Nem cidadãos, nem accionistas, mas tão só meros súbditos dos vários tiranetes de pacotilha

O Vereador Fernando Serpa no tarefismo da sua actividade politico-bloguistica tanto nos dá noticias e informações relevantes como nos dá, com a mesma velocidade e leveza, opiniões/provocações intelectuais que nos deixam, não poucas vezes, perplexos.
Deduzimos do teor do seu post de 31 de Outubro, acerca dos custos estonteantes que, só em sede de juros, as dividas da CMS aos seus fornecedores atingirão, que se fossemos todos inteligentes como, em seu entender, os que pensam como ele e não como nós, deveríamos ter apoiado a proposta do PSD, no sentido de ver a taxa do IMI para os imóveis do concelho, atingir o tecto legal, o máximo permitido, independentemente da carga que tal decisão traria para os cidadãos contribuintes.
Dizemos nós que, em decorrência do mesmo principio, poderíamos chegar mesmo ao prémio Nobel da inteligência, se estivéssemos dispostos a defender uma taxa de IMI (mesmo ilegal que fosse) na medida do dobro ou mesmo do triplo da máxima legalmente permitida, uma vez que, desse modo, contribuiríamos melhor para o serviço da divida da autarquia perante os seus credores.
Fazer o contrário, pelos vistos, é obra dos tolos que somos, pois não vemos que eles sabem tudo o que é bom para nós, pelo que agir bem, será agir pagando tudo o que nos querem impôr.
Agir com inteligência, na nossa versão irónica, ou em benefício de um sono tranquilo, na versão original, seria por conseguinte colocar-nos a pagar – pura e simplesmente – a despesa desmesurada, irresponsável e diletante inscrita no orçamento municipal, ainda que tal sacrifício seja desproporcionado e injusto para o cidadão contribuinte, sem a questionar.
A atitude implícita neste ponto de vista não é, de resto, original. Ela é muito típica da classe politica dirigente, aquela mesma que tem gerido o OGE de há muito até hoje, e cuja performance se encontra bem evidente no estado das nossas finanças públicas, já para não falar do estado da nossa economia, para o qual a nossa classe empresarial também tem dado o seu contributo inestimável.
Trocando por miúdos: a classe politica gere a res publica com a leviandade de um louco temerário; tal gestão suicidária resulta numa situação de insolvência e os cidadãos contribuintes, SEM questionarem a competência da gestão, SEM questionarem a legitimidade daqueles que, qualquer que tenha sido o seu contributo, pequeno, médio ou grande para o desastre orçamental respectivo, incólumes, permanecerão à frente dos destinos comuns,SEM participarem nas decisões de combate à despesa e ao défice e sobretudo SEM se verem envolvidos num “programa” que tenda a pôr fim a esta lógica pendular, paguem, por via da receita dos impostos, quaisquer que eles sejam e sobretudo não bufem…,para poderem dormir melhor e acrescentamos nós, para serem cidadãos bem comportados, num quadro de cidadania também definido pela mesma classe politica, que insiste em do mesmo apenas reter os deveres, expurgando-o dos direitos e sobretudo dos poderes que lhe são prévios e inerentes.
Agir com inteligência, na nossa versão irónica, ou em benefício de um sono tranquilo, na versão original, seria por conseguinte colocar-nos a pagar – pura e simplesmente – a despesa desmesurada, irresponsável e diletante inscrita no orçamento municipal, ainda que tal sacrifício seja desproporcionado e injusto para o cidadão contribuinte, sem a questionar.
A atitude implícita neste ponto de vista não é, de resto, original. Ela é muito típica da classe politica dirigente, aquela mesma que tem gerido o OGE de há muito até hoje, e cuja performance se encontra bem evidente no estado das nossas finanças públicas, já para não falar do estado da nossa economia, para o qual a nossa classe empresarial também tem dado o seu contributo inestimável.
Trocando por miúdos: a classe politica gere a res publica com a leviandade de um louco temerário; tal gestão suicidária resulta numa situação de insolvência e os cidadãos contribuintes, SEM questionarem a competência da gestão, SEM questionarem a legitimidade daqueles que, qualquer que tenha sido o seu contributo, pequeno, médio ou grande para o desastre orçamental respectivo, incólumes, permanecerão à frente dos destinos comuns,SEM participarem nas decisões de combate à despesa e ao défice e sobretudo SEM se verem envolvidos num “programa” que tenda a pôr fim a esta lógica pendular, paguem, por via da receita dos impostos, quaisquer que eles sejam e sobretudo não bufem…,para poderem dormir melhor e acrescentamos nós, para serem cidadãos bem comportados, num quadro de cidadania também definido pela mesma classe politica, que insiste em do mesmo apenas reter os deveres, expurgando-o dos direitos e sobretudo dos poderes que lhe são prévios e inerentes.
Realmente, muito conveniente!
Lamento muito, senhor Vereador, mas não queremos, de todo, ser representados por quem assim pensa!
Porque não nos revemos como mandantes de tal ignomínia!
E, porque não acredito que o senhor tenha sido mandatado pelos cidadãos-eleitores para lidar com os factores em presença nesses termos, concluimos que abusa dos poderes que lhe foram conferidos no respectivo mandato, muitas vezes por omissão, outras por acção.
Gostariamos que investigasse e tornasse publico, para onde raio foram os apoios do OGE para as autarquias pagarem aos seus fornecedores, os quais, no caso de Silves, terão sido na ordem dos 15 milhões de euros?
Gostariamos que nos informasse acerca das medidas de racionalização da despesa que, na sede própria, defendeu para o Município? E dessas, quais as que foram adoptadas?
Gostariamos de saber também qual o projecto de futuro que a Câmara tem para o concelho e para a gestão do município, diverso daquele que nos conduziu à presente situação, caracterizado pelo cumprimento rigoroso dos próximos orçamentos, em equilíbrio, para podermos acreditar que o défice não vai continuar a aumentar, para constante ameaça e empobrecimento dos cidadãos-contribuintes e gozo permanente dos delapidadores do erário público.
Então… depois de transmitido o resultado dessas mesmas diligências que lhe incumbem, admitimos ouvir as sugestões que terá a apontar no sentido do aumento da receita pela via dos impostos!
É que,numa realidade orçamental muito próxima, a de uma empresa privada com dimensão, típica de economias mais ricas e das quais podemos receber alguns ensinamentos, um orçamento é equilibrado e invariavelmente para cumprir.
Se por qualquer razão que se justifique no interesse da empresa e dos seus accionistas, uma rectificação ao orçamento no campo da despesa, a administração (órgão executivo) irá ter de convencer os accionistas (assembleia dos accionistas) da bondade da sua proposta que irá (a ser aceite) e em que medida, onerar a despesa e, sobretudo, que resultados positivos espera obter com tal despesa.
E mal da administração que não consiga os resultados a que se propôs...o seu destino não é o de ocupar outros cargos remunerados na empresa, ou esperar para ganhar de novo (porque carga de água tal sucederia?) a confiança dos accionistas, o que só poderá vir a suceder noutra freguesia, jamais, em principio, na mesma empresa!
Ora atentos os procedimentos dos governos, nacional e concelhio, e a administração autocrática e pouco sensata que os caracterizam e sobretudo os resultados que continuam a apresentar, melhor seria que nos deixássemos de politicas e convertêssemos os cidadãos em accionistas dum qualquer Portugal, SA.
Provavelmente teríamos direitos e poderes mais respeitados que enquanto cidadãos desta República!
Quando, atentos os valores em presença, deveria ser exactamente o contrário!
Lamento muito, senhor Vereador, mas não queremos, de todo, ser representados por quem assim pensa!
Porque não nos revemos como mandantes de tal ignomínia!
E, porque não acredito que o senhor tenha sido mandatado pelos cidadãos-eleitores para lidar com os factores em presença nesses termos, concluimos que abusa dos poderes que lhe foram conferidos no respectivo mandato, muitas vezes por omissão, outras por acção.
Gostariamos que investigasse e tornasse publico, para onde raio foram os apoios do OGE para as autarquias pagarem aos seus fornecedores, os quais, no caso de Silves, terão sido na ordem dos 15 milhões de euros?
Gostariamos que nos informasse acerca das medidas de racionalização da despesa que, na sede própria, defendeu para o Município? E dessas, quais as que foram adoptadas?
Gostariamos de saber também qual o projecto de futuro que a Câmara tem para o concelho e para a gestão do município, diverso daquele que nos conduziu à presente situação, caracterizado pelo cumprimento rigoroso dos próximos orçamentos, em equilíbrio, para podermos acreditar que o défice não vai continuar a aumentar, para constante ameaça e empobrecimento dos cidadãos-contribuintes e gozo permanente dos delapidadores do erário público.
Então… depois de transmitido o resultado dessas mesmas diligências que lhe incumbem, admitimos ouvir as sugestões que terá a apontar no sentido do aumento da receita pela via dos impostos!
É que,numa realidade orçamental muito próxima, a de uma empresa privada com dimensão, típica de economias mais ricas e das quais podemos receber alguns ensinamentos, um orçamento é equilibrado e invariavelmente para cumprir.
Se por qualquer razão que se justifique no interesse da empresa e dos seus accionistas, uma rectificação ao orçamento no campo da despesa, a administração (órgão executivo) irá ter de convencer os accionistas (assembleia dos accionistas) da bondade da sua proposta que irá (a ser aceite) e em que medida, onerar a despesa e, sobretudo, que resultados positivos espera obter com tal despesa.
E mal da administração que não consiga os resultados a que se propôs...o seu destino não é o de ocupar outros cargos remunerados na empresa, ou esperar para ganhar de novo (porque carga de água tal sucederia?) a confiança dos accionistas, o que só poderá vir a suceder noutra freguesia, jamais, em principio, na mesma empresa!
Ora atentos os procedimentos dos governos, nacional e concelhio, e a administração autocrática e pouco sensata que os caracterizam e sobretudo os resultados que continuam a apresentar, melhor seria que nos deixássemos de politicas e convertêssemos os cidadãos em accionistas dum qualquer Portugal, SA.
Provavelmente teríamos direitos e poderes mais respeitados que enquanto cidadãos desta República!
Quando, atentos os valores em presença, deveria ser exactamente o contrário!



