O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PIB a quanto obrigas!

O Instituto Nacional de Estatística espanhol passou a considerar, no cálculo do produto interno bruto, as actividades consideradas à margem da lei, como a prostituição ou o tráfico de drogas, mas também o contrabando e o jogo ilegal.

Segundo as estimativas das autoridades espanholas, em 2010 a economia cresceu 9.200 milhões de euros de forma artificial, graças à inclusão das estimativas do impacto de actividades como a prostituição e o tráfico de droga. De acordo com o El País, só a prostituição representa 0,35% do crescimento do produto, enquanto que o narcotráfico é responsável por 0,5%.

O INE espanhol não esclareceu se essa proporção se manteve no ano passado. Se assim tivesse acontecido, o impacto da prostituição e das drogas seria inferior, valendo 8.900 milhões de euros. O contrabando e o jogo ilegal representam uma subida de apenas 0,02% do PIB.

Esta revisão das regras contabilísticas foi imposta pela adopção do novo sistema SEC2010, que passou a ser utilizado um pouco por toda a Europa. Em Portugal, por exemplo, as actividades ilegais fizeram o PIB subir 0,4%, enquanto em Itália a subida foi de 1%.

Olhando de forma mais geral para o crescimento do PIB por causa das novas regras (e não apenas para a inclusão das actividades ilegais), a economia do país vizinho cresceu 26 mil milhões de euros, uma soma para a qual contribui o novo perfil dos gastos em investigação e desenvolvimento, que passam a ser considerados como investimento (e não consumo intermédio). O armamento também entra nas novas contas, de acordo com o El Mundo.

Em Portugal, as alterações foram de valor mais reduzido, em virtude de a economia portuguesa ser igualmente mais pequena. A adopção das novas regras contabilísticas fez o PIB português crescer 2,9%, ou cinco mil milhões de euros.

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