Noticia de ultima hora!
Está em curso uma campanha eleitoral.
A oferta é banal, repetitiva à náusea, o discurso serôdio, o conteúdo desértico, aqui e acolá salpicado de humor negro. Fedem todos a naftalina democrática.
Os actores eleitorais representam uma fastidiosa pantomina perante um eleitor virtual, pois só para ele pode dirigir-se a sua verve.
O eleitor real, quando bem intencionado, arrasta a custo o corpo de uma alma muito pouco crente, até às urnas; Quando cúmplice, impulsiona o corpo de uma alma inexistente ou ausente ou adiada, até às urnas; Quando amorfo, descrente, reagente ou simplesmente marginal levita o corpo e a alma dentro de um microcosmos impenetrável, revestido de camadas sobre camadas sucessivas de discursos políticos eleitorais plenos de estultícia e de inconsequência, naturalmente sedimentadas pelo seu próprio peso, que aumenta a cada ocorrência pendular, garantindo a estanquicidade do casulo do seu isolamento.
Para todos eles, as urnas que foram concebidas para serem o principio de alguma coisa, converteram-se no fim de coisa alguma.Para mudar de paradigma, urge regenerar a oferta política, caso contrário corremos o risco de cristalizar a insanidade em que a partidocracia converteu um sistema virtuoso.
De facto, em democracia, continuar a fazer o mesmo e esperar resultados diferentes é insano!