pessoas consegue discernir apenas seis cores, e o próprio Newton viu apenas cinco cores, adicionando-lhes mais duas apenas para fazer analogia com as sete notas musicais.

Este fenómeno natural tem sido provocado por meios artificiais criados pelo homem depois do seu estudo e compreensão.

Um exemplo disso é a conta da LUZ da EDP!


A conta da Luz da EDP é também um todo de várias verbas componentes quando a respectiva factura atinge o consumidor...

É um fenómeno perante o qual muito poucos consumidores conseguem discernir sobre as verbas componentes daquele impacte nos seus bolsos...


Menos consumidores ainda compreenderão ao detalhe a que cada parcela daquele montante diz respeito...

E ainda menos consumidores saberão mesmo o que estão a pagar, pois colocam todas aquelas parcelas no mesmo saco: é a conta da luz!


Sucede que, tal como o Sol, a EDP tem o seu Newton!


Este Newton nacional, que lá conseguiu arranjar atenção e paciência para decompor a LUZ da EDP, concluiu que consta da mesma uma verba a que chamam de CONTRIBUIÇÃO AUDIOVISUAL a qual importa em cerca de €3,42 Euros, embora pareça variar!


De uma curiosidade insaciável, o Newton nacional procurou a ajuda de um historiador e atingiu nova descoberta: trata-se da versão turbo da antiga taxa de radiodifusão, que na sua versão original gerou ódios viscerais dos consumidores que a desprezavam por, entre outras razões a considerarem injusta e inadequada, recusando-se, na generalidade, a pagá-la. Entre outros argumentos o consumidor exigia como contrapartida não ser destinatário de qualquer publicidade.


O espírito cientifico de Newton desde logo procurou a razão porque devem todos os consumidores pagar uma contribuição audiovisual?


A sua fundamentação assentará no facto de termos acesso à televisão! Pelo menos era assim que no tempo em que não davam explicações aos consumidores se justificava a famigerada taxa.

Se assim é, sem embargo de cá voltarmos de novo, que razão assiste a uma cobrança generalizada a todos os clientes da EDP?


- Será que os condomínios (partes comuns dos prédios) que têm contador próprio e por conseguinte factura da EDP para pagar, justificam tal contribuição para o audiovisual?


- Será que o depósito das alfaias agrícolas, no meio do campo, com contador próprio e por conseguinte factura da EDP para pagar, justificam tal contribuição para o audiovisual?


- Será mesmo que todos os consumidores de electricidade têm televisão?


Quantos mais exemplos se poderão dar de contadores instalados em espaços sem vivalma?


Por outro lado,


Os consumidores pagam os seus impostos para conceder meios ao Estado que lhe permitam fazer face e prover as necessidades essenciais da comunidade. De entre estas necessidades contam-se, naturalmente e hoje mais que nunca, as infraestruturas que permitem a difusão dos sinais do audiovisual.

Tendo em conta esta circunstância não tem qualquer razão de ser adicionar ao contribuinte mais esta contribuição, a qual nem sequer tem qualquer relevância fiscal para quem a paga.


Por outro lado ainda,


- Será que o custo da prestação de serviços da MEO, ZON, CABOVISÂO e etc, que milhões de portugueses suportam e no futuro, todos os que têm televisão suportarão, não justifica que, quem é dono do negocio seja quem deva suportar os meios necessários à execução e desenvolvimento do seu negócio?


Mas, independentemente daquela questão principal, outra, secundária, que é a da razão da cobrança por via da factura da EDP?


Não por razões de transparência certamente, mas tão só por razões de eficácia quer quanto ao numero de consumidores (abarcando quem é beneficiário do audiovisual e quem não é) quer pelo método adoptado que conduz à indivisibilidade da factura, não se podendo dissociar no pagamento o que é energia do que é contribuição de duvidosa adequação, quer quanto à natureza do tributo, uma vez que deste modo consegue passar completamente despercebido e na maioria dos casos absolutamente branqueado, quer quanto à coercividade da cobrança: quem não paga fica sem energia!


Ora, se o número de fogos em Portugal anda pelos 1,6 per capita, e mesmo querendo ser absolutamente prudentes admitirmos que existem 10.000.000 de fogos que terão 10.000.000 de contadores e respectiva factura fácil se torna encontrar 30.000.000 de Euros, mensais, e €300.000.000 anuais dos quais, boa parte deles são indevidos e todos eles imorais!


O que nós também desconhecíamos é que este abuso é tão ordinário que a sua imperatividade é certamente ilegal.


Certamente ilegal dizemos nós porquanto É POSSIVEL AO CONSUMIDOR IMPEDIR ESSE CONFISCO AUTOMÁTICO.


É QUE EXISTE UMA MINUTA DE REQUERIMENTO NA EDP QUE SE PODE E DEVE PEDIR E PREENCHER, A NÃO AUTORIZAR QUE A EDP FAÇA ESSA COBRANÇA. 


E JÁ EXISTE Há MUITO TEMPO!

BASTA PREENCHER, COM O Nº DO CONTRIBUINTE E B.I., E JÁ ESTÁ!


NO MÊS SEGUINTE (ou na próxima cobrança) JÁ NÃO VEM O AUDIOVISUAL PARA PAGAR.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O que mudou com a situação aflitiva das finanças publicas?

Gostava de partilhar algumas impressões e reflexões com os amigos do Blog Cidadania. Se acharem que tem sentido, agradeço a publicação:


Há dois meses atrás, os então partidos da oposição, os media a eles favoráveis e o próprio PR, mais ou menos explicitamente consoante os casos, diziam o seguinte:

- Que, dadas as dificuldades da situação financeira, impunha-se falar verdade aos portugueses;

- Que a campanha eleitoral deveria decorrer com seriedade e verdade, pelas mesmas razões;
- Que os problemas do país eram resultado da desastrosa gestão do governo Sócrates, de modo que, de pouco ou nada adiantaria criticar as agências e os mercados e muito menos diabolizá-los. Aqueles agiam racionalmente e apenas faziam o seu trabalho !
- Que a oposição resolveu derrubar o governo reprovando o PEC 4 já que ele "apenas apontava ao aumento dos impostos sendo a redução da despesa apresentada em medidas de carácter geral e não concretas."

- Na sua tomada de posse, o PR fez um ataque cerrado ao Governo não se poupando em adjectivos, qualificando a situação como insustentável e que "não se podia pedir mais sacrifícios aos portugueses".

- PPP na campanha eleitoral, até para justificar o chumbo do PEC 4, disse que não aumentaria os impostos e que o défice do Estado teria que ser resolvido na vertente da despesa e não pela da receita.

Particularmente chegou a afirmar que afectar o 13º ou 14º mês era um "disparate".


- Enfim, em geral a oposição explicita ou implícita, afirmava que o Governo de Sócrates e os seus boys não eram transparentes e sérios e estavam sempre envolvidos com grupos de interesses.

Dois meses depois o que aconteceu?


Contrariamente ao que assegurou, assinou um acordo que desmentia tudo o que afirmou!
- Não contente com esta incoerência, o Governo avançou como 1ª medida o aumento dos impostos, atingindo 50% do 13º mês, medida esta, dada a sua raridade, quase inédita.


A ideia era "antecipar-se aos mercados" e ir para além do acordo com a troika, como um verdadeiro “menino bem comportado” herdeiro da política cavaquista dos "bons alunos" da europa, a qual conduziu ao que chegámos: depois de vender a pesca e as embarcações, assim como a agricultura, pede hoje o PR aos portugueses para consumirem português para bem da balança comercial.


Todavia, em contraste com o que se propor fazer quanto à despesa, limitou-se a apresentar apenas intenções e não factos concretos e ainda "chutou" as medidas para as novas leis orgânicas dos ministérios para "daqui a 3 ou 4 meses".


Adiantou ainda que iria reestruturar o Estado e mesmo fundir e/ou abolir institutos públicos. No entanto, afirmou na AR que não fará despedimentos na função pública!
Não se percebe portanto como irá reduzir a despesa.


Ou seja, um PEC 5 com ainda maiores sacrifícios que o PEC 4 e com a solução clássica, basicamente do lado da receita.


O que era altamente criticável e má gestão, com Sócrates, passou em dois meses a chamar-se "coragem" !


- O Snr PR agora já acha que afinal se pode pedir mais sacrifícios e ainda diz que os portugueses têm que apoiar a solução política que sufragaram.


- As agências de rating mandaram ás malvas a "antecipação" do governo.


- Apesar da transparência e da honestidade que se pretende aplicar á política em contraste com o governo anterior o país assistiu á escolha e depois "despedimento" de um secretário de estado em virtude das pressões se sectores interessados na privatização da RTP e mesmo de SMS enviados pela Dra Moura Guedes ao 1º Ministro!!!


No entanto, exceptuando o Expresso ninguém atribuiu grande importância a este assunto.

Imagina-se bem o que teria sucedido com o Sócrates como protagonista!!!


- O coro de indignação sobre a questão dos mercados e da Moody´s, significa também que dois meses depois já é a crise económica e os mercados que têm a culpa de tudo.


A racionalidade dos mercados defendida apenas há apenas dois meses foi substituída por tqualificativos do tipo: "injustiça, murro no estômago, instituições ao serviço de especuladores, ataque ao euro, etc"
O imaginoso Rebelo de Sousa diz que é um ataque do dólar ao euro, etc!!!!


- O Governo português decidiu acabar com as golden shares!

No entanto, em nosso entender, tal atitude significa esbulhar o património do Estado.

Essas acções não deveriam ser vendidas (enquanto a UE o permitisse) já que a inexistência das golden shares na posse do estado, concede o domínio integral aos accionistas do destino destas empresas estruturais e estruturantes nesta frágil economia portuguesa. (Se não fossem a golden share a PT já era espanhola ou francesa e, em breve, provavelmente acontecerá isso mesmo á EDP).


O Governo voltou a "antecipar-se" anunciando que iria proceder ás privatizações antes do previsto no acordo com a troika e avançaria com outras não previstas.
Com a redução do rating, o Estado irá vender por dez reis de mel coado e os investidores (alguns amigos) irão comprar barato!

São estes os grandes negócios da elite económica nacional.

É assim que se faz política em Portugal! Estamos entregues a garotos, arrivistas e incompetentes. Ou mais correctamente: garotos incompetentes, ingénuos e paroquiais e ainda por cima arrivistas.
Critica-se, derruba-se o governo e após chegar-se ao poleiro faz-se exactamente a mesma coisa.Insultar a inteligência dos cidadãos faz parte do ADN da classe política nacional!

Entretanto o país continua a definhar e os portugueses cada vez mais pobres! Na verdade já são destinatários da maior carga fiscal entre os europeus.
Finalmente a UE continua a correr para a implosão. A falta de dirigentes à altura das necessidades não é, infelizmente, um mal exclusivamente português!
Os ratings da Espanha foram descidos em Abril e os da Itália este mês o que obrigou a novos PEC.
A Bélgica é a próxima na lista.
Não tarda......

Entretanto toda a gente já percebeu que pacotes de medidas de austeridade sem serem acompanhadas de estímulos á economia não funcionam e atiram os países para o incumprimento e a pobreza.
Será que a Moody´s estará assim tão errada?


Américo Azevedo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Rating das Agências americanas de Rating é LIXO!


Os tempos que correm são, na realidade, convulsivos e esta fase financeira do capitalismo revela-se bem à altura das piores preocupações de Vladimir Ilyitch Uliánov e digna do seu rol de terapias.

Na verdade sabemos que as agências de “rating” não dispõem hoje da dados mais preocupantes sobre a situação portuguesa daqueles que dispunham antes da assinatura do memorandum com a Troika.

De então para cá, ocorreram um conjunto de factos cuja observação objectiva e subjectiva, impediria o comum dos mortais considerá-la, um grau que fosse, pior que aquela que se verificava à data da entrada da troika em jogo.


Foi a própria assinatura do memorandum, em resultado do compromisso das três principais forças politicas, representando a larga maioria da população, foram as eleições e a criação de uma maioria absoluta que gera a óbvia espectativa de estabilidade para a legislatura, foi a intenção manifestada do primeiro-ministro de ir mais além das medidas constantes daquele documento, foi a criação de um imposto extraordinário, enfim tudo medidas, discutíveis intramuros, mas todas elas no sentido de agradar e garantir aos credores, quer uma séria intenção de cumprir, quer evidenciar, no concreto, que tal intenção não é só uma intenção.


Porquê então a actual classificação da divida portuguesa com LIXO?


O porquê não sabemos especificamente, mas a conduta das agencias de rating permite algumas conclusões, ainda que, por hora, especulativas.


Destacam-se duas:


O Banco Central Europeu não pode continuar a servir-se destas agencias americanas para sustentar as suas opções, em matéria de credito a conceder a países do euro.

Primeiro porque as instituições europeias competentes, e até o FMI (vide as declarações da sua nova presidente acerca da “coragem” da Irlanda e de Portugal no enfrentamento dos seus défices), como o ministro das Finanças Alemão, têm meios mais objectivos para avaliar a situação portuguesa que as agencias de rating, delas podendo prescindir perfeitamente sem se das mesmas sintam qualquer falta.


Segundo porque, se tudo isto, entre outras coisas, também são batalhas contra o Euro, aquelas instituições europeias, todas elas, não podem nem devem encontrar-se objectivamente ao serviço do seu “inimigo”.

Por outro lado, esta diatribe das agencias de rating também podem prenunciar o canto do cisne das mesmas.


Todos se lembram da grande consultora multinacional Arthur Andersen (uma das big five) e do seu colapso em consequência da desonestidade dos relatórios que fazia sobre a Enron Corporation até à sua falência.


Tal monstro da consultadoria e auditoria não resistiu face à bronca que a sua cliente deu com a falência, verificando-se que as auditorias de tal Arthur Andersen não passavam de mistificações da realidade empresarial que auditava, visando com o seu prestigio e credibilidade ludibriar os accionistas, os fornecedores, os credores, etc., etc., etc.


Foi voluntariamente que cessou a sua actividade no mundo em consequência da descredibilização gerada e foi objecto dos adequados processos criminais.


Com as agencias de rating, que objectivamente já fizeram o mesmo (recorde-se o rating do Lehman Brother no dia anterior à falência que foi a maior da história americana), surpreende-nos que ainda não tenham tido o destino que merecem, mas parece-nos que, depois de uma vida de vício, querem agora parecer a mulher de César, e serem mais papistas que o Papa!


Sendo este portanto um destino previsível para as agências de rating, nestes tempos conturbados que atravessamos, resta-nos a convicção que o peso dos ratings destas agencias americanas sejam tidos, na Europa e nas instituições europeias, como elementos de análise de credibilidade reduzida ou mesmo suspeita, na zona do LIXO!


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Durante o dia de hoje veio o BCE a desvalorizar as notações das agências de "rating" afirmando claramente que apesar da mesma relativamente a Portugal, não irá deixar de aceitar as garantias do Estado Português para conceder crédito à Banca nacional.


Decisão sensata que aplaudimos e confirma a nossa opinião precedente.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DO QUE NÓS GOSTÁVAMOS!.....

Gostávamos que o sistema democrático e partidário do nosso pais fosse sólido, harmonioso, bem estruturado e visasse no essencial servir o pais, a república e os seus cidadãos, propiciando a participação dos cidadãos e estimulasse a geração de uma classe politica de elevada competência e nível de responsabilidade social.

Gostávamos que os cidadãos do nosso pais soubessem exigir à classe politica a satisfação das expectativas que geram, o cumprimento de todas as obrigações que assumem por inerência dos respectivos cargos ou por promessas feitas, a realização de todos os direitos de que gozam perante a lei e a administração, como condição prévia para o cumprimento rigoroso de todas as suas obrigações resultantes do contrato social e contrato de cidadania.

Gostávamos que as elites sociais, económicas e culturais do nosso pais estivessem à sua altura e justificassem plenamente a sua qualificação como tal, designadamente concebendo e executando relevantes programas de desenvolvimento estratégico para Portugal.

Gostávamos que no nosso pais se concebessem e executassem reformas tendentes a fazer evoluir as estruturas do antigo estado instrumento autocrático que persistem, para um estado-dos-cidadãos.

Gostávamos que no nosso pais governassem Estadistas, porque queremos que o executivo governe para uma geração e não só para uma legislatura, na mira duma reeleição.

Gostávamos de políticas capazes de gerar consensos que, pela sua importância e mérito “percorressem” legislaturas sobre legislaturas e, suficientemente divulgadas, estimulassem os seus destinatários para melhor se atingirem os seus desideratos.

Gostávamos que alguns sectores, por o serem e sem prejuízo do desenvolvimento de quaisquer outros, fossem declarados prioritários e por isso, fossem objecto de uma concentração específica por parte do governo, que lançasse as bases regulamentares com carácter de estabilidade, que a todos permitissem organizar os seus investimentos com segurança e previsibilidade.

Gostávamos que o nosso pais fosse bem administrado por Estadistas competentes, zelosos e prudentes, através de uma administração pública eficiente sob suas ordens ao serviço da comunidade dos cidadãos.

Gostávamos de uma administração transparente e participativa que aportasse a todos os cidadãos a certeza de que, enfermada de valores e princípios, não é instrumentalizada por interesses particulares, é exercida com justiça, equidade, adequação e proporcionalidade, encontrando-se ao serviço daqueles, da economia e do bom senso e não para justificação da sua existência própria, conservação e sustentabilidade.

Gostávamos de uma administração pública que usasse da autoridade legalmente atribuída somente quando se torna necessário e nunca do autoritarismo que não consta de qualquer atribuição ou competência legalmente prevista.

Gostávamos que o nosso pais fosse sustentável, económica e ambientalmente, onde os seus cidadãos gostassem de viver e suportassem com as suas contribuições fiscais a despesa estritamente necessária, executada com elevado grau de eficiência e adequação, proporcionada à riqueza que o pais consegue gerar, estabelecida com base em critérios de proporcionalidade, optimização, oportunidade, adequação, sustentabilidade e desenvolvimento estratégico.

Gostávamos que o nosso pais constituísse, depois de ter evidenciado sérias dúvidas sobre a sua capacidade para ser independente, um exemplo de sustentabilidade económica em democracia, mesmo inserido num mercado global.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Armação de Pêra: Uma árvore a menos na nossa vila...


EUROPA: a melhor defesa é o ataque!

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy estão sempre a repetir que o euro e a União Europeia são indivisíveis. O seu objectivo é o de assegurar que a Alemanha e a França irão proteger a moeda única porque o seu fracasso implicaria o colapso do projecto europeu.

A análise dos dois líderes poderá estar certa, mas a retórica, as hesitações e as indecisões crónicas dos últimos anos suscitam outra possibilidade - as causas e os efeitos estão a ir em direcções opostas.

Além disso, o euro está com problemas porque a Europa está com problemas. A crise da dívida soberana é simultaneamente um sintoma e uma causa. O despesismo grego, o ‘boom' imobiliário irlandês e os implacáveis bancos estatais alemães desempenharam um papel importante.

Os governos europeus podem salvar o euro se assim o desejarem. A dívida pública da Grécia, Irlanda e Portugal ascende a acerca de 680 mil milhões de euros, ou seja, apenas 7% da receita da zona euro. Assumir a dívida através da emissão de ‘Eurobonds' acabaria com o pânico dos mercados financeiros.

Em suma, a resolução do problema é politicamente dolorosa mas perfeitamente viável em termos económicos. Os ingredientes em falta são a confiança e a vontade política. Os eleitores alemães não estão convencidos que a sua prosperidade está ligada à sobrevivência do euro; e os eleitores das nações mais endividadas precisam de ver uma luz ao fundo deste túnel.

Numa pequena conferência, organizada pela Fundação Oriente em Portugal, apresentei um discurso com o título "O regresso da Europa à Vestefália". A ideia desta tese é a de que a União está a retroceder umas centenas de anos ao voltar a sucumbir à pressão dos nacionalismos.

O estado moderno europeu nasceu do tratado de paz de Vestefáfia em 1648. A doutrina da soberania estatal substituiu a decrescente autoridade supranacional da Igreja. Este sistema manteve-se até meados do século XX, quando a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial acabou por demonstrar aos líderes do continente de que os custos em manter a ordem europeia através do equilíbrio de poderes se tinham tornado demasiado elevados.

Hoje em dia, os Europeus acreditam que o poder cedido à União é autoridade retirada aos governos nacionais que, perante a exigência de maior segurança por parte dos seus cidadãos, respondem "enfrentando" Bruxelas e recusando ajudar os seus vizinhos.

Isto não tem qualquer lógica. À medida que o centro gravitacional global se desloca rapidamente para as nações emergentes, a fragmentação da Europa apenas irá acelerar o seu declínio.

Philip Stephens, Colaborador do "Financial Times"

Tradução de Carlos Jerónimo

ALERTA DR. SERPA!

O relato de verificação interna da conta de gerência de 2007, do Município de Silves, elaborado pelo Tribunal de Contas e tornado público, recentemente, pelo Vereador Dr. Serpa, é um documento interessante que devia ser do conhecimento sério de cada cidadão do concelho.


Se assim fosse, outro galo cantaria, na hora das urnas!


Sem nos pronunciarmos sobre algumas batalhas que o Vereador Serpa parece estar a travar, em torno e a propósito do dito relato e publicação, cuja essência desconhecemos uma vez que o posts do blog daquele não fazem luz sobre a mesma, não podemos deixar de ver naquele relato uma confirmação tecnicamente séria e insuspeita acerca do zelo leviano com que a autarquia tem administrado as suas despesa, receita e crédito.


Também faz entender bem, a quem não souber ou não tenha estado atento, porque Armação de Pêra tem sido de há anos a esta parte a “vaca sagrada e leiteira” do orçamento municipal, assim como o consequente estado deplorável do urbanismo da Vila.


As contas e o seu tratamento são, muitas vezes, coisa fastidiante, mas são também uma fonte histórica cada vez mais, imprescindível à compreensão dos factos históricos.


Esperamos que o Dr. Serpa leve por diante a sua cruzada contra os inimigos da sustentabilidade financeira da autarquia. Estamos com a sua luta, mas esperamos também que o Dr. Serpa esteja atento a qualquer tentativa de alienação do imóvel do Casino de Armação de Pêra, qual lenha para fogueira, e à mesma se oponha frontalmente, denunciando publicamente qualquer tentativa nesse sentido, POR MUITO DISSIMULADA QUE SE APRESENTE.

domingo, 3 de julho de 2011

IV Poder corrompido, não é solução! É problema!

Por razões que, à priori, desconhecemos, não simpatizamos com o snr. secretário de estado da cultura, cujo nome nem sequer nos ocorre depois de um esforço sério.

É uma figura que nunca nos suscitou empatia! Apesar da sua comunicação aparentemente doce parece-nos sempre esconder uma personalidade genuinamente amarga. Temo-lo por um dissimulado portanto. Caracterização feia em resultado de um acto não menos feio. Por conseguinte, è aquele snr. vitima de uma nossa percepção condicionada por uma componente alucinatória cuja origem e razões a existirem não tiveram “pernas” para achegar até hoje, sobretudo por não realizarmos um facto que o sustente. É mesmo caso para um psicólogo desvendar...


Sucedeu que aquele senhor, recentemente, foi figura central de uma noticia que denunciava uma fuga ao fisco na ordem dos quarenta e dois mil euros. Foi assim que foi entendida pela generalidade da população.


Mais recentemente a noticia pareceu evoluir, concretizando que o contribuinte em causa tinha um contencioso com o fisco por ter um entendimento diverso acerca da matéria colectável sobre a qual incidia a liquidação do imposto, diverso portanto daquele que a administração tributária pretende reclamar.


A denuncia torpe que a noticia constitui, pensamos nós, produziu o seu efeito. Para a generalidade da população o snr. secretario de estado deve ao fisco e não paga, é por conseguinte um agente da fuga fiscal.

Acusa-se não tantas vezes quantas as justificáveis e necessárias, as elites económicas, financeiras e politicas, por esse mundo fora e em Portugal também, de não terem retirado da crise de 2008 as devidas ilações. E mais gravosamente de não agirem em conformidade.


Até quando permitirão os cidadãos do planeta serem representados por gente tão pouco qualificada para as funções que desempenham? Tão irresponsável no seu desempenho? Tão autista perante o devir histórico?

Nos séculos XIX e XX a imprensa foi muitas vezes representando o contraponto daquelas elites, expressando o pensamento dos representantes informais dos cidadãos que, com maior ou menor liberdade de expressão, faziam questão de influenciar os acontecimentos, julgar a acção dos poderes informais ou instituídos, condenar os abusos, prevenir injustiças, enfim defender valores e princípios universais que a todos se aplicam, em resultado da evolução humana e civilizacional.


Chegou mesmo assim a ser justamente tida por: IV PODER!


Ao longo das ultimas décadas do sec. XX e até hoje os “mass média”, com um poder crescente que se dissolveu, cresceu e reforçou na sociedade da informação e da comunicação, foram evoluindo mais como fábrica de noticias e manipulador da opinião pública, do que propriamente baluarte e veiculo da expressão dos cidadãos não comprometidos com os poderes informais ou instituídos em permanente dialéctica com os mesmos. Mantendo no entanto a “respeitabilidade” que a sua origem justifica, apesar da deriva, a opinião publicada, confunde-se ainda, habitualmente, com a opinião pública.


A metamorfose desse poder (dos cidadãos)que justamente prosseguiu uma ambição de intrusão legitima, no baile dos poderes (Legislativo, Executivo e Judicial) como um genuíno e de resto, natural e verdadeiro parceiro na lógica dos “cheks and balances” (conquista da Revolução americana) numa vocação genética de autêntico “IV Poder”, a pretexto da sua sustentabilidade económica, cedeu à vertigem do poder e da lógica empresarial, como se de uma vulgar indústria se tratasse.


No estado a que o mundo chegou e, tal como dizíamos acerca das incorrigíveis elites, é hora de, no tribunal de turno dos factos que motivam a noticia: os “mass media”, pensarem em mudar de vida, se não quiserem ficar no tribunal da história, essencialmente, como vulgares “serial killers”.


Voltando ao nosso Secretario de Estado da Cultura, que parece estar a exercer um direito que lhe assiste de sustentar, quanto ao seu rendimento, a medida do imposto que julga ser o correcto, num pais cuja má gestão (abuso ilegítimo) da despesa determinou uma carga fiscal que o insuspeito Dr. Medina Carreira, considera já (antes do confisco de parte do 13º mês) a mais elevada da Europa, no mesmo pais onde o contencioso fiscal apresenta sessenta por cento (60%) das decisões judiciais, como favoráveis aos contribuintes, uma noticia desta natureza (que uma vez tornada pública equivale a uma condenação imediata na opinião publicada e na opinião pública) constitui objectivamente um crime de difamação (sem que preencha os elementos objectivos do tipo de crime) evidencia claramente que os “mass media” não olham a meios para alcançar audiência (volume de negócios), ao arrepio da sua vocação original e ao abrigo do conceito histórico de que a mesma beneficia (até quando?).


Neste caso, como infelizmente em inúmeros outros, quem se encontra em situação de incumprimento são os assumidos delatores (desta verdadeira denuncia caluniosa) e não o contribuinte que por acaso é secretario de estado e exerce os seus direitos num estado de direito democrático.


Provavelmente o nosso secretario de estado, se tiver sabedoria politica ( no sentido mais corriqueiro do termo) manter-se-á calado, pois naquela ciência também o povo tem alta qualificação: “quanto mais se mexe na merda, mais ela cheira mal!”, daí que o silêncio seja de ouro, sem prejuízo de manobrar junto dos acólitos da imprensa para, já estando o mal feito, promoverem noticia mais correcta, como, de resto, parece já ter acontecido, com a segunda versão da mesma, já referida.


Sem pôr, naturalmente, em causa a sua existência e apesar da utilidade para a cidadania de muitas denúncias veiculadas pelos “mass media”, estamos em crer que a deriva da sua vocação histórica, constitui para os cidadãos, tal como se apresenta, mais um problema, que uma verdadeira solução.

Armação de Pêra em Revista

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