O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

domingo, 31 de julho de 2016

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A gravidez não se deveu aos calores de Armação de Pera

Afinal a mulher engravidou devido a uma baguete comprada no Continente de Braga.

terça-feira, 26 de julho de 2016

domingo, 24 de julho de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

Armação de Pera, Alcantarilha e Pera ficam sem bombeiros


Por falta de pessoal as portas da secção de Alcantarilha dos Bombeiros Voluntários de Silves vão passar a estar encerradas. Os bombeiros contratados deixaram de se apresentar na secção de Alcantarilha e passam a apresentar-se na base da corporação,em Silves.

As freguesias de Pera, Alcantarilha e Armação de Pera que durante o período de verão vêm a população aumentar exponencialmente ficam sem socorro directo.

A segurança não é uma preocupação dos responsáveis da Câmara de Silves?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

No palco da Câmara de Silves os mesmos atores a mesma tragédia

Os anteriores presidentes da Câmara de Silves Isabel Soares e Rogério Pinto poderão ter de ressarcir a autarquia com uma verba de cerca de 670 mil euros e incorrem numa multa que pode ir desde 2.550 aos 18.360 euros, na sequência da mais recente decisão do Tribunal de Contas, relativa ao «Caso Viga D’Ouro».

Num documento datado de 16 de Junho, o tribunal de contas recusou a homologação das contas de gerência do Município de Silves, relativas aos anos de 2011 e 2012, «por ter detetado diversas irregularidades que implicam responsabilidades financeiras sancionatórias e reintegratórias imputáveis aos dois anteriores presidentes da Câmara Municipal de Silves».

O relatório dos juízes da 2ª secção do Tribunal de Contas, determina o envio do documento para o procurador-geral adjunto do Tribunal de Contas, «para promoção de processo de efetivação de responsabilidades financeiras sancionatórias e reintegratórias dos anteriores presidentes da Câmara Municipal de Silves, (…) mediante o pagamento de multa a fixar entre 2.550 e 18.360 euros e a reposição nos cofres municipais da quantia de 668.823,97 euros».

Esta verba corresponde ao valor atual dos juros de mora de uma dívida assumida pela autarca social-democrata Isabel Soares junto de três bancos, relativa a faturas vencidas da empresa Viga D’Ouro Construções Lda.

A ex-edil silvense, reconheceu créditos que tinham sido cedidos ao Banco Espírito Santo, ao Banco Comercial Português e à Caixa Leasing & Factoring pela Viga D’Ouro, no valor de cerca de 4,9 milhões de euros, «comprometeu-se ao pagamento dos valores em dívida em prazo certo, e renunciou a invocar perante a Banca quaisquer direitos que detivesse sobre a empresa “Viga D’Ouro” que pudessem obstar, total ou parcialmente, ao seu integral pagamento».

Mas o prazo para pagamento destas dívidas não foi cumprido, pelo que, além do valor inicial, a Câmara de Silves ficou de pagar 670 mil euros e acordar um plano de pagamentos da dívida principal entre 2014 e 2020.

O grande problema desta dívida é que resulta, na sua larga maioria, de contratos realizados entre a Câmara de Silves e a Viga D Ouro que não cumpriram a legislação em vigor, à data. Entre 2004 e 2006, «esta empresa realizou 135 empreitadas e 27 fornecimentos diversos, tendo, consequentemente, sido realizados com aquela empresa 162 contratos».

Destes contratos por ajuste direto, «159, num valor próximo de cinco milhões de euros, não foram precedidos dos procedimentos legais obrigatórios em vigor à data dos factos, tendo sido violadas sistematicamente as normas de assunção, autorização e pagamento de despesas públicas, tal como não foram observadas as regras relativas às fases de processamento das despesas públicas, relacionadas com o cabimento e compromisso financeiro».

Em 2012, Isabel Soares foi ilibada pelo Tribunal de Portimão de responsabilidades legais neste caso, num processo-crime aberto pelo Ministério Público (MP) de Silves, por abuso de poder. Na altura, o tribunal portimonense considerou que, além da questão já ter prescrito, os contratos de factoring tinham sido feitos entre a empresa de construção Viga d’Ouro e um banco, não envolvendo portanto a Câmara. Por isso, segundo o Tribunal, a acusação contra a autarca Isabel Soares não fazia sentido, ou seja, sobre ela não recaíam factos que pudessem indiciar a prática de crime.

Visão diferente parece ter agora o Tribunal de Contas. Por isso o executivo municipal permanente pretende assumir a firme convicção de despoletar todas as ações e medidas necessárias à defesa intransigente do erário público municipal e à efetivação de responsabilidades de eleitos locais no âmbito do processo “Viga D’Ouro”, porque está em causa a legalidade e o interesse público na boa administração dos dinheiros públicos», conclui a Câmara de Silves.

Estamos cá para ver!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dieta infalivel

PORTA PEGA-GORDO
Os monges do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, eram submetidos, na Idade Média, a um tratamento infalível contra a obesidade. Até hoje não foi superado por nenhuma dieta. Os monges, que comiam no refeitório, eram obrigados a procurar a sua própria comida na cozinha situada ao lado. Ninguém podia servi-los. O problema é que precisavam atravessar uma porta.
E daí? É que a porta media 2 metros de altura e apenas 32 centímetros de largura.
Quem não conseguisse ultrapassá-la ficava sem comer e, obviamente, emagrecia.
Os superiores dos monges recorreram à porta pega-gordo porque a gula é um dos sete pecados capitais e a obesidade tornava-os menos aptos aos trabalhos braçais.

terça-feira, 5 de julho de 2016

sábado, 2 de julho de 2016

Regling, grande maluco, vais levar um carolo



Depois de Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, ter dito que estava mais preocupado com Portugal do que com a situação do Deutsche Bank, eis que surge outro alemão, Klaus Regling, diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), a entidade responsável pelos resgates aos países que integram a União Europeia, a dizer o mesmo.

Só pode ser coincidência, claro: dois alemães a dizer o mesmo, coisa estranha. As declarações, feitas por Regling numa conferência citada pela France Press, acabaram por ser divulgadas no Twitter pelo próprio MEE, desta forma singela: “O único país que me preocupa é Portugal, independentemente do Brexit, porque o governo [português] está a recuar relativamente às reformas”.

Ora muito bem, Regling. Se tu achas que a situação portuguesa é mais perigosa para a instabilidade dos mercados e da economia europeia e mundial que o Brexit, estás seguramente a precisar de óculos ou então de voltar à universidade, porque deves ter feito o curso cortado à cadeira de Macroeconomia. É que um país que vale menos de 2% do total da economia europeia incomoda seguramente menos a União que a saída do clube do Reino Unido, a terceira maior economia da UE. É óbvio, não é, Regling?

Mas digo-te mais. Quando fazes uma afirmação desta gravidade, através de um tweet, como se fosses um miúdo traquina, devias explicar tintim por tintim em que dados é que te baseias. Eu sei que te incomoda o aumento do salário mínimo (que esteve congelado durante quatro anos - mas isso não interessa nada, pois não?) que passou de 485 euros para 505 no final de 2015, para 530 este ano e que deve chegar aos 600 euros durante a legislatura. É isso que vai provocar um terramoto na economia portuguesa?

Eu sei que queres ainda mais reformas no mercado laboral. Mas se o despedimento coletivo e individual já foi tão flexibilizado, o que queres mais? Que se possa fazer um Simplex com o nome “Despeça na Hora?” É claro que também queres acabar com a contratação coletiva. Pois… também se pode acabar com os sindicatos, com a lei da greve e com a generalidade dos direitos dos trabalhadores. Se voltarmos ao período antes da Revolução Industrial, o nosso mercado laboral atingirá, enfim, a flexibilidade que tu e mais uns quantos como tu acham que devia existir em países como Portugal. Mas não sei se te conseguimos agradar.
Aqui para nós, Regling, tu não fazes a mínima ideia do que estás a dizer, pois não? Ouviste o Schäuble e foste na onda. Não percebeste que o Schäuble estava a desviar as atenções do buraco negro que é o Deutsche Bank, considerado pelo FMI o maior risco para a estabilidade mundial do sistema financeiro e cuja filial norte-americana ainda esta semana chumbou nos testes de stress efetuados pela Reserva Federal dos EUA.

Regling, tu passaste a tua carreira profissional basicamente a pular entre o FMI e o Ministério das Finanças alemão. Estás onde estás porque és alemão, percebes, Regling? E é por isso que tens de repetir o que diz o chefe.

Apesar das parvoíces que dizes, pelo que vejo nas fotos não pareces mau rapaz (se bem que as fotos não garantam nada). Em qualquer caso, Regling, chega cá a cabeça. Mereces um bom carolo pelo disparate que disseste – e que no cargo em que estás não podes nem deves dizer.




Por Nicolau Santos
Expresso Diário
01 Julho 2016

Armação de Pêra em Revista

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