David Attenborough considera que há demasiada população para tão poucos recursos
O naturalista britânico David Attenborough considerou que os humanos são «uma praga» em relação à Terra e defendeu o controlo do crescimento da população para que o planeta sobreviva, numa entrevista à revista «Radio Times».
O apresentador de programas sobre história natural, de 86 anos, mostrou-se pessimista relativamente ao futuro do planeta, ameaçado não só pelas alterações climáticas, mas também pelo elevado número de seres humanos para os quais poderá não haver recursos suficientes.
«Somos uma praga sobre a Terra», declarou, assinalando: «Não se trata apenas de mudança climática, é uma questão de espaço, se haverá sítio para cultivar alimentos para essa enorme multidão».
«Ou limitamos o crescimento da população ou o mundo natural fá-lo-á por nós e o mundo natural já o está a fazer», disse à «Radio Times», segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
O naturalista lembrou que continuam a ser desenvolvidos programas contra a fome na Etiópia, mas que o problema é a quantidade de pessoas.
«Existe demasiada gente lá. Eles não conseguem sustentar-se e não é desumano dizê-lo. É a realidade», declarou Attenborough, considerando que, enquanto não existir uma linha de atuação coordenada entre todos os países, a situação no planeta «só irá piorar».
O veterano apresentador da BBC realizou diversas séries centradas na vida natural que lhe valeram inúmeros prémios dentro e fora do Reino Unido.
Se para muitos esta opinião ainda é uma bizarria de um jornalista britanico, para cada vez mais cidadãos trata-se de um dado imprescindível a uma nova equação terrestre cuja inevitabilidade tarda, dramaticamente, a ser encarada.
Os "ajustamentos" que vão ocupando o dia-a-dia da Europa ou EEUU, as "Reformas do Estado Social" e outros temas que fazem os titulos dos tabloides, não passam de "faits divers" face ao ajustamento que este sistema de desenvolvimento terá, inexoravelmente, de sofrer.
Entretanto...vamos, todos, cantando e rindo, esgotando os recursos e, pior que isso ameaçando os que restam como se jamais tivessem fim, numa voracidade tipica de um comportamente suicidário.
Onde estão os cientistas, cujo rendimento ou é suportado pelos Estados ou pelos consumidores, numa palavra por nós, particularmente preparados para denunciarem esta incontinência?
Onde estão os massmédia, suportados pelos cidadãos consumidores, qual IV Poder, para alertarem as populações para tal hecatombe?
Encontram-se todos ocupados em sustentar um sistema de desenvolvimento caduco!
Há tantos burros mandando em homens de inteligência,
que ás vezes fico a pensar,
se a burrice não será uma ciência.
António Aleixo
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