O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Onde está o compromisso com a inteligência?


Noutro dia, em comentário ao post relativo ao estacionamento, um visitante desafiava, a propósito das opções que se colocam sempre a quem decide, a sugerirmos uma opção inteligente, legal e sustentável para o Parque de Estacionamento, fechado ao público, pretensamente em decorrência da Lei dos Compromissos.

Outro visitante atento sugeriu (e muito bem) que a dra Isabel Soares fizesse com o Estacionamento o que fez com a Feira Medieval: pôs funcionários da Câmara e a sua força de trabalho ao serviço da sua realização!

As opções inteligentes não têm de se basear em complexos (e caros) estudos que se encomendam aos amigos!

Muitas vezes estão disponíveis com recurso ao mero senso comum, e, noutros casos, ao bom senso.
Soluções baratas e, desde que autênticas, habitualmente tendentes ao êxito na solução dos problemas.


Podemos completar com um exemplo que torna a nossa tese de ainda mais fácil entendimento.

Como se verifica na foto supra, há cerca de quase dois anos o candeeiro público, frente à papelaria foi abalroado e baldeado. Na sequência disso, compreensivelmente, o candeeiro foi removido, para destino desconhecido.

O candeeiro foi projectado para o local em sequência de critérios técnicos, visando uma utilidade pública, que deram origem à despesa respectiva e à sua implantação.

O candeeiro é um produto industrial que necessariamente teve um custo e foi pago com recursos públicos.

Passados estes dois anos, o que se pode verificar?

Continua implantado um abstruso tubo com fios eléctricos no seu interior, uma irregularidade no piso que ameaça a segurança dos transeuntes e a ausência da iluminação pública que o candeeiro provia!

Porque, até ao momento, não houve recurso ao senso comum, muito menos ao bom senso, não esperando nós que outras inspirações ocorressem a quem de direito, tais como a noção de serviço público, a responsabilidade, o dever de zelo, etc., etc., concluímos, uma vez mais, não haver inteligência disponível na Câmara Municipal de Silves.

Teremos de esperar(sem grande expectativa) que a vergonha-na-cara, possa fazer por nós o que tudo o resto que é civilizado, até agora, não conseguiu fazer!

Estes são aqueles que nos governam e esta é a sua performance!

E qual deverá ser, nestas circunstâncias, a nossa? Deitar mão ao senso comum e não premiar quem não tem, demonstradamente, compromisso com a inteligência!




2 comentários:

Anónimo disse...

Se os comerciantes tem falta de luz que ponham nos seus estabelecimentos, que ganham para isso!

Anónimo disse...

E os impostos ( bastantes)que pagam, não serão para isso??????

Correio para:

Armação de Pêra em Revista

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