O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os saudáveis negócios da Saúde!

Chegou-nos a denúncia que transcrevemos abaixo,reportando-a a uma publicação que identificamos, mas cuja autenticidade não podemos garantir. Apesar de muitos dos factos relatados serem do domínio público nada no texto enviado nos permite concluir como o mesmo, acerca de práticas menos correctas por parte dos genericamente visados. Com estas ressalvas passamos a reproduzir o referido texto alegadamente publicado no jornal "O Médico" e também reproduzido no sitio:http://forum.pplware.com/showthread.php?tid=8948.


«O BURACÃO» (do jornal «O Médico»)

(alguém foi entrevistado por um jornalista e disse o seguinte:)



«- Há uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.

 -

Ai sim? Ora conte lá isso...



- O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?



- Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?



- É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o
problema... É aí que está a fraude.
Deixe-me explicar: como o senhor
sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem
dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico
lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar.

Ora, em
algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é
que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o
doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está.
O Estado paga!


- Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os
medicamentos? - Perguntei.



- Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então
não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova
receita...


- Continue, continue – Convidei...



- Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como
também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas
vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que
"não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais
barato".
Pois bem: o doente assina a receita em como leva o
 medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais
 baratinho.

Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas
 farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que
acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do 
medicamento prescrito.

É só passar o código de barras e já está. E o
Estado paga pelo mais caro...




Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a
denúncia como boa.
 Até porque a coisa me parecia simples de mais.
Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse
pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da
vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades.


Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...



- E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.



- É!... Sem funfuns nem gaitinhas! É só passar o código de 
barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.



- E ninguém confere? - Insisti.


- Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a
confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De
outro modo, não têm como descobrir a marosca.
E ó Miguel, no estado a
que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas
administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada
se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...




E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...

Se for verdade... Acho que é desta que o Carmo e a Trindade caem mesmo!»

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Outras questões, das inúmeras, que o mercado da saúde suscita:


Também recebemos de um visitante assíduo e atento observador das questões da saúde a seguinte reflexão:

A CONSISTE, link empresa de tecnologias de informação do universo empresarial da Associação Nacional das Farmácias (ANF), dirigida pelo engenheiro Costa Freire, adquiriu recentemente a CPCHS – Companhia Portuguesa de Computadores, Healthcare Solutions, S.A., link empresa responsável pela gestão do SGICM – Sistema de gestão Integrada do Circuito do Medicamento (gestão dos Serviços de Aprovisionamento e Farmácia dos Hospitais, integrada com a Prescrição Médica Hospitalar), na maioria dos hospitais do SNS.


Esta solução da CPCHS foi desenvolvida com a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).



A exploração do SGICM pela CONSISTE levanta um conjunto de questões que importa, a breve trecho, analisar. Limitar-me-ei, neste post, a enunciar alguns dos pontos mais importantes:



a)- A ANF através da CONSISTE passou a ter acesso ao conteúdo da Base de Dados (BD) sobre o consumo e prescrição de medicamentos hospitalares;



b)- A ANF organizou e explora a única BD fiável sobre os medicamentos dispensados pelas farmácias comunitárias, prescritos pelos médicos do SNS;



c)- Que consequências podemos prever da concentração destas bases de dados (prescrição e dispensa de medicamentos do SNS) na CONSISTE?



d)- A CPCHS mantinha com o HUC um acordo especial, relativamente à exploração do SGICM, uma vez que esta solução foi desenvolvida, ao longo de vários anos, com a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Será que este acordo vai ser mantido?



e)- A ANF, além do comércio retalhista, detém parte importante do sector armazenista e de distribuição de medicamentos.
Dentro em breve passará a ser responsável pela exploração das farmácias hospitalares em processo de concessão.
A ANF com a compra da CPCHS passou a dominar também um importante sector dos sistemas de informação da Saúde.
Esta concentração crescente de poderes na ANF, traduzir-se-á certamente em dificuldades crescentes na gestão do SNS.



f)- Há indícios que a nova empresa, responsável pelo SGICM, se prepara para rever em alta os encargos dos contratos de assistência técnica e de prestação de serviços, a suportar pelos HHs do SNS, relativos à exploração desta aplicação informática;

g) - Atendendo às circunstâncias especiais atrás referidas, a aquisição da CPCHS pela CONSISTE não devia ser objecto de apreciação por parte da AdC? (Autoridade da Concorrência)

Luis Barbosa

Armação de Pêra: Restaurante The Ocean ganha mais uma estrela Michelin



Segundo a edição de 2012 do Guia Michelin, o restaurante "Ocean", de Armação de Pêra, conquistou a sua segunda estrela.

O Chefe Hans Neuner está de parabéns assim como toda a sua equipa por terem, ganho a segunda estrela para o Restaurante “The Ocean”.

Trabalho árduo e esforço compensaram.

Volkwagem: A opinião da marca sobre as mulheres

sábado, 19 de novembro de 2011

PORTUGAL 2011/2012: ESTADOS DE ESPIRITO...(versão hard)

Expressão do entusiasmo popular em face das medidas de combate à crise!


Consumidor após o pagamento da factura energética


Onde se posicionar para cumprir com rigor a austeridade


Cidadã inconsciente tenta resistir ao apelo da austeridade.


Principal reivindicação nacional: Mamar é exclusivo dos nascituros!


Saída da crise: um caminho claro!



2013: um futuro risonho!

PORTUGAL 2011: CENAS DO QUOTIDIANO...(versão light)



Aspecto parcial
dos multiplos e certeiros caminhos que se apresentam à economia portuguesa, resultado de aturados estudos das elites nacionais.


Cidadão anónimo, natural de Massamá, mentor das políticas "do bom aluno" e "do aluno bem comportado", manequim na Rua dos Fanqueiros ao biscate, nas horas vagas.

Políticas empreendidas: um tiro certeiro na crise!


Cidadão nacional enleado na teia da crise, debate-se até à exaustão.

Cidadão contribuinte depois dumas marteladas da carga (da Brigada Ligeira) fiscal.

Cidadãos devidamente equipados para resistirem aos noticiários nacionais.

Cidadãos portugueses abandonando a sua zona de conforto, em fuga para o Brasil(com uma muda de roupa).

Uma bússola... procura-se! Ofereçe-se recompensa!


Passos - Tens alguma ideia sobre onde estamos e para onde vamos???????
Gaspar- Ahhhhhh! Deixa-me rir! Desculpa???????Pensava que eras tu quem conduzia a coisa!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O que se ensina na Universidade?

Artes não “é” comigo! Politica não é comigo! Cinema não é comigo! Informática não é comigo! Cultura geral não é comigo!

Brindes do Ministério das Finanças: o que temos e podemos esperar...

O Ministério das Finanças acaba de anunciar que em Novembro, na altura do corte do subsídio de Natal, vai enviar um brinde especial para todos os contribuintes que pagaram os seus impostos dentro do prazo (como tu).
O brinde, um exclusivo apara-lápis de design único, poderá ser colocado na mesa de trabalho para servir de lembrete constante dos serviços ao que os impostos que pagamos ao país nos dão direito.

A EDP UMA VEZ MAIS: APELO À RESISTÊNCIA DOS CIDADÃOS MILITANTES

Solicitaram-nos a publicação de um apelo de cidadãos com vista à multiplicação da sua difusão.

Não precisarão os seus promotores de solicitá-lo segunda vez porquanto desde já se encontra publicado e assinado por baixo por todos os colaboradores deste Sítio.




Passem a todos os vossos Contactos: Vamos exercer o nosso PODER de cidadãos consumidores! 


PROPOSTA:



Começar DIA 20 DE NOVEMBRO ÀS 15 HORAS e continuar todos os domingos… 
 
a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar TUDO durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma "anomalia" na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também);



- vamos repetir a acção até a EDP ter de nos PEDIR para parar com a coisa.

Na qualidade de bons cidadão, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajustados de forma a que os lucros da EDP se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto. 



A EDP já teme os prejuízos desta medida na escala dos vários milhões de portugueses, que estão conscientes do abuso a que estão sujeitos.

Já recebi este email 17 x nos últimos dias...CONTINUEM A PARTILHAR 
 


A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós.

A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros.

A EDP mantém um monopólio (não de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias. 


Espalhem a ideia ... veremos no que dá... Os cidadãos em geral que pouco ou nada tiveram que ver com a causa da situação económica que vivemos, poderão ter um papel fundamental na gestão das consequências da mesma e sobretudo na RESISTÊNCIA aos aproveitamentos de alguns, sobretudos daqueles que gozam de posição dominante no mercado de bens de primeira necessidade, a coberto da austeridade que a crise determina.

Foi e é à conta da omissão dos cidadãos exercerem o seu papel na comunidade que chegamos onde nos encontramos!

Nós hoje não temos tempo!

Correio para:

Armação de Pêra em Revista

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