O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Contra os abusos bancários marchar, marchar... Adere à petição da DECO
Conseguir que os
legisladores proíbam a “cobrança abusiva” de comissões bancárias de manutenção
de contas à ordem é o objetivo de uma petição promovida pela DECO. Com base num
estudo que deixou à vista um aumento daqueles encargos em mais de 40 por cento
nos últimos seis anos, além da penalização de “quem tem rendimentos
inferiores”, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor quer forçar o
debate na Assembleia da República.
Porque os bancos, denuncia
a estrutura, estão a “cobrar duas vezes pelo mesmo serviço”.
Desde 2007, concluiu a DECO, houve um
acréscimo de 41 por cento, “em média”, nas despesas de manutenção que os bancos
a operar em Portugal impõem aos titulares de contas à ordem.
Em causa está uma situação de “cobrança
abusiva”, na perspetiva da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.
“Não é possível ter um crédito sem ter uma conta à ordem, não é possível ter um cartão sem ter uma conta à ordem, não é possível fazer transferências, etc., etc. Hoje em dia, até para pagar impostos é necessário ter uma conta à ordem”, assinalou o jurista da DECO Joaquim Rodrigues da Silva, em declarações recolhidas pelo jornalista da Antena 1, João Vasco.
“Não é possível ter um crédito sem ter uma conta à ordem, não é possível ter um cartão sem ter uma conta à ordem, não é possível fazer transferências, etc., etc. Hoje em dia, até para pagar impostos é necessário ter uma conta à ordem”, assinalou o jurista da DECO Joaquim Rodrigues da Silva, em declarações recolhidas pelo jornalista da Antena 1, João Vasco.
Sublinhando que “as contas à ordem são
imprescindíveis à gestão básica da vida financeira de qualquer cidadão”, a
Associação avança agora para uma “campanha de recolha de assinaturas pelo fim
das comissões de manutenção”. Para ser discutida no Parlamento, a petição da DECO terá de juntar pelo menos
quatro mil nomes.
Não tem grande nexo para nós que se
esteja a cobrar pelo suporte essencial daquilo que são, de facto, outros
serviços que os bancos prestam aos clientes, até porque aí o que acabamos
muitas vezes por constatar é que existiriam duplas cobranças pelo mesmo
serviço”, sustentou Joaquim Rodrigues da Silva, que é também diretor da revista
da DECO Dinheiro & Direitos.
Uma distorção clara
“Segundo o estudo que nós realizámos, apurámos que quem tem rendimentos inferiores, na ordem dos 500 euros ou menos, paga até cinco vezes mais do que aqueles que têm rendimentos mais altos”, assinalou à rádio pública Joaquim Rodrigues da Silva.
“Portanto, há aqui uma distorção clara daquilo que seria normal, digamos, numa cobrança do que quer que fosse, admitindo que estas comissões fossem legítimas”, concluiu.
A DECO salienta ainda que, com o advento do denominado homebanking, os consumidores passaram a realizar operações outrora a cargo dos bancários, nomeadamente transferências, pagamentos ou consultas de movimentos e saldos. O que reforça, no entender da estrutura, a necessidade de pôr termo às comissões de manutenção.
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consumo,
Direito de Petição
terça-feira, 25 de junho de 2013
É imperioso nunca esqueçer principios fundamentais!
"Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança!"
Benjamin Franklin
segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Suspender a democracia?
Por AGOSTINHO
GUEDES* 28/05/2013, in “Publico”
Todos os anos,
na primeira aula de Introdução ao Estudo do Direito que dou aos alunos
recém-chegados à universidade, faço uma simulação: peço-lhes para imaginarem
que o planeta sofreu um cataclismo de proporções bíblicas e que nós (eu e os
alunos na sala) somos os únicos sobreviventes; depois, nesse contexto,
peço-lhes que me digam o que fazer.
Invariavelmente,
os alunos elegem como objetivo principal a sobrevivência, e constatam, em
primeiro lugar, a necessidade de o grupo permanecer unido. O objetivo desta
simulação é ajudar os alunos a perceber intuitivamente o que são e para que
servem as leis.
De facto, num
ambiente adverso, a probabilidade de sobrevivência é maior se as pessoas se
mantiverem unidas; por outro lado, e cada vez mais, todos precisamos uns dos
outros para ser felizes e realizados. Ao mesmo tempo, porém, cada pessoa tem os
seus objetivos e interesses individuais e afirma constantemente a sua
liberdade.
Esta tensão
entre a liberdade individual e a necessidade de viver em sociedade gera risco
de conflito, e por vezes conflito efetivo. O problema básico de qualquer
comunidade humana é, pois, construir um sistema de organização da sociedade que
preserve a liberdade de cada um e favoreça uma colaboração pacífica entre os
seus membros, por forma a que os conflitos se resolvam sem recurso à violência
(e para isso servem as leis).
Quando se
discutem regimes políticos, é comum ouvir que a democracia é o “menos mau” dos
regimes, numa crítica implícita ao sistema mas com o reconhecimento de que as
alternativas são todas piores. Em tempos de crise e desencanto, esta crítica
agudiza-se. Há pouco tempo, alguém até mencionou a necessidade de “suspender a
democracia” para se conseguir debelar as causas da crise.
Modernamente,
democracia significa governo do povo, governo dos cidadãos, de todos os
cidadãos; significa que o poder político, o poder de fazer escolhas políticas
(incluindo o poder de legislar) é exercido direta ou indiretamente pelos
membros da comunidade — diretamente, através de mecanismos de escolha direta
(como o referendo); indiretamente, através da eleição de “representantes” que
são mandatados para tomar decisões em nome dos eleitores.
Existe algum
consenso à volta da ideia de que qualquer sistema democrático assenta em dois
valores: a liberdade e a igualdade (modernamente, acentua-se também a
solidariedade).
Verdadeiramente,
porém, o valor fundamental da democracia é o primado da dignidade de cada
pessoa (v. o art.º 1.º da nossa Constituição). Deste valor derivam todos os
outros, nomeadamente a igualdade (porque todas as pessoas têm igual dignidade)
e a liberdade (sem liberdade não há dignidade).
Cada pessoa
tem direito a ser respeitado, na sua individualidade e na sua liberdade, mas
tem também o dever de respeitar o próximo, na sua individualidade e liberdade —
este é o fundamento ético da democracia.
Suspender a
democracia significa suspender o respeito que é devido a cada um de nós. É isso
que queremos?
*O autor é director da Escola de Direito
da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e escreve segundo o Acordo
Ortográfico.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Quem for eleito tem de acabar com o esterco em Armação de Pêra!
Um
dos combates do blog cidadania, talvez o mais determinado, tem sido pela
higiene urbana em Armação de Pêra. Basta clicar a etiqueta “Lixo” para se
perceber quer da sua ausência, quer do absurdo e dimensão que atinge o esterco
numa Vila que é considerada zona de Luxo (?), apenas no entendimento aberrante
do fisco em sede de IMI.
Estamos,
todos, relutantemente habituados à desconformidade entre o que pagamos e o que
recebemos em troca; Mas são maus hábitos que não queremos fazer perdurar.
Se
decorrem da crise que atravessamos alguns benefícios, eles serão certamente uma
brutal valorização do valor do euro no orçamento doméstico de cada um de nós.
Concluímos
todos que um euro é um euro! Duzentos escudos!
Isso
é evidente no apuramento individual quanto ao consumo, mas também no sentimento
de exigência que o pagamento de cada euro ao erário público comporta.
A
classe política, sobretudo a que detém as rédeas da governação actual, não está
bem a medir as consequências do assalto fiscal que protagoniza.
De
facto, se, já antes desta crise, os serviços prestados pela administração às
populações, ou eram ineficientes ou desproporcionadamente caros, hoje em dia,
com a redução necessária da despesa e os caminhos trilhados tendo esse
objectivo em vista, assistimos ou antevemos assistir, a pagar ainda mais por
serviços ainda piores!
Enquanto
todos apuram com muito maior precisão o valor de cada euro!
O
grau de frustração tende necessariamente a aumentar e a generalizar-se; Não
surpreenderá por conseguinte continuarmos a falar do esterco habitual
A
questão ganha maior acutilância num período eleitoral ou pré eleitoral. Se
tivermos oportunidade de entrevistar os candidatos não deixaremos que os
questionar sobre a incontornável higiene urbana em Armação de Pêra, assim como os seus programas para a
implementar até ao nível do irrepreensível!
Entretanto
recordamos que os serviços municipais de higiene urbana têm de ser prestados de
acordo com os seguintes princípios:
a)
Da universalidade e da igualdade no acesso;
b)
Da garantia da qualidade do serviço e da proteção dos interesses
dos
utilizadores;
c)
Da transparência na prestação dos serviços;
d)
Da proteção da saúde pública e do ambiente;
e)
Da garantia da eficiência e melhoria contínua na utilização dos
recursos
afetos, respondendo à evolução das exigências técnicas e às
melhores
técnicas ambientais disponíveis;
f)
Da promoção da solidariedade económica e social, do correto
ordenamento
do território e do desenvolvimento regional.
g) Princípio da continuidade na prestação do serviço;
h)
Princípio da hierarquia de gestão de resíduos;
i)
Princípio da recuperação de custos
Nunca esquecendo dos direitos de
todos à informação
1—
Os utilizadores têm o direito a ser informados de forma clara
e
conveniente pela Câmara das condições em que o serviço é prestado,
em
especial no que respeita aos tarifários aplicáveis, através de editais,
postos
de atendimento, sítio da internet, informações na fatura, entre
outros,
em especial no que respeita ao tarifário.
2
— A Câmara deve dispor de locais de atendimento presencial, atendimento
telefónico,
fax, e -mail, bem como formas de contacto para falhas do
serviço
de recolha e reclamações/sugestões, cujos locais e horários devem estar
disponibilizados
na fatura e no sítio da Internet;
3
— A Câmara deve dispor de um sítio na Internet no qual deve disponibilizar
a
informação essencial sobre a sua atividade, de acordo com a legislação em
vigor.
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politica municipal
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Cada português gasta com Cavaco, muito mais que cada inglês gasta com a sua Rainha!
O leitor do DN João Gaivão fez as contas.
“Referia o DN de sábado que a Presidência da República emprega agora 500 pessoas. Numa recente publicação, é referido que o Palácio de Buckingham emprega 300. Será que Cavaco e a sua Maria necessitam de mais cuidados que a Rainha e o seu consorte? Ou será antes a eterna questão de os serviços públicos em Portugal empregarem muito mais gente do aquela que realmente necessitam, pagos por todos nós?
No mesmo trabalho de investigação, referia-se que o orçamento da Casa Real britânica era de 46,6 milhões de euros e o da casa republicana de Portugal era de 16 milhões.
Aparentemente, a monarquia é mais dispendiosa. Errado.
Se dividirmos 46,6 milhões por cerca de 50 milhões de ingleses, dá bastante menos (0,93 euro) que 16 milhões por dez milhões de portugueses (1,6euro).” (Fonte: Diário de Notícias)
“Referia o DN de sábado que a Presidência da República emprega agora 500 pessoas. Numa recente publicação, é referido que o Palácio de Buckingham emprega 300. Será que Cavaco e a sua Maria necessitam de mais cuidados que a Rainha e o seu consorte? Ou será antes a eterna questão de os serviços públicos em Portugal empregarem muito mais gente do aquela que realmente necessitam, pagos por todos nós?
No mesmo trabalho de investigação, referia-se que o orçamento da Casa Real britânica era de 46,6 milhões de euros e o da casa republicana de Portugal era de 16 milhões.
Aparentemente, a monarquia é mais dispendiosa. Errado.
Se dividirmos 46,6 milhões por cerca de 50 milhões de ingleses, dá bastante menos (0,93 euro) que 16 milhões por dez milhões de portugueses (1,6euro).” (Fonte: Diário de Notícias)
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