O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

sábado, 27 de outubro de 2007

À MESA DO ORÇAMENTO DOS ALGOZES….

As afrontas à economia de Armação de Pêra e à inteligência dos seus cidadãos permanecem e a única vertente positiva que as mesmas encerram é a sua evidência pública e patente.
O poder politico do Concelho não quer mesmo saber de Armação de Pêra, dos seus habitantes ou dos seus visitantes! Podem fazer-nos canções de amor, trovas de amizade, odes à beleza, mas na verdade o que querem mesmo é manter o estatuto actual, que vem de longe: Uma Vila que gera excelentes receitas e muito pouca despesa.
Na verdade, dado o número exiguo de cidadãos-eleitores, a Câmara de Silves e a classe politica que a tem habitado, não se vêm forçadas a “pagar tributos” a quem tem tão poucos votos tem para lhes retribuir.

Armação de Pêra é tratada por essa classe de dirigentes, em versão de Vila, como seria, como pessoa, o verdadeiro idiota.

A receita é antiga, estafada de séculos, mas continua actual e eficaz, sustentando a “paz podre” entre cidadãos-eleitores e cidadãos-eleitos, cuja relação é sustentada por um sistema democrático-formal, de muito pequeno conteudo material que urge alterar pela via do seu aprofundamento substâncial.
É tempo de os Armacenençes adoptarem uma atitude que lhes faça mais justiça, pois bem poderão esperar sentados, para que os politicos que tem ajudado a eleger, respeitem as suas inteligências, os seus direitos, a sua economia.
Talvez tenham que criar e apoiar uma verdadeira campanha que estimule o recenseamento dos muitos cidadãos residentes que se têm mantido afastados dos destinos da Vila, apesar de lhe quererem o suficiente para lhe consagrarem a escolha da sua residência permanente.

E não são poucos os que por aqui se decidiram, quer nacionais, quer estrangeiros, sem que haja registo elitoral disso!
Se assim fôr, não temos dúvidas que as coisa mudam.Certo, certo, é que como estão, nunca iremos a lado algum, senão vejamos:
O Plano e orçamento de 2007 previam para a freguesia de Armação de Pêra a realização de um conjunto de obras cujo valor rondava os dois milhões de euros. Estes projectos representavam menos de 6 % do valor do orçamento total do Município de Silves reservado ao investimento.

Dos dez projectos previstos, até Outubro, só se concretizou a construção da escola básica do 1º ciclo, o que representa menos de 2,6 % do total orçamentado para o total do concelho.
Como já referimos inumeras vezes e é meredianamente sabido, a freguesia de Armação de Pêra é das que mais contribui para o bolo das receitas, mas é também a que menos recebe no que toca aos investimentos.

Na ilustração que apresentamos, distribuímos o valor total do orçamento considerando duas variáveis, um: o número de habitações e outra: a população residente.
Verificamos que, considerando a variável população residente, o valor a disponibilizar para a freguesia de Armação de Pêra rondaria os 4 milhões de euros e se fosse considerada a variável do número de apartamentos o valor ascendia aos 10 milhões de euros.
Se compararmos estes valores com as verbas realmente gastas verificamos que esta freguesia em 2007 foi, mais uma vez, profundamente prejudicada.
Quem governa o município tem-se esquecido, deliberadamente, da população da freguesia.
Ilustração 1 – Distribuição das verbas inscritas em orçamento pelas freguesias

Uma administração autárquica preocupada com os seus cidadãos estaria nesta altura a discutir de forma aberta e participada a proposta de orçamento para 2008.
Mas pelo menos aqui, por Armação de Pêra, nem vê-los. O orçamento vai ser mais uma vez cozinhado nos gabinetes, sem atender às reais e justificadas expectativas das populações.
Do nosso ponto de vista um dos projectos prioritários a realizar em 2008, é o da pedonalização da frente de mar.

É uma promessa antiga e muitas vezes reafirmada pela Sr.ª Presidente, até às eleições e, mais recentemente na reunião de Câmara que se realizou em 20 de Junho deste ano, na qual chegou a afirmar que o concurso público para a execução da empreitada seria lançado ainda este ano.
Mas Armação necessita de mais investimento para compensar as agressões que tem sofrido, por isso deverá também iniciar-se a requalificação da zona Nascente e Poente como já estava previsto no plano e orçamento de 2007 e que até ao momento conserva-se no papel.

A reabilitação do Casino e da Fortaleza também não podem ser esquecidos e devem fazer parte do plano estratégico de desenvolvimento da vila, não para qualquer uso essencialmente comercial, como alguns “vendilhões do templo” pretendem, naturalmente, mas respeitando a sua vocação de património monumental devidamente contextualizado na história, cultura e economia da Vila.

15 comentários:

Anónimo disse...

Silves leva-nos o dinheiro dos impostos e deixa-nos o lixo e o betão.

Anónimo disse...

Esta canção do ZECA retrata o que SILVES tem sido para as restantes freguesias do concelho.

Abram os olhos ARMACENENSES!!!!!!

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Anónimo disse...

Como natural de Armação de Pêra agradeço ao blog o trabalho de levantamento e exibição do esquecimento a que fomos votados.
Eles continuam a pensar que esta terra nasceu para os sustentar, não entendendo que a galinha tem de ser bem alimentada e cuidada para poder dar-lhes os ovos(de oiro).
O Snr. Carneiro Jacinto tem de mostrar mais alguma coisa para Armação, senão bem podemos esperar a mesma receita: o esquecimento, a exploração e a cada vez maior degradação.

Anónimo disse...

Quem tem que dizer e fazer alguma coisa por Armação de Pêra não é o Dr.º Carneiro Jacinto, mas sim a Dr.ª Isabel Sores, esta senhora é a presidente da câmara por isso a responsável, a quem temos de pedir contas.
O Carneiro Jacinto é simplesmente um candidato assumido.

Anónimo disse...

Poie é ASSUMIDAMENTE que tem que dizer ao que se propõe, pois caso contrário é vira o disco e toca o mesmo!

Anónimo disse...

Sejamos claros, quem fez promessas e não cumpriu foi a Isabel Soares e o PSD.
A ela e ao seu partido devemos pedir contas e exigir que faça aquilo que prometeu aos Armacenenses.
Faltam ainda dois anos para as eleições autárquicas até lá outros candidatos certamente se apresentarão ao eleitorado, temos muito tempo para compararmos as várias propostas e escolher em consciência quem realmente que nos deve governar.

Anónimo disse...

Armação de Pêra e os Armacenenses tem sido ostracizados pelo executivo camarário liderado pela Dr.ª Isabel Soares!!! A famigerada Rainha da Feira Medieval gaba-se de fazer obra em Armação de Pêra...

Contudo, dissecando as realizações da dita Sr.ª Dr.ª, vislumbra-se tão somente o reino do betão e a construção desenfreada, patética e de mau gosto, sobressaindo a degradação urbanística e, consequentemente, da própria qualidade de vida dos Armacenenses!!!

Na verdade, o interesse público continua a aguardar a pedonalização da frente mar e de toda a baixa de Armação de Pêra, bem como a requalificação do Casino e da Fortaleza!!!

Espera-se ainda pelo Complexo Desportivo dos Armacenenses e pela construção de piscinas públicas, de pavilhões desportivos de uso compatível com o número de habitantes da vila... Sobretudo, porque o único pavilhão existente, embora seja um bem público, já foi objecto de apropriação por algumas elites que não permitem aos mais jovens usufruir do mesmo...

Pior ainda, desespera-se por um verdadeiro ESPAÇO VERDE, composto igualmente por equipamentos de índole desportiva!!! Chega a ser estapafúrdio, mas onde os prédios crescem como cogumelos, não há um único espaço verde!!! É inacreditável, mas em Armação de Pêra o incrível e o grotesco transforma-se na mais pura das realidades... Aliás, não é por acaso que Armação de Pêra é regularmente citada como sendo o melhor exemplo daquilo que não se deve fazer em termos de construção e planeamento urbanístico!!!

Questiono ainda, para quando uma singela biblioteca em Armação de Pêra?? Será que os residentes e os turistas da vila tem que se limitar em ir à praia?! Praia e praia e só praia... nada mais do que isso... Não admira o turismo de qualidade não abundar pela nossa vila...

O mais grave de tudo isto, não é a incompetência e a arrogância da Dr.ª Isabel Soares, não é o facto do Sr. Carneiro Jacinto não saber que Armação de Pêra faz parte do concelho de Silves, o mais grave, a meu ver, é a apatia gritante, o conformismo, o desleixo, o deixa andar reinante que vigora no seio dos Armacenences... Gostamos de falar mal do executivo e depois quando chegam as autárquicas não votamos ou vamos eleger com palmadinhas nas costas os mesmos, nomeadamente, o Sr. Santiago!!!

Convinha termos o bom senso de reconhecer que se tudo está mal, a culpa, em grande parte, também é nossa, ou seja, dos Armacenences que não tem gosto e respeito pela sua vila!!! Com mais intervencionismo, com mais pro-activismo, com mais participação democrática, com mais insubordinação, com mais rebelião saudável e fiscalização do executivo camarário pela própria população, estou certo que Armação de Pêra estaria hoje muito melhor e saberíamos nos fazer respeitar!!!

A ver vamos se os Armacenenses possuem essa capacidade de despertar para o exercício dos seus direitos de cidadania e para enfrentar quem está no poder há largos anos e pouco fez pela nossa vila e pela nossa qualidade de vida...

Anónimo disse...

A vontade de dizerem mal da Srª Presidente é tanta, que nem se dão ao trabalho de compararem o trabalho que ela fez em dois mandatos e meio em Armação de Pêra, com as obras que foram realizadas pelos presidentes que a precederam.
Recordo-vos que em Armação de Pêra desde o 25 de Abril até à eleição da Dr.ª Isabel Soares para o seu primeiro mandato, foi construída a lota (neste caso pelo muito empenhamento do presidente da junta da altura o Sr.º Manuel Ribeiro) e o mercado no tempo do Viola, ainda nos recordamos das peripécias e do tempo que a obra esteve parada.
O povo de Armação quer líderes a sério que sejam capazes de fazer coisas e não de empatas.

Anónimo disse...

Contra factos não hà argumentos!!!!

Anónimo disse...

Sempre achámos que a melhor forma de tratar com a Dª Adelina seria ignorá-la!
Não tivemos, até ao momento, razões para mudar de ideias.
Representante, de papel passado ou não, da Senhora Presidenta, o que é facto é que a Dª Adelina é a única com coragem para defender o establishman.
Mesmo contra os ventos e marés da razão, ela, imperturbável continua a destinal o ódio de quem governa, sendo mal amada, quer que todos a amem.
Destino ingrato aquele que a espera!

Anónimo disse...

Uma mentira não se transforma em verdade mesmo que repetida muitas vezes.

Podem gritar e esperniar mas o caminho já está traçado quem vai vencer, podem escrever é o povo.

Podem inventar as mais inverosimeis mentiras, mas não se esqueçam que a verdade é como o azeite vem sempre ao de cima.

O POVO é sereno e sabe em quem confiar!!!

Anónimo disse...

Rousseau, quer uma biblioteca, e tem toda a razão. Mas olhe que a de Silves, que tem permanecido fechada há "n" anos, começou só agora a ser equipada. De que nos tem servido? Quando receberão os pobres dos fornecedores o seu dinheiro? O mais certo é sobrar para o próximo executivo pagar.
Mas para o pessoal que vai aumentando, tem que haver. Agora, a nova chefe de divisão financeira, que não dá conta do assunto, "contratou" uma funcionária que vem de outro município, para a ajudar. Isto num sítio onde quase todos os funcionários são licenciados em "gestão", não se sabe é de quê! E de onde vêm os poderes desta sra., que já recruta mais pessoal? É esposa do próximo candidato PSD a entrar para a Câmara, caso venha a sair mais algum; e o seu processo disciplinar tem mais que se lhe diga: em vez de castigada foi premiada com a chefia de divisão, tendo sido a técnica escolhida pela instrutora dos processos disciplinares para a auxiliar. Uma espécie de "juíz em causa própria".
Vocês têm que passar a ver um pouco mais longe que A.Pêra, embora tenham muita razão, mas muito repetida também.

Anónimo disse...

Caro JJJ
Já por mais do que uma vez tenho elogiado o seu blogue e subscrito muitas das suas posições.Espero que este "grito de revolta" que sinto em muitos dos armacenenses- que aqui deixam a sua opinião-se traduza numa vontade de mudança que tanto venho defendendo.Mudança de prática politica,mudança de atitude, mudança do que deve ser Armação de Pera.Agora dizer como Rousseau que eu não sei que existe Armação de Pera é de mais.O problema de Armação é tão grave, o estado em que se encontra é de tal maneira lamentável que me atrevo a dizer que só temo uma coisa:que o actual executivo ainda venha a aproveitar o tempo que lhe resta para acrescentar mais betão, mais e mais disparates.A minha obrigação é olhar, estudar, porque não posso,nem devo pôr-me aqui a falar só por falar.Deixo-vos um desafio:todos aqueles que defendem a democracia participativa, associem-se,organizem-se e lancem-me o desafio para discutirmos, em conjunto, o futuro de Armação de Pera no dia, local e hora que quiserem.
António Carneiro Jacinto

Anónimo disse...

Ficou sem resposta?...

Anónimo disse...

É hilariante como o Sr. Carneiro Jacinto, ao tomar conhecimento do meu comentário, vem logo justificar-se e expor a sua inquietação para com o caos em que se encontra actualmente a nossa vila de Armação de Pêra!!! Será que sentiu a necessidade de remediar a sua falta de consideração por Armação de Pêra?!?

Caro Senhor Candidato, ao ter referido que o Senhor não sabe que Armação de Pêra existe, quis tão somente salientar e sublinhar nas entrelinhas que até à presente data o Senhor não expôs, em concreto, qualquer plano de acção sólido e construtivo para reverter a degradação da nossa vila!!!

Gostava e espero estar errado, mas cada vez me convenço mais que, independentemente de quem venha a ser o "feliz vencedor" nas próximas eleições autárquicas, nada irá mudar no que respeita ao tratamento miserável que tem sido concedido a Armação de Pêra pelos decisores politicos municipais!!!

Saliento como positivo o seu apelo à democracia participativa! Eu defendo a soberania popular e a democracia participativa, sobretudo, porquanto todo o cidadão, como "animal social" que é, tem o dever de empenhar-se e dedicar-se na defesa e salvaguarda dos interesses da comunidade onde o mesmo se insere! Não é à toa que existe na nossa Constituição a previsão do direito à participação, à petição e à acção popular!!!

Contudo, todos nós sabemos que na nossa comunidade reina e prolifera um certo individualismo, egoísmo e comodismo... tudo isso faz com que ninguém revele ou assuma disposição para promover e defender os seus direitos, para participar na discussão das questões essenciais que afectam a sua qualidade de vida e, consequentemente, o interesse público... pior ainda, a população já nem pretende fiscalizar quem elege e decide por ela, como se na hora de votar todos nós fôssemos passar "cheques em brancos" a favor de indivíduos que mal conhecemos...

Quero acreditar que em Armação de Pêra ainda seja possível subverter este alheamento da população em relação à governação da nossa vila, sob pena das consequências se tornarem drásticas para os Armacenenses...

Armação de Pêra em Revista

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