O défice de participação da sociedade civil portuguesa é o primeiro responsável pelo "estado da nação". A política, economia e cultura oficiais são essencialmente caracterizadas pelos estigmas de uma classe restrita e pouco representativa das reais motivações, interesses e carências da sociedade real, e assim continuarão enquanto a sociedade civil, por omissão, o permitir. Este "sítio" pretendendo estimular a participação da sociedade civil, embora restrito no tema "Armação de Pêra", tem uma abrangência e vocação nacionais, pelo que constitui, pela sua própria natureza, uma visita aos males gerais que determinaram e determinam o nosso destino comum.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

INSISTINDO NA "PESCADINHA DE RABO NA BOCA" ...

Todos temos a noção de que as coisas vão mal no que toca às contas do Estado. Vemos isso claramente através do aumento dos impostos e contribuições que revelam a premência na receita para fazer face à despesa pública.


A economia sofre penosamente com essa retirada de massa monetária da circulação interna e o fantasma da recessão almoça connosco diariamente.

O governo, finalmente decidiu reduzir nos salários da função pública, evitando o aumento do desemprego neste sector –sobrepovoado em resultado de constituir moeda de troca para os favores políticos – penalizando quem merece e quem não merece.


Decidiu também reduzir as prestações sociais através da redução de circunstâncias aptas a beneficiar de subsídios, designadamente de desemprego, e pensa já em reduzir o período de tempo em que os beneficiários dele poderão usufruir, tudo em ordem a reduzir a despesa pública.

As medidas tomadas, de uma parca imaginação (reduz a despesa, aumenta a receita), prometiam um resultado animador, de uma óptica estritamente financeira.

Porém, não foi o que sucedeu...


Se é facto que o défice das contas publicas, em Janeiro de 2011, foi inferior em cerca de 60% ao de igual período do ano transacto, tal deveu-se sobretudo ao aumento da receita, isto é, ao aumento de impostos (mais 15,1%).


Conclusão os resultados são ainda menos imaginosos: a redução do défice continua a ser feito à conta do aumento da receita, isto é dos impostos a todos nós e pouco ou nada à conta de uma efectiva disciplina de contenção na despesa.


Sabendo nós que por esta via – retirada de massa monetária de circulação – a economia definha.

A economia definhando, não

gera riqueza, ou gera menor riqueza, logo menor receita.

Trata-se de uma verdadeira “pescadinha de rabo na boca”!


Temos também a noção de que, os famigerados mercados são quem define as politicas do nosso estado, porquanto continuando a desconfiar da nossa capacidade de resolver o problema das contas públicas, mantêm acima dos 7% os juros que pagamos pelos empréstimos necessários a mantermo-nos à tona de água e o nosso Governo, por via disso, age tentando demonstrar que somos implacáveis nas medidas tendentes a reduzir o défice.


Sabemos também que enquanto estivermos focados em exclusivo na redução daquelas taxas de juro, tudo o resto que cabe ao Governo é gerir consequências...

Vai sobrar para as regalias de um Estado Social, tal como o conhecemos, o resultado deste imbróglio.

Não será esta uma oportunidade para reformar o conceito, ajustando-o às imposições do presente que o futuro confirmará?


Quem menos duvidar deste cenário, será quem menor grau de frustração sofrerá.


Mas se assim será, não seria mais curial empreenderem-se politicas que tenham isso em consideração, designadamente concentrando-se empenhada e prioritariamente em ponderar sobre o estado social possível adoptando desde logo as alterações inevitáveis a conservá-lo tal como pode manter-se?

Não seria mais curial apoiar-se a dinamização da economia (criação de riqueza)com base nos recursos disponíveis que ainda não dependem dos “mercados”, reflexão, inteligência, decisão e trabalho?

Com base na concentração de esforços nos sectores adoptados como estratégicos? E na melhoria da nossa capacidade de produção e produtividade?


Tudo isto enquanto se vão outros debatendo com a complexidade da tesouraria?

E com o pais envolvido nesse esforço? Não seria conveniente?


Todos admiramos e choramos depois, os heróis! Parece-nos no entanto que o pais, em vez de heróis, precisa é de gente razoável que aja com bom senso e racionalidade e não em função do que a manada dos países desenvolvidos tem feito (que tem sido esperar resultados diferentes permanecendo a fazer as mesmas coisas), apesar da crise e das profundas transformações operadas na economia mundial!


E, quem quer que venha a ser, se tiver uma visão prospectiva do que anda a fazer e do planeta onde vive, tanto melhor!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Contribuintes sós e mal acompanhados?

O recente caso da cidadã falecida em casa e na mesma “conservada” por vários anos, apesar da determinação kafkiana de um seu familar em ir batendo à porta da lei visando arrombar a porta da casa de sua parente, uma vez detectado e noticiado, motivou já o conhecimento público de um conjunto largo de casos, é certo que menos radicais, mas igualmente elucidativos sobre algumas características das sociedade modernas, com destaque para a solidão, em dramático crescimento.


Cerca de um ano antes, correu pela internet uma noticia atribuida ao New York Times, acerca de uma bizarria semelhante, de algum modo agravada no que à solidão dos que se encontram acompanhados diz respeito, ditando a mesma:


“HOMEM MORTO TRABALHA DURANTE UMA SEMANA


Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS.

George Turklebaum, de 51 anos de idade, que trabalhava como Revisor de Texto numa firma de Nova Iorque há cerca de 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.

Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.


O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse:
“O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.”


A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco. “


A noticia circulou acrescida da exploração humorística do grotesco, sugerindo a ficção dos factos narrados:

SUGESTÃO: De vez em quando acene para os seus colegas de trabalho.
Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está!”

“MORAL DA HISTÓRIA:

Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo...”


No caso português, que entre outras virtualidades tem aquela de nos fazer acreditar que a

noticia do New York Times é verdadeira, dado o longo período de tempo em que o cadáver esteve “retido” dentro de casa, a tónica foi colocada na ineficiência dos instrumentos que a pesada e dispendiosa máquina da justiça põe à disposição dos cidadãos que a sustentam, por um lado, e por outro na excepção que a eficácia da administração fiscal representa hoje em dia, naquela grande família da justiça.


De resto, justificadamente, embora se tivesse assistido, aqui ou ali, a uma breve reflexão sobre a solidão nas sociedades modernas.

Pudera, nesta matéria como em muitas outras relativas a eficiência e eficácia, a sociedade americana ( e todas as outras ditas realmente desenvolvidas) está muito “à frente” e vai-nos “iluminando o caminho”, que percorremos, aparentemente, sem má consciência.


O humor, no caso americano, pareceu perder a irreverência crítica que lhe é habitualmente associada para ganhar (???) a equivalência à resignação perante aquilo que parece uma inevitabilidade: a solidão nas sociedades modernas e desenvolvidas, nas quais aquela atinge a sua fase suprema, tal qual como no episódio relatado pela noticia do New York Times.

A eficácia da administração fiscal num contexto de ineficiência da justiça, no caso português, pareceu ganhar a equivalência à crueldade perante aquilo que parece uma inevitabilidade: a redução do défice das contas públicas far-se-á através da desconsideração do principal activo com que o pais conta: as pessoas, tal como em qualquer sociedade feudal ou Estado Policia.


Temos todos assim razão, pelo menos neste particular, para estar optimistas: por este caminho vamos chegar rapidamente à fase suprema da solidão que é aquela dos que se encontram acompanhados!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O crescimento económico tal como o conhecemos: no fio da navalha!


As Nações Unidas para um cenário de médio crescimento estimam que a população mundial que hoje ronda os 6,5 mil milhões atinja nos próximos 40 anos os 9 mil milhões de habitantes este crescimento populacional incidirá sobretudo nos países menos desenvolvidos.

A classe média mundial também tem vindo a aumentar particularmente nas economias emergentes, a depleção de energia (petróleo), as mudanças climáticas que estão a perturbar o ciclo hidrológico da água e os efeitos da rápida urbanização, tem provocado uma pressão insustentável sobre os recursos naturais disponíveis. Para termos uma noção do problema, em 2000 a população mundial era de quatro vezes maior do que em 1900, mas utilizava 16 vezes mais recursos.

Consumindo os países desenvolvidos muito acima das possibilidades do planeta e procurando os países em vias de desenvolvimento recuperar o seu atraso, a capacidade, que os ecossistemas têm de produzir materiais biológicos úteis, e em simultâneo a de absorverem os resíduos gerados pela actividade do ser humano, não será suficiente para sustentar o crescimento e os recursos existentes, incluindo a água, esgotar-se-ão rapidamente.

O modelo de desenvolvimento que temos seguido baseia-se na perspectiva de que os recursos naturais e especialmente os energéticos eram infinitos e baratos. Já todos percebemos e sentimos que isso não é verdade, a energia “barata” baseada nos hidrocarbonetos especialmente o petróleo tem os dias contados e as energias provenientes de outras fontes, representam neste momento só cerca de 17% do total da energia utilizada a nível mundial.

Tradicionalmente a riqueza dum país ou região é medido através do Produto Interno Bruto (PIB), este indicador pode medir a riqueza de um país ou região, mas não consegue avaliar problemas com o congestionamento ou a poluição, subprodutos do PIB.

Estamos sobre o fio da navalha, não será possível manter por mais tempo este tipo de crescimento infinito num planeta finito, porque os combustíveis fósseis e muitos minerais estão a esgotar-se e menos energia implica menos actividade económica. Por outro lado os impactes provocados no ambiente, devido à extracção ou ao uso desses recursos, incluindo a queima dos combustíveis fósseis tem provocado um aumento significativo nos custos, devido aos esforços que são feitos para os evitar e na reparação de estragos provocados por eventos extremos que são hoje cada vez mais frequentes.

O sistema financeiro não foi capaz de se ajustar a esta realidade, onde à escassez de recursos e o aumento dos custos ambientais são hoje uma certeza. Demonstrou também uma incapacidade intolerável para lidar com a dívida que se acumulou ao longo das últimas décadas.

Neste paradigma por muito que não queiramos interiorizar é hoje uma realidade, o petróleo barato acabou e como a nossa economia funciona essencialmente com petróleo, entramos num túnel, onde dificilmente e com este modelo de desenvolvimento se verá uma luz lá no fundo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Navegabilidade do Rio Arade

O pulmão do Barlavento ou o balde e a pá de Isabel Soares?



A Sr.ª Presidente da Câmara de Silves, Dr.ª Isabel Soares deu uma entrevista ao Jornal do Algarve em 6 de Setembro de 2010 onde afirma “que está disposta a lutar até ao fim pelo desassoreamento do rio Arade”, pois, para ela, é a única forma de Silves escapar à decadência e dar um novo fôlego ao município.

Nesta entrevista o único argumento que ela utiliza para reivindicar o desassoreamento do rio Arade é a da cidade de Silves poder escapar à decadência, como se isso já não fosse uma realidade. Para quem quer convencer um governo central que gere recursos cada vez mais escassos e que devem ser aplicados em projectos realmente viáveis, que promovam o desenvolvimento sustentável, a investir dinheiro no desassoreamento do rio Arade, consideramos um fraco argumento.

À falta de melhor, Isabel Soares agita a velha luta do corte de estradas ou das marchas lentas, para se fazer ouvir junto do poder central.

Isabel Soares ainda não entendeu que o Mundo mudou e que o dinheiro do contribuinte não deve ser desbaratado em “festarolas”, ou em projectos de duvidosa rentabilidade, por isso devemos encontrar novas “receitas” para resolvermos os problemas.

Se queremos convencer alguém de que a navegabilidade do rio Arade é importante para a região, devemos começar por entender, que é a realidade económica que pode sustentar um projecto de navegabilidade e não o corte de estradas ou outras ideias mirabolantes.




Devemos continuar a olhar só para o troço do rio entre Silves e Portimão ou devemos analisar todos os activos que existem na bacia e tomar depois sim as decisões acertadas?

Que estratégia devemos utilizar para a valorização dos activos?

Compatibilização com outros fins, requalificação ambiental, controlo de cheias e enxugo dos terrenos agrícolas, aproveitamento energético, recursos piscícolas, exploração de inertes, captação de água ou ainda o recreio e lazer.

E se começássemos por definir os aspectos de ordenamento e ocupação das margens, os possíveis interfaces com outros meios de transporte. É que o enquadramento terrestre é importante para o uso que vamos dar ao rio.

A navegabilidade do rio Arade deve ser pensada, tendo por base só Silves, ou um território mais alargado, ou mesmo toda uma região?

Devemos ter presente, que a forma mais eficiente de transportar mercadorias em termos económicos e ambientais é através da água, por isso as questões ambientais, a energia e o clima em particular devem também estar presentes na decisão de promover ou não a navegabilidade do rio Arade.

É também um facto que a navegabilidade pode vir a promover a diversificação do produto turismo, mas deve ser este o argumento principal?

Ou devemos colocar os nossos argumentos na necessidade de desenvolvermos a economia do mar, abandonando de uma vez por todas a economia do betão, colocando o rio Arade no seu lugar, passando a ser um espaço capaz de gerar comunicação e oportunidades.
Há cinco séculos 74% dos navios existentes no mundo eram portugueses, hoje são 0,4%, quando o nosso maior armador é a Transtejo, aquela empresa que transporta a “malta do sul do Tejo”, para Lisboa, está tudo dito.

Afinal para que queremos assegurar a navegabilidade do rio Arade?

Para que nele naveguem uns barquinhos que vão chegar a Silves com uns turistas, que vão dar uma voltinha pelo castelo e voltam rio abaixo, deixando por cá uns trocos, que vai permitir a sobrevivência de meia dúzia de cafés e restaurantes e nos vai tirar da decadência, segundo a ideia da Sr.ª Presidente.

O Mundo obriga-nos a andar mais depressa, se em Silves queremos apagar do dicionário a palavra decadência, vamos transformar este rio no pulmão do barlavento, criando um”novo” território urbano alargado, juntando as sinergias do que representam hoje Silves e Portimão.



Vamos pensar em novas plataformas de governo, legislação facilitadora, novos modelos de produção, que permitam repor a nossa passagem pelo planeta e trazer a memória antiga de tratar do rio.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O mundo em mudança a uma velocidade estonteante! Para melhor?






A apresentação precedente reúne informação, em síntese, cujo rigor não podemos garantir, mas que, sem grande esforço, nos parece verosímil.

Por outro lado, a arrumação dada àquelas sínteses num todo permite conclusões, umas dedutíveis outras especulativas, cuja importância pode ser muito superior à mera soma aritmética das partes.

Pela sua importância de per si e por constituir, objectivamente, um estimulo à reflexão, decidimos transcrevê-las num texto só, respeitando o original no português do Brasil, tentando facilitar tal exercício.

Você sabia que...

...Os meios de comunicação,
a informática e a internet
estão globalizando e
mudando nosso mundo...

...mas quanto?

Quem disse que
tamanho não importa?

Países grandes
vêm se tornando cada vez mais
importantes no cenário mundial.

A população mundial
hoje ultrapassa
6,6 biliões de pessoas.

20% destas pessoas
estão na China e...
... 17% delas estão na Índia.

Juntos estes dois países
têm mais de 1/3
da população mundial.

Se considerarmos apenas os
16% mais inteligentes
da Índia...

...teremos mais pessoas do que
toda a população do Brasil.

Da China
precisaríamos
apenas de 14%.

Ou seja:

Há mais pessoas inteligentes
na China ou na Índia...

...do que pessoas no Brasil.

Enquanto você
lê esta apresentação:
30 bebés nasceram no Brasil
244 bebés nasceram na China
351 bebés nasceram na Índia

Em breve, a China será o pais
que mais fala inglês no mundo.

Adivinhe que pais é este:

O mais rico do mundo
Com o maior exército
Centro mundial de negócios e finanças
Com o melhor sistema de educação
Líder em inovação e invenção
O modelo mundial de valor
Com o melhor padrão de vida

Inglaterra

em 1900.

Você sabia que...

Nos EUA, mais da metade
dos profissionais trabalha
há menos de cinco anos
na mesma empresa.

Somente 25% dos profissionais
permanecem na mesma
empresa por mais de um ano.

Segundo a ONU,
os estudantes de hoje
passarão por
dez a catorze empregos...

...até aos 38 anos de idade.



Você sabia que...

As dez profissões que serão
indispensáveis
Em 2010...

Sequer existiam em 2004?
Ou seja...
...estamos preparando
estudantes para profissões
que ainda não existem...

...que usarão tecnologias
que ainda não
foram inventadas...

...para resolver problemas
que ainda nem sabemos
que existem.

As pessoas estão indo
Cada vez mais
para a Internet.


Você sabia que...

No ano passado, nos EUA,
um em cada oito casais
Se conheceu
pela Internet.

No ano passado, mais de
106 milhões de usuários
estavam registados
no MySpace...

e que hoje há
mais de 50 milhões
de usuários np Orkut.

Se o MySpace fosse um pais,
ele seria o 11º maior
do mundo, entre
o Japão e o México...

... e o Orkut o 24º,
entre a Itália e a Coreia do Sul.

Você sabia que...

2,7 biliões de perguntas são
feitas ao Google a cada mês.

Para quem perguntávamos
Estas coisas
A.G. (antes do Google)?

Estamos vivendo
tempos exponenciais?

Você sabia que...

O número de mensagens de texto
transmitidas todos os dias
excede a população
do planeta?

Existem hoje cerca
de 540.000 palavras
na língua inglesa...

...isso é cerca de
5 vezes mais do que havia
na época de Shakespeare.

Mais de 3.000 novos livros
São publicados...
...diariamente.

Estima-se que a quantidade
de nova informação
gerada no mundo este ano...

...é maior
do que a acumulada
nos últimos 5.000 anos.

A quantidade de
informação técnica nova
dobra a cada 2 anos.

Para os estudantes
Isso significa que...

...metade do que se
aprende no primeiro
ano de faculdade
estará ultrapassado
no terceiro ano.

Estudos prevêem que
Em 2010 o conhecimento
Humano dobrará
a cada 72 horas.

Isto significa que
todo profissional
Precisa se actualizar sempre.

Você tem se atualizado?

Você sabia que...

A informação está
cada vez mais
nos meios digitais.

Fibras óticas
de terceira geração,
recentemente testadas pela
NEC e Alcatel, conduzem
10 trilhões de bits
por segundo num único fio.

Isso equivale a...
1900 CDs ou...
150 milhões de ligações
telefónicas simultâneas
a cada segundo.

A cada seis meses...
...este número triplica.

Já existem
cabos e fibras suficientes.

O que se faz hoje é apenas
Melhorar conexões...

...e o custo dessas melhorias
é praticamente zero.

Tudo isso indica que,
Muito em breve,
o papel electrónico
estará mais barato
que o papel real.

Você sabia que...

47 milhões de laptops
foram comercializados
no mundo no ano passado.

O projecto “laptop a US$100”
fornecerá entre 50 e 100 milhões
de laptops por ano a crianças
de países em desenvolvimento.

Há previsões que
Em 2022 haverá um
supercomputador
que excederá a capacidade
computacional
do cérebro humano.

Isso quer dizer que,
em 15 anos, universitários
em inicio de carreira terão
como concorrente...

...um computador
de somente US$1000
que excederá a capacidade
do cérebro humano.

Enquanto é difícil fazer
Previsões tecnológicas
para alem dos próximos
15 anos...

...não é dificil prever que
em 2050 um computador
de apenas US$1000
excederá a capacidade
computacional...
...da espécie humana.

O que tudo isso significa?
Mudanças acontecem
Agora você sabe!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Terá o concelho de Silves capacidade para sobreviver ao ajustamento estrutural?


O crescimento económico mais recente, a abertura económica e cultural à Europa e ao mundo após Abril de 1974 e a expansão do consumo, com a generalização do acesso ao automóvel e à segunda habitação, ajudam a entender o processo de explosão urbanística que se deu em Armação de Pêra.

Uma parte da oferta de segunda habitação destinou-se a puro investimento pois a conjuntura favorecia a aposta no imobiliário em alternativa ao mercado bolsista e em especial ao aforro.

A câmara de Silves na ânsia de obter receita fácil incentivou esta mercearia do direito de construir, pelo primado do crescimento e urbanização e do direito individual do proprietário do solo, em os colocar no mercado no timing dos construtores e promotores imobiliários, sem ter em conta os aspectos mais elementares de transparência na gestão urbanística.
Vejamos como foi conduzido a implementação do Plano de pormenor de Armação de Pêra e como foi o mesmo implementado, os direitos dos proprietários não foi acautelado da mesma forma. Quem teve a “sorte” da sua parcela se localizar numa zona de alta densidade viu o valor da sua parcela valer milhões, se teve o “azar” de calhar no espaço verde a sua propriedade passou a valer tostões.
Porque é que a gestão do plano não seguiu o princípio de perequação que tinha permitido tornar equivalentes situações distintas através de compensações.
O resultado da falta de transparência foi a construção de uma massa de betão incaracterística, que acabou por absorver as construções mais emblemáticas da zona antiga.


Estamos em crise há sete anos, crise que se agravou há dois anos na sequência do colapso do Lehman Brothers, os mercados financeiros continuam instáveis e a recuperação que se iniciou em 2009 parece estar a abrandar.

A taxa de desemprego no Algarve que até há três anos atrás rondava os 5 %, supera actualmente os 10%.
Vamos continuar a seguir o modelo de crescimento económico que seguiu nas últimas décadas, baseado no consumo e no sector imobiliário? Que deu os resultados que todos conhecemos!

Se queremos ultrapassar esta crise e sustentar o nosso desenvolvimento necessitamos de pensar a longo prazo. Não podemos continuar a tomar decisões a pensar no próximo orçamento, e especialmente como de forma fácil e rápida podemos arrecadar mais receitas, para continuarmos a manter a mesma estrutura pesada, mas que não responde de forma eficiente aos problemas básicos que nos afectam.

Veja o caso da câmara de Silves que na última reunião aprovou o aumento do IMI para a taxa máxima, sem se preocupar em reduzir a despesa corrente. Como é possível pedir mais dinheiro ao contribuinte, quando não existe a preocupação de melhorar os serviços que deviam de ser prestados às populações.
A câmara de Silves cobra e bem por esses serviços mas em Armação de Pêra não presta esses serviços de forma eficaz.
Estamos todos lembrados com o que se passa com a recolha do lixo, com a forma como é gerido o sistema de drenagem, que com frequência e por falta dos investimentos necessários descarga os esgotos na ribeira. Uma escola que deveria ter sido projectada para receber todos os alunos do 1º ciclo mas onde não cabem todos os alunos, a falta dos espaços verdes entre outros.

É necessário fazer diferente para enfrentarmos este desafio de ajustamento estrutural que está a ser acompanhado por uma taxa de desemprego elevada.
É verdade que é mais fácil de dizer do que de fazer, mas as mudanças estruturais necessárias tem que ser efectuadas, temos que mudar a nossa estrutura económica, não podemos continuar a basear o nosso crescimento no consumo, no imobiliário e na energia barata.

O concelho de Silves que durante muito tempo liderou o cluster da indústria da cortiça e da metalomecânica transformou-se nas últimas décadas no cluster dos cafés e restaurantes.

Não é que os empregos industriais sejam os melhores, mas é necessário ter em consideração esta assimetria no processo de ajustamento estrutural. É relativamente fácil gerir uma mudança estrutural do sector industrial durante uma expansão do sector imobiliário. Mas é muito mais difícil voltar a recuperar a competitividade do sector industrial.

Vamos ver o que decide a Assembleia Municipal sobre o aumento da Taxa do IMI, terão os deputados eleitos a capacidade e discernimento, para propor medidas que coloquem as contas da câmara na linha?E apontar caminhos para dar um rumo a este concelho.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES

Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

INTERESSA-ME A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

INTERESSA-ME A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

INTERESSA-ME A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

INTERESSA-ME A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

INTERESSA-ME A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

segunda-feira, 1 de março de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ou mudamos ou nos afundamos!


A educação e a formação são factores fundamentais para o desenvolvimento. Os resultados da pesquisa económica têm comprovado que há uma correlação entre os níveis de educação, os aumentos de produtividade e as perspectivas de crescimento sustentável.

As comparações internacionais põem em destaque o factor educação como um dos factores que explicam as diferenças de riqueza entre nações.


Analisando os indicadores de escolaridade da população do nosso concelho obtidas no censo de 2001, verificamos que cerca de 30 % da população residente não tem qualquer instrução, que mais de 35 % da população só tem o 1º ciclo de escolaridade.


Quando num concelho em que mais de 85 % da sua população residente tem como habilitação o 9º ano no máximo, é difícil mudarmos o paradigma de desenvolvimento. Quando sopram ventos adversos o que nos espera é o aumento do desemprego.

Em Janeiro de 2010 mais de 75% dos desempregados tinham o nono ano ou menos.


Desenvolvimento é mais do que crescimento! Os níveis de educação e formação condicionam profundamente a possibilidade de um país alterar o seu perfil de especialização, para actividades de maior valor acrescentado, com mais e melhores empregos.

Os níveis de educação e formação condicionam a possibilidade de difundir
formas de organização das empresas que promovam um trabalho mais qualificado, criativo, autónomo e responsável.

A principal actividade económica do nosso concelho e em especial a da freguesia de Armação de Pêra é a indústria do turismo, mas em coisas simples, como por exemplo o atendimento profissional ao cliente nos estabelecimentos do nosso concelho, a habilitação de competências é difícil de encontrar.

Estamos com uma taxa de desemprego elevada, esta ameaça poderia ser transformada numa oportunidade para educarmos e qualificarmos os recursos humanos do nosso concelho, aumentando as oportunidades para os desempregados, no futuro encontrarem um emprego mais qualificado e contribuirem mais capazmente para a sustentabilidade das empresas onde trabalham e a economia em geral.

Se tivéssemos no concelho lideranças preocupadas com o futuro e menos com o betão, podíamo-nos concentrar uma parte dos nossos recursos na educação e formação e transformarmo-nos num “concelho aprendente” organizando-nos na produção de competências específicas e com elas, afirmar vantagens competitivas específicas que nos conduzissem a mais e melhores empregos e ao reforço de uma identidade cultural própria.

Para isso necessitávamos de encontrar novas metodologias de planeamento educativo mais interactivas, flexíveis e participadas, envolvendo todos os actores relevantes para a procura e a oferta de conhecimento.

Não podemos deixar aqui de realçar a iniciativa da Associação Amigos de Armação um actor local, a qual com vontade e recursos escassos lançaram um projecto de alfabetização para adultos.

A resposta não passa só por melhorar os níveis de educação e formação, mas é necessário reelaborar o seu conteúdo, estabelecendo um nexo mais rico com a
inovação, nas suas diferentes formas: não só de processo, mas também de produto e serviço, não só tecnológica, mas também organizacional, social e cultural.

O que nos resta é sermos melhores e para sermos melhores necessitamos de melhor educação e de mais formação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sabedoria


"À beira de um precipício só há uma maneira de andar para frente: é dar um passo atrás."
Michel de Montaigne

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tudo o que este país (e de resto o mundo) precisa!



A Evolução requer: Princípios, Competências, Atenção, Iniciativa, Acção, Contratualização, Inovação e Participação!

Tudo o que, articuladamente sintonizado num objectivo relevante, escasseia neste concelho, neste país e no mundo!


"A verdadeira medida de um homem não é aferível pelo seu comportamento em momentos de conforto e conveniência, mas pelo seu comportamento em tempos de controvérsia e desafio!"
[Martin Luther King]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Cultura do Desenvolvimento Insustentável...

O filme abaixo, é suficientemente representativo do sistema de desenvolvimento que adoptámos.

A recente (e presente) crise é manifestamente sistémica. No entanto as terapias adoptadas constituem “mais do mesmo”, isto é, não passam de “variações sobre o mesmo tema”.

Na busca de soluções ninguém parece ter ponderado no facto de que a crise foi manifestação da “fadiga” do sistema. Se alguém o tivesse feito, perceberia que urge conceber um novo sistema. Sabemos que tal não acontece por encomenda, nem “de um dia para o outro”, mas sabemos também que “o caminho se faz caminhando”.

Todos sabemos que errar contem algumas virtualidades. De entre elas o conhecimento das consequências do erro que nos permite evitar repeti-lo.

Sucede é que nesta sede a aparente ingenuidade dos responsáveis resulta ou da ignorância sobre erros anteriores, o que seria lamentável, ou resulta da insistência em erros anteriores, quer ela resulte de mera teimosia quer ela resulte de dolo consciente, sendo, nestes casos não só lamentável mas também execrável. Em qualquer dos casos porém todas estas atitudes face ao erro são repudiáveis.

Dizia Benjamin Franklin que "A tragédia da vida é que nos tornamos velhos cedo demais e sábios tarde demais.", no que tem toda a razão, fundada esta na experiencia de todos nós ao longo dos tempos.

Por isso a cultura é imprescindível, já que nos permite recuperar o resultado de experiências anteriores conferindo-nos a possibilidade do aproveitamento da sabedoria por aqueles que ainda não a atingiram.

O que podemos fazer desde já, não por mero efeito de exercício demonstrativo, mas para evidenciar a estupidez de quem pensa dar resposta à crise com o “pelo do mesmo cão”. Ensinou-nos aquele que tem sido considerado o cérebro do qual melhor aproveitamento se retirou, o Senhor Albert Einstein o conceito de insanidade: “ Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”, o que em Português, permitam-nos a tradução livre, quer dizer que consiste a insanidade em continuar repetidamente a fazer a mesma coisa esperando por um resultado diferente.

Ora sabendo nós isto, não somos obrigados a fazer diferente? E não o fazendo, independentemente do resultado, como ficaremos conhecidos para a História, se houver alguém para escrevê-la ou para lê-la?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

HUMANIDADE: UM VERDADEIRO BARRIL DE PÓLVORA!

Segundo um Relatório do Estado do Mundo realizado em 2008, e se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 habitantes, poderia observar-se a seguinte distribuição:

  • 57 Seriam Asiáticos
  • 21 Seriam Europeus
  • 14 Seriam Americanos (Norte e Sul)
  • 8 Seriam Africanos
De entre eles encontraríamos:

  • 56- Mulheres
  • 44- Homens

Que seriam:

  • 70- Pessoas de Cor
  • 30- Pessoas Caucasianas

Sendo que:

  • 6-Deles seriam donos de 59% de toda a riqueza (todos eles Americanos)

Enquanto:

  • 80-Pessoas viveriam em más condições

E destes ainda:

  • 50- Pessoas passariam fome

Quanto à Natalidade/Mortalidade:

  • 1-Morreria, enquanto,
  • 2-Nasceriam

Sobre a instrução que teriam:

  • 70-Pessoas não teriam recebido qualquer instrução escolar
  • 1- (Apenas uma pessoa) teria instrução escolar superior

  • Sendo que só um privilegiado teria um Computador!


Estes números constituem um verdadeiro choque para os cidadãos dos países desenvolvidos.
Será bom atentarmos neles, pois são imprescindíveis para compreendermos o mundo e o futuro do planeta que, necessariamente, condicionam e determinarão.

Ainda é útil para concluirmos sobre a relatividade dos males gerados pela crise, por um lado e do facto de consumirmos, nós cá no hemisfério Norte, muito mais que aquilo que uma gestão cristã deste condomínio permitiria, por outro.

Os mais pessimistas ainda poderão concluir que isto assim, no estado para o qual os números apontam, não poderá durar muito!

De facto, quando sabemos que dos alimentos produzidos, 50% tem como destino o lixo e que, se o planeta tivesse um nível de desenvolvimento como o Português (38ª Economia mundial) (do qual nos queixamos amiúde), careceríamos de 2 Planetas para satisfazer as necessidades, não será de esperar grande futuro para este sistema de desenvolvimento, tal como o conhecemos, apesar dos responsáveis políticos ocidentais, com toda a sorte de remendos, pretendam que ele, qual zombie, ainda constitua um paradigma de futuro em paz e em equilíbrio.

Por quanto mais tempo? Perguntamos nós!

Como diz o Povo: “Não há pior cego que aquele que não quer ver!”

Armação de Pêra em Revista

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