O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Armação de Pêra: Finalmente a passadeira foi pintada mas…
Para que serve uma faixa pintada no sentido por onde não circula o trânsito?
Gastam-se assim recursos, escassos, a fazer coisas sem qualquer utilidade.Depois corta-se na receita das freguesias ou aumentam-se os impostos. A velha receita de Isabel Soares demonstra as limitações do executivo em matéria de gestão do concelho e do seu orçamento com disciplina, rigor e competência.
Nós queriamos uma terra amada e pensada, por gente competente! Infelizmente saíu-nos a fava!
Gastam-se assim recursos, escassos, a fazer coisas sem qualquer utilidade.Depois corta-se na receita das freguesias ou aumentam-se os impostos. A velha receita de Isabel Soares demonstra as limitações do executivo em matéria de gestão do concelho e do seu orçamento com disciplina, rigor e competência.
Nós queriamos uma terra amada e pensada, por gente competente! Infelizmente saíu-nos a fava!
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Armação de Pêra: Restaurante Rocha da Palha livre de perigo por uns tempos…
O mar levou dois metros de areia pondo em causa a segurança do estabelecimento, conforme aqui noticiamos.
Hoje pela manhã, a areia foi reposta junto ao restaurante tentando evitar males maiores.

Hoje pela manhã, a areia foi reposta junto ao restaurante tentando evitar males maiores.
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Obras: qualidade da treta...
São os abatimentos da calçada, em resultado de deficiente compactação do solo, são as poças de àgua, consequência de falta de drenagem adequada, etc...
A fiscalização da obra, para cuja minúcia várias vezes reclamámos, foi, no mínimo tímida, para os mais moderados. Para os mais inflamados, revelou, no mínimo, temor reverencial, pela sociedade empreiteira.
Seja o que fôr que tenha sido, uma coisa parece ser evidente, caso tivesse sido rigorosa e firme a fiscalização, não se verificavam à vista desarmada os defeitos que se constatam.
Para mal do orçamento municipal, quando Deus quiser que se preocupe com a adequada manutenção, para mal dos armacenenses e visitantes, certamente em qualquer dos casos e desde já.
Salvo se se reclamar e com veemência as garantias a que a empreiteira está obrigada. Mas será que, apesar de, patentemente, se justificar o accionamento das garantias, a C.M. de Silves (Dona da Obra) já o fez? Ou será que o irá fazer?
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domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
A PEDAGOGIA DO EXEMPLO:ONDE VIRES GALHOFA PÕE RESPONSABILIDADE.ONDE VIRES BIZARRIA, PÕE CIDADANIA!
Estamos porém certos de que as comunidades mais a Norte da Europa, ou outras derivadas destas (EEUU) tem práticas ancestrais com resultados bem mais impactantes.
Em acções de caridade e solidariedade, os Franceses dão 0,14% do seu PIB, os Alemães 0,26%, os Britânicos 0,73% e o Americanos 1,7% do PIB.
Os Portugueses por seu lado, entre 2005 e 2007 doaram, via IRS, 3,5 milhões de Euros para caridade/solidariedade, cerca de 0,002 do PIB e outros 7 milhões por vias directas, tudo somado, 0,006% da riqueza.
É caso para concluirmos que a acção dos banhistas, para além de destemida é também profundamente pedagógica.
Notícia para ser divulgada nos mass média como exemplo de cidadania e não como bizarria de gente extravagante!
Aguardemos para ver!
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Prendas para todos...
Ao Luís Ricardo, gostaríamos de oferecer um coração de Leão para perseverança na conquista da Junta de Armação de Pêra.
Ao Vereador Fernando Serpa, gostaríamos de oferecer um designer gráfico para o seu blog.
À Dra. Lizete Romão gostaríamos de oferecer a energia necessária à actividade política, consentânea com a ambição eleitoral que revelou ao candidatar-se à liderança autárquica.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Na Cozinha com Isaltino!
Através de um visitante do Blog, chegou-nos este tesourinho deprimente, perante o qual, qualquer um, não deixará de rir com vontade.
Dizer ou fazer coisas sérias, a brincar, é uma forma, também portuguesa, de criticar.
O período que vamos atravessar é, na sua origem, de alegria e, as coisas sérias só em muito raros casos, aceitam intervalos.
Este filme adaptado permite rever coisas sérias e rir. O que, convenhamos, não é obra pouca.
Divirtam-se!
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Orçamento da Câmara de Silves para 2011 chumbou...

Tal como os observadores mais qualificados previam, o orçamento foi chumbado!
A administração PSD, chefiada por Isabel Soares, em plena crise economica e financeira, do pais e do concelho, evidencia, para quem duvidas tivesse, a incompetência politica a que nos habituou...
Só em sede de coerência, é impossivel assacar-lhes quaisquer intermitências...de facto tem sido uma administração exemplar na ausência absoluta de um projecto sustentável para o concelho, na incapacidade de gerir sustentavelmente os recursos orçamentais, na incontinência da despesa inconcebível e irreprodutivel, na arrogância com que abusa do poder democrático que lhe foi eleitoralmente atribuido, na sobranceria com que encara as suas responsabilidades prospectivas.
É dificil reunir numa só administração autarquica tanta mediocridade!
A proposta orçamental entretanto chumbada é prova da deriva esquizoide dos seus autores que, sem qualquer rebuço ou vergonha, propõem à aprovação um orçamento verdadeiramente "religioso". Isto é, do lado da receita, só se Deus quizesse é que tais previsões algum dia viriam e ingressar nos cofres da autarquia, sabendo-se de antemão que, do lado da despesa,dada a natureza rigida do seu peso e a voracidade dos seus executores,mesmo que Deus não quizesse,a sua incontinência seria incontornável!
Agrada-nos saber que Deus deixa a César o que é de César porquanto, nessa conformidade e uma vez que César já não é César, quem tem de o pôr na ordem somos nós, os cidadãos. Foi para isso que implantámos os regimes democráticos e os Estados de Direito.
É certo que o regime que adoptámos permite que verdadeiras anedotas, travestidas com a indumentária institucional, podem ser timoneiros da embarcação comunitária. Mas permite também denunciar as suas limitações, incompetências e maus resultados!E sobretudo permite que outros, melhores, tomem o seu lugar, administrando capazmente a coisa pública.
Infelizmente não é disso que se trata, quando falamos de responsabilidades concelhias que se vencem todos os dias!E a já demonstrada insusceptibilidade para o bom senso e disciplina orçamental por parte desta gestão autárquica constitui um verdadeiro desastre para o concelho!
Pena é que Isabel Soares insista na soberba de ser muda e não mudar, como se fosse susceptivel de, por aí, ainda vir a ter algum futuro politico relevante e não inverede por se conciliar com o bom senso da contratualização, adoptando uma liderança do interesse público compaginável com as dificuldades económicas que até os cegos vêem!
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Ex-Trabalhadores desempregados da Alicoop pagam dívidas
Ex-Trabalhadores da Alicoop vivem com dificuldades
"Estamos a viver uma situação aflitiva", desabafa Fátima Sequeira, ex-trabalhadora da Alicoop. Ela e mais cerca de 250 colegas subscreveram, em 2008, créditos bancários no valor de 1,7 milhões de euros para ajudar a empresa, e agora estão com dívidas que muitos não conseguem pagar.

Os trabalhadores da Alicoop estão marafados por terem de pagar as dívidas contraídas pela administração.
"Na altura, foi-nos dito pela administração que não havia problemas, que ficávamos com cotas e que quando saíssemos da Alicoop deixaríamos de estar vinculados ao compromisso bancário"

________________________________________

Portugal é mesmo um pais sui generis!
Aqui acontecem coisas verdadeiramente únicas e muitas vezes para orgulho dos seus naturais, quer sejam dignas de admiração e apreço, quer sejam desprezíveis.
Bastaria recordar a estória de Alves dos Reis e a célebre impressão das 200 mil notas de 500 escudos (cem mil contos)(quase 1% do PIB Português à época -1925-), que é recordada amiúde como um feito digno de exemplo.
Ouvimos recentemente, com lamento, que aquela que foi a maior burla de todos os tempos, a de Alves dos Reis, teria sido ultrapassada, em valor relativo, pelos montantes atingidos no caso BPN, restando-nos, nas palavras do “avaliador”, o facto de ter(em) sido um(ns) português(es) o (s) seu (s) autor(es).
Estes “feitos” são invocados, meio a brincar, meio a sério, mas, pretendendo o contador desvincular-se da evocação expressa de admiração perante a amoralidade, acresce-lhe uma conclusão aparentada com a moral do tipo:”Quem rouba os Bancos, empresta a Deus!”, repudiando implicitamente o aplauso a uma acção do mesmo tipo perpetrada no património de um pobre, o que seria condenável, desprezível, imoral portanto e, desse modo, voltando a integrar-se no domínio do “socialmente correcto”.
Andando por cá há uns anos, temos assistido a bastantes evocações desta natureza e vemos, ouvimos e lemos outras mais que caminham no mesmo sentido e direcção.
Aquilo a que ainda não tínhamos assistido era ao financiamento bancário massivo, de uma empresa tecnicamente falida, pelos seus trabalhadores...
Esta, meus Senhores, coloca bem o nosso concelho no âmago da “tugalidade” a que nos referíamos! O que, por qualquer razão, não será de estranhar!
E, ao seu autor moral, no mais elevado nível da artistice nacional! É obra! E de grande fôlego!
A natureza do assunto é tão fértil que nos deixa sem saber por onde começar.
Diz o Correio da Manhã que desses trabalhadores/financiadores, no desemprego, vêem-se agora a contas com as obrigações decorrentes dos avales prestados, perante a credora Caixa Geral de Depósitos que não teve pudor em reclamar dos mesmos os seus créditos.
Pudor que não teve desde logo ao aceitar tal engenharia financeira, para libertar os fundos, garantidos por economias domésticas cuja receita assentava exclusivamente no emprego instável numa empresa em falência técnica- a financiada-! Convenhamos que se tratou de uma operação de financiamento sui generis
Será que também reteve para si, hipoteca bastante, para garantir os empréstimos, a principal credora Caixa Geral de Depósitos? Parece que sim, que é a principal credora hipotecária! Resta saber se tal garantia abrange os financiamentos aos trabalhadores? Se sim, a atitude é abaixo de vergonhosa!
Mas, antes de continuar a cascar na CGD, importa avaliar a moralidade desta massificação do crédito extensível aos trabalhadores.
Dando como certo o que consta da noticia do CM, de que os trabalhadores deram o seu aval aos empréstimos parcelares no pressuposto de que, uma vez cessado o contrato de trabalho, cessaria automaticamente a sua responsabilidade, estaremos face a um caso de policia, já que se trataria de crime de burla!
Mistificação a que se deu curso assente – disso não temos qualquer dúvida – no pressuposto da ignorância dos avalistas quanto à natureza do aval!
O autor moral deste logro não pôs à disposição dos trabalhadores um advogado que esclarecesse a natureza da responsabilidade que aqueles assumiam? Se o fez, o esclarecimento não foi cabal!
O autor moral deste logro, na sua azafama salvadora, não deu contra garantias aos trabalhadores: Porque não uma segunda ou terceira ou quarta hipoteca?
Porque não acções representativas do capital da empresa, designadamente as de sua propriedade? Porque não um aumento de capital?
Porque não hipoteca do seu património pessoal? Porque o não tem na sua titularidade? Esta pergunta carece de resposta pública porquanto a massificação do dano a tanto obriga!
Voltando à CGD: quem aprovou esta operação? Será útil saber o seu nome para se saber se ainda tem poderes para tratar assim o dinheiro do Banco dos contribuintes.
A novela porém ainda não terminou. Parece que do grupo de empresas nem todas têm património, mas todas têm dividas!
E há bancos sem garantias hipotecárias! E a maioria dos trabalhadores são empregados da empresa ou empresas que têm património.
Parece também que os Bancos têm-se batido pela fusão das empresas. Trata-se de garantirem os seus créditos à conta das empresas que têm património. Trata-se de fazer hoje, o que deveriam ter feito quando concederam os créditos, à posteriori portanto!
Só que a maioria dos trabalhadores que, pela Lei, se encontram garantidos, antes do credor hipotecário, nas empresas que têm património, se permitirem tais fusões, bem podem dizer adeus aos seus privilégios, com os quais “honrariam” as suas obrigações bancárias de garantes.
Vender o sonho da viabilização e a miragem do emprego é a melhor engenharia para a Banca entretanto ir assegurando à posteriori o que não fez à anteriori, nas costas dos trabalhadores que neste caso, foram muito para além da exploração que consta dos livros.
O que é que andam a fazer os sindicatos pelos interesses dos trabalhadores? Politica?
A CGD por seu turno, se obedecer aos interesses corporativos reclamados pelos seus colegas banqueiros, aceitando a fusão, operará um mal maior já que, para além da aprovação desta operação bizarra, criará condições de incumprimento definitivo aos seus clientes trabalhadores/financiadores/avalistas, os quais à conta dos privilégios, ainda poderiam honrar as dividas que lhes impingiram!
Por seu lado, o autor moral deste “genocídio” não se pode gabar de ter ludibriado os Bancos, não podendo assim autoproclamar-se de autêntico “Herói Tuga”, mas tão só de o ter feito no património dos pobres, logo um verdadeiro “Vilão Tuga”. Espera-se, justamente, que por tal acção, ainda que criminalmente seja relevada, seja proscrito socialmente com todas as consequências!
Este é Portugal no seu melhor!
"Estamos a viver uma situação aflitiva", desabafa Fátima Sequeira, ex-trabalhadora da Alicoop. Ela e mais cerca de 250 colegas subscreveram, em 2008, créditos bancários no valor de 1,7 milhões de euros para ajudar a empresa, e agora estão com dívidas que muitos não conseguem pagar.

Os trabalhadores da Alicoop estão marafados por terem de pagar as dívidas contraídas pela administração.
"Na altura, foi-nos dito pela administração que não havia problemas, que ficávamos com cotas e que quando saíssemos da Alicoop deixaríamos de estar vinculados ao compromisso bancário"

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Portugal é mesmo um pais sui generis!
Aqui acontecem coisas verdadeiramente únicas e muitas vezes para orgulho dos seus naturais, quer sejam dignas de admiração e apreço, quer sejam desprezíveis.
Bastaria recordar a estória de Alves dos Reis e a célebre impressão das 200 mil notas de 500 escudos (cem mil contos)(quase 1% do PIB Português à época -1925-), que é recordada amiúde como um feito digno de exemplo.
Ouvimos recentemente, com lamento, que aquela que foi a maior burla de todos os tempos, a de Alves dos Reis, teria sido ultrapassada, em valor relativo, pelos montantes atingidos no caso BPN, restando-nos, nas palavras do “avaliador”, o facto de ter(em) sido um(ns) português(es) o (s) seu (s) autor(es).
Estes “feitos” são invocados, meio a brincar, meio a sério, mas, pretendendo o contador desvincular-se da evocação expressa de admiração perante a amoralidade, acresce-lhe uma conclusão aparentada com a moral do tipo:”Quem rouba os Bancos, empresta a Deus!”, repudiando implicitamente o aplauso a uma acção do mesmo tipo perpetrada no património de um pobre, o que seria condenável, desprezível, imoral portanto e, desse modo, voltando a integrar-se no domínio do “socialmente correcto”.
Andando por cá há uns anos, temos assistido a bastantes evocações desta natureza e vemos, ouvimos e lemos outras mais que caminham no mesmo sentido e direcção.
Aquilo a que ainda não tínhamos assistido era ao financiamento bancário massivo, de uma empresa tecnicamente falida, pelos seus trabalhadores...
Esta, meus Senhores, coloca bem o nosso concelho no âmago da “tugalidade” a que nos referíamos! O que, por qualquer razão, não será de estranhar!
E, ao seu autor moral, no mais elevado nível da artistice nacional! É obra! E de grande fôlego!
A natureza do assunto é tão fértil que nos deixa sem saber por onde começar.
Diz o Correio da Manhã que desses trabalhadores/financiadores, no desemprego, vêem-se agora a contas com as obrigações decorrentes dos avales prestados, perante a credora Caixa Geral de Depósitos que não teve pudor em reclamar dos mesmos os seus créditos.
Pudor que não teve desde logo ao aceitar tal engenharia financeira, para libertar os fundos, garantidos por economias domésticas cuja receita assentava exclusivamente no emprego instável numa empresa em falência técnica- a financiada-! Convenhamos que se tratou de uma operação de financiamento sui generis
Será que também reteve para si, hipoteca bastante, para garantir os empréstimos, a principal credora Caixa Geral de Depósitos? Parece que sim, que é a principal credora hipotecária! Resta saber se tal garantia abrange os financiamentos aos trabalhadores? Se sim, a atitude é abaixo de vergonhosa!
Mas, antes de continuar a cascar na CGD, importa avaliar a moralidade desta massificação do crédito extensível aos trabalhadores.
Dando como certo o que consta da noticia do CM, de que os trabalhadores deram o seu aval aos empréstimos parcelares no pressuposto de que, uma vez cessado o contrato de trabalho, cessaria automaticamente a sua responsabilidade, estaremos face a um caso de policia, já que se trataria de crime de burla!
Mistificação a que se deu curso assente – disso não temos qualquer dúvida – no pressuposto da ignorância dos avalistas quanto à natureza do aval!
O autor moral deste logro não pôs à disposição dos trabalhadores um advogado que esclarecesse a natureza da responsabilidade que aqueles assumiam? Se o fez, o esclarecimento não foi cabal!
O autor moral deste logro, na sua azafama salvadora, não deu contra garantias aos trabalhadores: Porque não uma segunda ou terceira ou quarta hipoteca?
Porque não acções representativas do capital da empresa, designadamente as de sua propriedade? Porque não um aumento de capital?
Porque não hipoteca do seu património pessoal? Porque o não tem na sua titularidade? Esta pergunta carece de resposta pública porquanto a massificação do dano a tanto obriga!
Voltando à CGD: quem aprovou esta operação? Será útil saber o seu nome para se saber se ainda tem poderes para tratar assim o dinheiro do Banco dos contribuintes.
A novela porém ainda não terminou. Parece que do grupo de empresas nem todas têm património, mas todas têm dividas!
E há bancos sem garantias hipotecárias! E a maioria dos trabalhadores são empregados da empresa ou empresas que têm património.
Parece também que os Bancos têm-se batido pela fusão das empresas. Trata-se de garantirem os seus créditos à conta das empresas que têm património. Trata-se de fazer hoje, o que deveriam ter feito quando concederam os créditos, à posteriori portanto!
Só que a maioria dos trabalhadores que, pela Lei, se encontram garantidos, antes do credor hipotecário, nas empresas que têm património, se permitirem tais fusões, bem podem dizer adeus aos seus privilégios, com os quais “honrariam” as suas obrigações bancárias de garantes.
Vender o sonho da viabilização e a miragem do emprego é a melhor engenharia para a Banca entretanto ir assegurando à posteriori o que não fez à anteriori, nas costas dos trabalhadores que neste caso, foram muito para além da exploração que consta dos livros.
O que é que andam a fazer os sindicatos pelos interesses dos trabalhadores? Politica?
A CGD por seu turno, se obedecer aos interesses corporativos reclamados pelos seus colegas banqueiros, aceitando a fusão, operará um mal maior já que, para além da aprovação desta operação bizarra, criará condições de incumprimento definitivo aos seus clientes trabalhadores/financiadores/avalistas, os quais à conta dos privilégios, ainda poderiam honrar as dividas que lhes impingiram!
Por seu lado, o autor moral deste “genocídio” não se pode gabar de ter ludibriado os Bancos, não podendo assim autoproclamar-se de autêntico “Herói Tuga”, mas tão só de o ter feito no património dos pobres, logo um verdadeiro “Vilão Tuga”. Espera-se, justamente, que por tal acção, ainda que criminalmente seja relevada, seja proscrito socialmente com todas as consequências!
Este é Portugal no seu melhor!
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sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
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