
As tecnologias da informação, facilitadoras do acesso à informação, são um instrumento eficiente duma Administração Aberta, e logo, podem ser grandes aliadas do cidadão, dos seus poderes e deveres e por conseguinte de uma sociedade mais cooperante, solidária e justa!
Na verdade o cidadão é muitas vezes apodado pelos reaccionários de ser estruturalmente alheio à coisa pública.
Mas, ainda que assim fosse, não seria sempre dever da Administração pública fazer a pedagogia da participação através do cumprimento das suas obrigações de informação tendente ao conhecimento generalizado do público sobre as acções da máquina autárquica?
Esperar ter a participação dos cidadãos enquanto actores eficientes e independentes, sem implementar as boas práticas da transparência democrática, não nos parece de quem anseia honestamente tal participação.
Daquilo, ninguém de bom senso e minimamente informado parece ter dúvidas!
Já da bondade da utilização desse extraordinário instrumento que as tecnologias da informação constituem, e do desejo de participação dos cidadãos, o mesmo não se poderá dizer. Senão vejamos:
Ao consultarmos o portal da Câmara de Silves torna-se evidente que a despesa pública realizada não se encontra ao serviço da divulgação da informação e, muito menos da participação e muito menos ainda da pedagogia da participação.
Se por um lado existem algumas funcionalidades como a “consulta em rede”, por outro a maior parte delas não estão disponíveis para consulta ou aquelas que estão não acrescentam nada em sede de gestão transparente e participada!
Estamos quase no fim do primeiro trimestre de 2009 e a última acta disponibilizada referente à reunião de Câmara é de 4 de Junho de 2008. Já no que às actas das reuniões da Assembleia Municipal diz respeito, a última tem a data de 29 de Janeiro de 2008.
Porque insiste a Dr.ª Isabel Soares em conservar na sua administração o modelo antigo e burocrático em vez de adoptar um modelo de Administração Pública transparente e participado, como aliás é seu dever, constitucionalmente consagrado, utilizando, por exemplo, para isso, de forma sistemática, competente e eficiente as novas tecnologias?
Porque não!
A gestão pública, que deve promover uma abertura e acesso às informações sobre as finanças, o Plano de Actividades e Orçamento, o Relatório e Contas, assim como outras decisões que afectam o dia-a-dia a nossa vida, em Silves, não só não as pratica, como nem tem consciência da importância da sua omissão.
De facto, a transparência é a única forma de impedir que determinados actos da administração pública estejam viciados ou mascarados, permitindo à população conhecer de que forma os seus representantes estão a gerir a “coisa pública”, e se estão a obedecer aos princípios básicos de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade.
Mas um modelo de gestão pública que privilegie uma relação com a sociedade baseada na livre e transparente circulação de informações, na publicitação dos actos administrativos e no controlo social das acções da administração, não é comprovadamente o que Isabel Soares procura!
Para a administração da Dr.ª Isabel Soares, aproximar-se de cada cidadão, é sinónimo de Carnaval e desfile, onde a sua presença é concedida como um bodo aos pobres.
Vai mal Isabel Soares! Disso já sabíamos!
Mas, continuarão os eleitores,designadamente através da abstenção, a ir mal, permitindo que ela seja eleita?











